<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212</id><updated>2011-12-23T10:15:06.920-02:00</updated><title type='text'>Educafórum - os textos</title><subtitle type='html'>Aqui você pode ler os textos selecionados e comentados pelo EDUCAFORUM, um site de pessoas dedicadas a recolher, investigar e orientar sobre irregularidades ocorridas na escola.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-8442825467428484390</id><published>2008-02-13T05:19:00.007-02:00</published><updated>2008-02-20T01:48:26.607-03:00</updated><title type='text'>TIÃO ROCHA</title><content type='html'>Folha de S. Paulo, 26 de novembro de 2007&lt;br /&gt;ENTREVISTA DA 2ª/&lt;br /&gt;TIÃO ROCHA Vencedor do Prêmio Empreendedor Social 2007 desenvolve desde 1984 formasdiferentes para a criança aprender brincando&lt;br /&gt;"Essa escola formal não serve para educar ninguém"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ESCOLA formal não está só na forma. Está dentro da fôrma. O pior é quando está no formol. É um cadáver." É assim que o educador mineiro Tião Rocha, 59, vê o ensino convencional, de cujos métodos e conteúdos se afastou há mais de 20 anos para experimentar processos alternativos de educação. À frente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento desde 1984, Rocha sempre persegue "maneiras diferentes e inovadoras" de educar, alfabetizar, gerar renda.&lt;br /&gt;Ele distingue educação de escolarização e busca um sonho: escolas que sejam tão boas que professores e alunos queiram freqüentá-las aos sábados, domingos e feriados.&lt;br /&gt;"Se ninguém fez, é possível", diz.&lt;br /&gt;UIRÁ MACHADO COORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS&lt;br /&gt;FOLHA - Toda a sua história como educador é feita do lado de fora das escolas formais. Por quê?&lt;br /&gt;TIÃO ROCHA - Se eu tivesse um analista, isso seria um prato cheio para ele. Comecei a ter problemas com a escola desde que entrei, aos sete anos. Logo no primeiro dia de aula, a professora leu um livro: "Era uma vez um lugar muito distante, onde havia um rei e uma rainha (...)". Eu levantei a mão e falei: "Professora, tenho uma tia que é rainha". Ela me mandou calar a boca. Depois que a interrompi duas ou três vezes, fui para a sala da diretora. A partir daí, eu sempre inventava coisa para matar a aula. Nunca tive uma escola boa. Nunca tive prazer na escola, mas sempre quis aprender. Quando fui para a faculdade, estudei história e antropologia, fui resgatar a história da minha tia, que era rainha do congado. Para pagar os estudos, eu precisava trabalhar. Fui dar aula e me dei conta de que, se eu achava aquilo chato, meus alunos também, porque eu era um reprodutor da mesma chatice.&lt;br /&gt;FOLHA - E conseguiu mudar?&lt;br /&gt;ROCHA - Criava jeitos diferentes de trabalhar com os alunos, inovava, mas, no fim, era uma experiência muito reformista. Ela começou a ser transformadora quando aconteceu o fato com o Álvaro, minha primeira grande perda [o garoto, excelente aluno, se suicidou]. Aí eu falei: "Opa! Não adianta querer que os meninos aprendam história se eu não consigo aprender a história da vida deles". Comecei a deixar de lado não só a forma mas também o conteúdo. Fui me libertando dos conteúdos cheirando a mofo e vi que estava partindo para outra coisa. Esse processo foi evoluindo na reflexão sobre o que é deixar de ser professor e virar educador. O professor ensina, o educador aprende.&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. começou seus projetos fora da escola, debaixo do pé de manga. O sr. acha que a escola formal serve para alguma coisa?&lt;br /&gt;ROCHA - Ela serve para escolarizar. Dá um determinado tipo de informação e de conhecimento que atende a um determinado tipo de demanda, um determinado tipo de modelo mental de uma sociedade que aceita, convive e não questiona.&lt;br /&gt;FOLHA - Essa escola educa?&lt;br /&gt;ROCHA - Não. Ela escolariza. Uma coisa é falar em educação, outra é falar em escolarização. A maioria das pessoas que estão cometendo grandes crimes é escolarizada. Então, que escola é essa? Para que ela serve? Não é para educar. E essa escola continua sendo branca, cristã, elitista, excludente, seletiva, conformada. Ela seleciona conteúdos, seleciona pessoas, mas não educa.&lt;br /&gt;FOLHA - O que significa ser branca?&lt;br /&gt;ROCHA - Por exemplo: eu nunca tive aula sobre os reis do Congo, mas tinha aula sobre todos os Bourbons, reis europeus.&lt;br /&gt;FOLHA - E conformada?&lt;br /&gt;ROCHA - A escola não permite inovação. Ela é reprodutora da mesmice. A escola formal não está só na forma. Ela está dentro da fôrma. O pior é quando ela está dentro do formol. É um cadáver. O conteúdo da escola está pronto. Os meninos que vão entrar na escola no ano que vem, independentemente de quem sejam, de suas histórias, aprenderão as mesmas coisas. Recentemente, uma menina de nove anos, lá em Curvelo, virou para mim edisse: "Tião, vou ter prova e esqueci o que é hectômetro". Eu disse a ela que ninguém precisa saber o que é isso, que não se preocupasse, isso não cairia na prova. Mas caiu. Agora, criança de nove anos tem que saber isso? Do ponto de vista da escolarização, vai tudo bem. Se está educando ou não, ninguém discute.&lt;br /&gt;FOLHA - Como deveria ser a educação?&lt;br /&gt;ROCHA - Um projeto de vida, não de formação para o mercado. A lógica da vida não é ter um emprego. Ter analfabetos não pode ser um problema econômico, é um problema ético. A experiência que a gente vem desenvolvendo no CPCD é saber se é possível fazer educação de qualidade. Claro que é. Só que você tem que botar uma pergunta que a gente sempre faz. É o MDI: "De quantas maneiras diferentes e inovadoras eu posso"... O resto você completa com uma ação: educar, alfabetizar, diminuir a violência.&lt;br /&gt;FOLHA - Até onde vale criar soluções?&lt;br /&gt;ROCHA - Na educação, qual é a melhor pedagogia? É aquela que leva as pessoas a aprender. Na escolarização, a melhor pedagogia é aquela que dá mais sentido para quem a aplica. O CPCD foi secretário da Educação de Araçuaí(MG). Os meninos demoravam duas horas no ônibus. Então colocamos educadores no ônibus. Toda secretaria de Educação pode fazer. É só sair da caixa. Uma outra questão é o acesso aos livros. Eu me perguntei se os livros perderam o encantamento ou se foi a escola que não soube mantê-los encantados. Juntei um monte de livros em baixo da árvore e mandava a meninada ler. Em volta, deixava montinhos de sucata e escrevia uma placa: música, teatro, artes plásticas, literatura. Tudo que o menino lesse, tinha que ir numa direção e fazer música, teatrinho etc. É um jogo. Ler e transformar, do seu jeito. Eles ficavam lá a tarde inteira. Vinha gente de longe. Por que esses meninos nunca tinham entrado numa biblioteca da escola? Porque eles não tinham prazer. Quando iam ler um livro, tinham que dissecar a obra, responder a perguntas.&lt;br /&gt;FOLHA - Como mexer no conteúdo do ensino? Tem um conteúdo básico?&lt;br /&gt;ROCHA - Claro. Tem que ter alguma coisa para começar. Precisa aprender os códigos de leitura, raciocinar e fazer cálculo, as quatro operações básicas. Mas não precisa saber o que é hectômetro. Há uns 20 anos, tinha um projeto do governo para combater a doença de chagas no sertão. Iriam construir casas de cimento no lugar das de adobe. O adobe resolve bem a questão térmica, o cimento, não. Mas os engenheiros disseram que não sabiam fazer casa de adobe de qualidade. Fiquei imaginando: eles não foram formados para fazer casas dignas para a população. Querem fazer em São Paulo e no sertão uma casa do mesmo tipo. Que lógica é essa? É a lógica do modelão.&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. é a favor de uma pedagogia específica para cada pessoa?&lt;br /&gt;ROCHA - Não. O que não pode é aprender uma única coisa, todo mundo igual, dar pesos desiguais, negar ou excluir coisas em função de critérios que são ideológicos. Mas não é "cada um faz o que quer". É possível criar uma sociedade polivalente, diversificada? É, porque não foi feito ainda. Se ninguém fez, é possível. Isso é o que eu chamo de utopia. Utopia para mim não é um sonho impossível. É um não-feito-ainda, algo que nunca ninguém fez. É possível aprender brincando? Vamos ver. A gente aprende fazendo. Aí eu coloco um indicador: a escola ideal deve ser tão boa que professores e alunos desejem aulas aos sábados, domingos e feriados. Hoje, temos exatamente o contrário.&lt;br /&gt;FOLHA - Como nasce uma nova forma de ensinar?&lt;br /&gt;ROCHA - Da dificuldade ou da pergunta. Somos movidos por uma pergunta, que vira um desafio, que vira uma encrenca. É possível educar debaixo do pé de manga? Vamos ficar pensando ou vamos aprender fazendo? O nosso verbo é o"paulofreirar", que só se conjuga no presente do indicativo: eu"paulofreiro", tu "paulofreiras" e por aí vai. Não existe "paulofreiraria", "paulofreirarei". Ação e reflexão, agora. As respostas vão sendo testadas e viram novas metodologias, pedagogias. Assim surgiu a pedagogia da roda, um jeito de combater a evasão dos meninos.&lt;br /&gt;FOLHA - Seus métodos são tão abertos a ponto de aceitar que uma criança queira aprender na escola formal? Ou você quer acabar com a escola?&lt;br /&gt;ROCHA - Eu não quero acabar com a escola. Ela é muito mais importante do que parece. Mas ela precisa ter a ousadia de experimentar. É uma lástima dar às crianças só o que a escola formal oferece. É muito pouco. As pessoas querem tirar os meninos da rua e levar para a escola. Por que, em vez de tirar da rua, não mudamos a rua? Lugar de criança é na escola, na rua, em todos os espaços. Todos os espaços podem ser de aprendizado. Há experiências de cidades educativas muito legais.&lt;br /&gt;FOLHA - Como é sua relação com os governos?&lt;br /&gt;ROCHA - Eu não vejo muita diferença. Todos eles estão dentro da mesma caixa, só muda a cor. A escola que tem agora não é muito diferente da de oito anos ou 20 anos atrás. A gente não consegue estabelecer alianças com os governos porque incomoda pensar fora da caixa. Então a gente vem aprendendo a fazer política pública não-governamental.&lt;br /&gt;NA INTERNET: Leia mais trechos da entrevista com Tião Rocha em &lt;a href="http://www.folha.com.br/073271"&gt;www.folha.com.br/073271&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre a origem e funcionamento dessas pedagogias em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.folha.com.br/073272"&gt;www.folha.com.br/073272&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-8442825467428484390?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/8442825467428484390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=8442825467428484390&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/8442825467428484390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/8442825467428484390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2008/02/tio-rocha.html' title='TIÃO ROCHA'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-6677365581419286010</id><published>2007-12-03T03:02:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T06:15:04.446-02:00</updated><title type='text'>Rosely Sayão - A escola falida</title><content type='html'>Hoje a escola chama os pais até para dizer que o filho não presta atenção na aula... Lembro de uma mãe italiana que me procurou indignada com isso... Nas palavras dela: "Afinal somos nós ou elas as profissionais do ensino?... Eu não sei o que fazer para minha filha prestar atenção na aula dela!"&lt;br /&gt;E aqui não há escola pública x particular! As duas sofrem do mesmo mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto abaixo, Sabatina na Folha, Rosely Sayão dá uma boa explicação para o mal funcionamento das escolas: falta de profissionalismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Vaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139610346688767650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qI3gvbTFcyM/R1OQYSZOZqI/AAAAAAAAAY0/em694KM9sl4/s400/diplomamao.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Folha de S. Paulo 30 de novembro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabatina Folha - Rosely Sayão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa é melhor que a escola formal de hoje; pior não ficaPara psicóloga, o atual modelo de ensino está falido ; escola se preocupaque alunos aprendam conteúdo em vez de priorizar o conhecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÁUDIA COLLUCCIDA&lt;br /&gt;REPORTAGEM LOCAL &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O ATUAL MODELO de ensino está falido e parte dessa situação deve-se ao fato de a escola ter se aproximado tanto do estilo de vida familiar que acabou adotando um modo administrativo leigo em detrimento de condutas educacionais profissionais, baseada em teorias e metodologias.A afirmação é da psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão, durante sabatina realizada ontem pela Folha.&lt;br /&gt;Para ela, "qualquer coisa" é melhor doque a escola formal de hoje. "Pior que está não fica. É preciso encontraralternativas ao ensino falido existente em 98% das escolas privadas e públicas."&lt;br /&gt;Para a psicóloga, a aproximação entre escolas e famílias está fazendo com que as crianças tenham um tipo de educação muito parecida. "Hoje,professores e pais pensam e agem de maneira muito semelhante. E os pais estão desnorteados porque as referências educacionais se multiplicaram."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;ESCOLA&lt;br /&gt;A escola hoje não serve para educar. Nem para educar para vida pública e muito menos para educar para a relação de conhecimento. A escola está mais preocupada que seus alunos aprendam conteúdo do que com a postura que deve ter para se relacionar com o conhecimento. Até o quinto ano do ensino fundamental, a gente deveria ensinar o que é ser aluno, o que é ter colegas,o que é agir coletivamente, quais as posturas físicas e mentais para se relacionar com o conhecimento. Hoje a gente tem uma grande dificuldade detrabalhar isso. Espera-se que o aluno chegue sabendo o que é ser aluno. Eles chegam filhos e a escola continua a tratá-los como filhos.A escola se identificou muito com a família e perdeu seu caráter profissional. Ela se molda aos seus alunos e aos pais de seus alunos. Tem dificuldade de estabelecer uma conduta profissional baseada em teorias e metodologias e vai muito no agir educativo dos pais, que são leigos, e a escola não deveria ser leiga. Hoje, professores e pais pensam e agem demaneira muito semelhante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;VIDA FAMILIAR&lt;br /&gt;É uma grande bobagem tentar adequar a escola ao estilo de vida familiar.Isso restringe muito os contatos, as relações, o tipo de visão que a criança tem do mundo. Restringe muito a ponto de impedir uma vida democrática, no ponto de vista das relações. Cada vez mais as crianças ficam submetidas a um tipo de educação muito parecida. A partir dos anos 90, a escola começou aanunciar que ela era a segunda casa, a segunda família dos alunos. Se umafamília já dá trabalho, imagine duas. A grande questão é: nós vamos dar chance para as crianças aprenderem a conviver com as diferenças ou vamoscada vez mais colocá-las em clubes privados onde todos são semelhantes? Nabusca de uma vida mais democrática, colocar a criança em uma escola onde hádiversidade é o primeiro ponto. A função da escola é fazer a passagem da vida privada para a vida pública. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;SELEÇÃO DE ALUNOS&lt;br /&gt;Seleção de alunos é um absurdo. Na verdade, é selecionar o perfil de aluno que cabe dentro da minha escola, é preconceituoso. O aluno diferente, não importa a diferença que seja, ele não cabe dentro desse clube. Por lei, essa seleção não é permitida, mas as escolas continuam fazendo e os pais se submetem. Acho uma loucura. A gente já vê no presente algumas conseqüências disso. A vida pública é cada vez mais privada, jovens adultos evitando o contato das pessoas nas ruas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;SUPERPROTEÇÃO&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, os pais se incumbiram de uma missão impossível, que é proteger os filhos da vida. Nesta busca de proteção, têm cometido equívocos sérios, que comprometem o objetivo fundamental da educação, que é viver com autonomia. Os pais ensinam os filhos que eles têm muitos direitos e poucos deveres.Traçar um equilíbrio entre o cuidar e proteger é a questão. Não adianta a gente tentar proteger, proteger, porque na hora que eles saem, e eles saem queira a gente ou não, esse é o mundo em que eles vão viver. O mundo estáperigoso, mas sempre esteve perigoso para os pais. É claro que o mundo mudou muito. Mas devo ensinar a saber reconhecer os riscos, a saber se proteger sem revidar etc. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;SEXUALIDADE&lt;br /&gt;Quando chega na adolescência, o grande acontecimento da vida é a descobertada sexualidade. O jovem tem corpo de adulto e, portanto, pode desfrutar desse mundo da sexualidade. A idéia que fica é que eu desfruto, mas, se eutiver um problema antes ou depois, alguém resolve para mim. É fundamentalque cada um de nós tenha uma vida sexual saudável. Mas há o limite entre o privado e o público, o que diz respeito à intimidade e o que diz respeito ao convívio social. Por isso, é preciso demarcar bem essa fronteira. A funçãodos pais não é entrar nos segredos dos filhos. Aliás, tem coisas que é melhor não saber mesmo.A questão não é falta de informação [sobre sexo, gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis]. O problema é que eles não têm maturidade para usar essas informações. Isso revela que estão chegando na vida sexual de modo absolutamente inconseqüente porque são imaturos e porque há adultos respondendo por eles.O jovem vê a sexualidade como performance corporal, têm dificuldade de encarar uma relação sem tomar um comprimido tipo Viagra ou Cialis. Achei que fosse insegurança, mas descobri que era garantia de diversão por horas, sem perder a ereção. É um parque de diversão, não é mais o contato de proximidade de intimidade com uma pessoa. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;CONSUMO&lt;br /&gt;O ideal de consumo hoje é maior do que qualquer coisa, provoca angústia,provoca tédio também. O ideal de consumo faz com que a pessoa queira consumir e não necessariamente desfrutar daquilo que conquistou. Ele quer,quer e depois que consome não sabe o que fazer com aquilo. Cresce assustadoramente o número de jovens que querem entrar na faculdade e depois não sabem o fazer com a faculdade, trocam de curso, abandonam. É mais difícil viver hoje porque não há adultos que estimulem essa visão crítica do jovem. Eles não pensam criticamente e também adoecem facilmente. Temos muitos jovens com depressão, o índice de suicídios tem aumentado muito entre os jovens adultos. O grau de insatisfação com a vida é muito grande. Eu devo isso ao ideal de individualismo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;MEDICAMENTOS&lt;br /&gt;É um outro ideal. Nossa sociedade está absolutamente submetida à medicalização. É mais um elemento que leva a essa passividade na vida, como se as coisas se resolvessem por mim. Hoje, por incrível que pareça, há escolas que chamam os pais e os orientam dar ritalina [medicação usada para déficit de atenção com hiperatividade] aos seus filhos. É como se falassem:"Acalma o seu filho para eu poder trabalhar bem enquanto ele for meu aluno."Acho que a medicina ainda vai se redimir dessa medicalização. Hoje há muito estímulo à hiperatividade. Já que o mundo estimula, vamos conviver com issoe ensinar nossas crianças a controlar isso.PAISOs livros de auto-ajuda subestimam a capacidade dos pais. Não acho que os pais estejam perdidos, as escolas sim estão perdidas. Os pais estão desnorteados. Quando eu fui educada, todos os pais compartilhavam do mesmo norte. Hoje as referências se multiplicaram. Cada pai olha como vai educar seu filho e vê múltiplas referências. Eles ainda acreditam que há norte foradeles, mas o norte está neles. Não considero os pais perdidos. Eles se dedicam mais à educação dos filhos do que as escolas que os recebem. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;LIMITE&lt;br /&gt;Eu usei muito essa palavra e hoje sou contra o uso dela na educação. Todo mundo usava essa palavra e não falava-se em desobediência. Recebi um dia uma mãe desesperada porque a filha, de três anos, não tem limite algum, não aceita a autoridade dela. Se a gente aceita que o problema é deles, a gente ficará livre de qualquer responsabilidade. Criança não precisa de limite,precisa é de adulto. Eles não aprendem os limites porque, nós adultos, não exercemos bem nosso papel. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;CASTIGO&lt;br /&gt;Castigo em crianças com menos de cinco anos eu não entendo. Quando a criança com menos de cinco anos faz ou não faz o que deveria fazer é porque o adulto falhou. Nessa idade, a criança não compreende o castigo como fruto do comportamento que ela teve. A partir dos seis, sete anos, é possível colocá-lo de castigo mas não como mera punição com sofrimento. Mas como demonstração de que tudo o que você faz, traz conseqüências, às vezes boas,às vezes não. Em geral, hoje o castigo é dado muito no momento em que os pais perdem o controle das emoções e depois o sofrimento dos filhos faz com que os pais afrouxem o castigo. A gente erra do começo ao fim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-6677365581419286010?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/6677365581419286010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=6677365581419286010&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/6677365581419286010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/6677365581419286010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/12/rosely-sayo-escola-falida.html' title='Rosely Sayão - A escola falida'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qI3gvbTFcyM/R1OQYSZOZqI/AAAAAAAAAY0/em694KM9sl4/s72-c/diplomamao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-8195304043000602695</id><published>2007-11-20T06:28:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T06:15:04.799-02:00</updated><title type='text'>30 mil professores faltam por dia em SP!!!!</title><content type='html'>Acho que as matérias dispensam meus comentários!....&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qI3gvbTFcyM/R0KfdYOjxBI/AAAAAAAAAXs/FufMqfNLxTA/s1600-h/aulavaga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134841852224324626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qI3gvbTFcyM/R0KfdYOjxBI/AAAAAAAAAXs/FufMqfNLxTA/s400/aulavaga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folha de S. Paulo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11 de Novembro de 2007 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;30 mil professores faltam por dia na rede pública de SP&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos colégios estaduais, 19 dispositivos legais permitem ausência sem descontar salário&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falta diária é de &lt;strong&gt;12,8%&lt;/strong&gt; dos 230 mil professores; nas maiores escolas particulares de São Paulo, o índice de faltas é inferior a &lt;strong&gt;1%&lt;/strong&gt; ao dia; quase 30 mil dos 230 mil professores da rede estadual de ensino paulista faltam às aulas diariamente, segundo dados oficiais de 2006 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;FÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos os dias, quase 30 mil dos 230 mil professores da rede estadual deensino paulista faltam às aulas, e, amparados pela lei, a maioria não perde nenhum centavo dos seus vencimentos. O número significa uma ausência diáriade 12,8%.Dos 30 mil, menos de 2.400 têm faltas que acarretam perda de salário,segundo dados oficiais de 2006. Os docentes contam com 19 dispositivoslegais que lhes permitem se ausentar sem desconto no salário, entre os quaislicença médica, licença-prêmio (por assiduidade) e falta abonada por "motivo relevante" (seis ao ano neste caso).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em um desses mecanismos, o professor pode, no limite, faltar 100 dos 200 dias letivos, desde que apresente atestados médicos e que as ausências não sejam em dias seguidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Todos conhecem um médico que pode dar o atestado", disse o presidente da Udemo (representante dos diretores de escolas), Luiz Gonzaga Pinto, que defende melhores condições de trabalho aliadas a mudanças na lei. "Não estoudizendo que os professores abusam. Mas sempre há aqueles que buscam as brechas."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) classifica o índice como "preocupante". Diz que um pacote voltado aos docentes incentivará a diminuição nas faltas. A secretária Maria Helena Guimarães não quis dar entrevista. Em nota, a pasta diz que o plano traz benefícios como o pagamento em dinheiro de 30 dos 90 dias de licença-prêmio e antecipação do bônus de merecimento (que considera, basicamente, a assiduidade).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estudos nacionais e internacionais já apontaram que há relação entre absenteísmo dos docentes e perda de aprendizagem. Nos maiores colégios particulares de São Paulo, o índice de faltas é inferior a 1% ao dia, como no Bandeirantes e no Etapa - onde, dos cem professores, em média, apenas dois registram alguma falta no mês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"A legislação na rede pública é muito permissiva", afirmou o promotor da Infância e Juventude da capital Motauri Ciocchetti de Souza, que investigaas causas das ausências.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já os professores dizem que as faltas são reflexo de más condições detrabalho. "Com jornadas extenuantes, classes superlotadas, o professor adoece, precisa ir ao médico ou se afastar", disse o presidente da Apeoesp (sindicato dos docentes), Carlos Ramiro de Castro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A rede possui 17.358 docentes eventuais, chamados para substituir faltas. A secretaria diz que eles "são preparados", mas "é de se esperar" que tenham dificuldades com turmas novas. Por isso, estão sendo criadas referências de aulas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folha de S. Paulo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11 de novembro de 2007 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Apeoesp diz que doenças são causa de falta&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apeoesp afirma que, com salários baixos, longas jornadas, salas lotadas eviolência, os professores tendem a adoecerEstudo feito em conjunto com o Dieese aponta que 61% dos professores dizemsofrer de nervosismo e 44% apresentam angústia DA REPORTAGEM LOCAL O presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Carlos Ramiro deCastro, afirmou que, com salários baixos, longas jornadas, salas superlotadas e violência na escola, os professores tendem a adoecer e, por isso, precisam faltar.Para sustentar a argumentação, Castro cita um estudo feito pela Apeoesp, em conjunto com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), que apontou que 61% dos professores dizem sofrer de nervosismo, 57% têm falhas na voz e 44% apresentam angústia.A pesquisa, publicada neste ano, entrevistou 1.780 docentes em novembro de2003. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Nessas condições, o professor adoece. E, como ele tem de fazer jornada tripla, se precisa ir ao médico, muitas vezes, tem de faltar", disse Castro, que é suplente do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). "O professor precisa ter melhores condições de trabalho e um bom salário para poder diminuir a jornada."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O salário inicial da rede estadual de São Paulo é de R$ 1.295,76, para uma jornada de 30 horas semanais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reportagem da Folha publicada no mês passado mostrou que o valor por hora da rede paulista é apenas o 10º maior do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Castro lembra que o corpo docente da rede é formado majoritariamente por mulheres (80%). "Elas têm de fazer exames médicos específicos. E, quando o filho adoece, geralmente é ela quem vai cuidar." O sindicalista diz ser contrário a mudanças na legislação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Docentes também reclamam. "O professor não é valorizado, entra em depressão,tem problemas na voz. Eu estou desmotivado", diz um docente de uma unidade do Capão Redondo (zona sul de SP).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se não há consenso para as razões do absenteísmo, os efeitos são conhecidos. Vinícius Rodrigues Dantas, 17, por exemplo, se diz uma das vítimas. Aluno do terceiro ano do ensino médio de uma escola estadual na Cidade Ademar (zona sul), ele conta que "quase todo dia falta um professor".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Geralmente, os substitutos não fazem nada, deixam a gente conversando",disse ele, que decidiu não prestar vestibular neste final de ano. "Sei quenão vou conseguir passar."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estudo de Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG),mediu o peso das faltas dos professores. Alunos da quarta série da rede estadual de Minas que estudam com professores que faltam muitas vezes tiveram média de 187 pontos em testes de língua portuguesa, ante 202 daqueles cujos docentes são assíduos. Os dados têm como base o exame mineiro de avaliação, aplicado em 2002. (FT)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Folha de S. Paulo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;13 de novembro de 2007 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Editorial &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Mestres em falta&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Salários são baixos, mas isso não justifica as 32 faltas anuais por professor no sistema estadual de São Paulo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;OS SINDICATOS de professores se contorcem diante da questão, talvez por não ter satisfação adequada para dar a alunos e pais diante do descalabro instalado: só na rede estadual paulista de ensino ausentam-se das salas de aula, a cada dia, 29,4 mil dos 230 mil mestres. Uma taxa de absenteísmo de12,8%, contra menos de 1% em escolas privadas. O dado, noticiado domingo nesta Folha, documenta distorção disseminada por sistemas públicos de ensinodo Brasil.A Apeoesp (sindicato dos professores) oferece racionalização automática para o sumiço de seus representados: salários baixos, longas jornadas, salassuperlotadas e violência na escola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embora o argumento possa explicar em parte a atitude, jamais terá o poder de justificá-la.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A depreciação do magistério alcança patamares incompatíveis com a meta do governo federal de elevar o ensino básico, até 2022, ao nível de países da OCDE (clube das nações mais ricas). O Plano de Desenvolvimento da Educação(PDE) contemplou isso ao propor um piso nacional de R$ 850 para professores.O projeto de lei correspondente (nº 619/2007) foi aprovado em duas comissões da Câmara dos Deputados (faltam outras duas); na de Educação e Cultura, o valor subiu para R$ 950.Essa política horizontal de recuperação de salários é necessária, mas nãoresolve a questão. Ganhar um pouco mais não levará professores a tornar-se assíduos -a média dos proventos de mestres paulistas, por exemplo, é 53% superior ao valor proposto como piso para o país. Aumento salarial não garante melhora automática do ensino. É preciso exigir contrapartida dos professores. Reservar uma parte relevante do orçamento para premiar as escolas que mais reduzirem as faltas - e mais melhorarem o desempenho dos alunos- é um meio inteligente de perseguir esse objetivo.A via do estímulo, porém, não basta. Não há como conciliar o interesse público com a pletora de 19 dispositivos que facultam ao professor paulista ausentar-se do trabalho sem desconto no salário. Tampouco cabe aguardar condições perfeitas de trabalho para que se aceite, enfim, reduzir a absurda média de 32 faltas anuais por docente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Regras permissivas de aposentadoria também requerem revisão. Não é razoável que inativos consumam 1/3 da folha de pagamento do professorado paulista.Verbas de educação precisam ser canalizadas, com prioridade, para a melhoriado ensino.Tal é o espírito do PDE federal. O MEC anunciou que investirá, ainda em2007, R$ 1 bilhão em apoio técnico e financeiro a municípios que adotaremmetas de desempenho (medido pelo Índice de Desenvolvimento da EducaçãoBásica, Ideb). Uma legião de 3.487 municípios e 17 Estados já formalizou adesão; das 1.242 cidades prioritárias, com Ideb muito baixo, 985 aderiram. Segundo o MEC, os primeiros desembolsos começam em dez dias. Seria útil que,entre os critérios de avaliação, figurassem também metas ambiciosas deredução do absenteísmo docente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-8195304043000602695?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/8195304043000602695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=8195304043000602695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/8195304043000602695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/8195304043000602695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/11/30-mil-professores-faltam-por-dia-em-sp.html' title='30 mil professores faltam por dia em SP!!!!'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qI3gvbTFcyM/R0KfdYOjxBI/AAAAAAAAAXs/FufMqfNLxTA/s72-c/aulavaga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116854203963078028</id><published>2007-01-11T16:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T17:00:39.926-02:00</updated><title type='text'>Escola Chata</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/433467/estudantelousa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/400/579848/estudantelousa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a reação de Plínio Fraga ao artigo da Folha sobre a chatice na escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de São Paulo - 08/01/2007&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idéias apagadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;RIO DE JANEIRO - Quadro negro e giz são símbolos não de aprendizado, mas dechatice. A escola está fora da realidade dos jovens em instrumentação,temas, abordagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É reveladora a conclusão da reportagem de Antônio Gois e Luciana Constantino, ontem nesta Folha, de que &lt;strong&gt;40,44%&lt;/strong&gt; do 1,7 milhão dejovens entre 15 e 17 anos que deveria estar estudando se mantêm fora da salade aula porque querem.Apenas 17,11% apontam a necessidade de trabalho como razão para deixar os estudos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O imperativo econômico é acachapantemente derrotado pela incapacidade institucional da escola de mostrar-se, &lt;strong&gt;se não prazerosa, ao menos necessária&lt;/strong&gt; ao jovem entre 15 e 17 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é uma questão de linguagem. Os jovens estão aí escrevendo "kd", "vc","blz" e "naum" em blogs, em e-mails e em mensagens via celular. Será um problema esse uso despojado e limitado da escrita? Se for, é infinitamentemenor do que o enfrentado por um professor que está em uma sala de aula-estruturalmente a mesma há centenas de anos- concorrendo na busca da atenção do jovem com tecnologias informativas que se renovam, se moldam e se multiplicam diariamente, em escala mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma idéia na cabeça e um giz na mão é uma imagem quixotesca de professor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não adianta ficar em frente ao quadro explicando aos jovens a existência demoinhos de vento tão-somente. Moinhos não mais há, num mundo em que dom Quixote procuraria a amada Dulcinéia em uma página do Orkut.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Os professores eram muito chatos. Não sabiam explicar nada e repetiam todo mundo", afirmou à Folha uma jovem que deixou a escola aos 16 anos e emseguida engravidou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O desafio do sistema educacional é apagar essa idéia de chatice. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Será preciso algo infinitamente mais complexo do que um simples apagador de giz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116854203963078028?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116854203963078028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116854203963078028&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116854203963078028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116854203963078028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/01/escola-chata.html' title='Escola Chata'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116849166889049177</id><published>2007-01-11T02:55:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T03:01:09.146-02:00</updated><title type='text'>Falta de motivação deixa 686 mil fora da escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/206376/estudantetriste.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/320/908809/estudantetriste.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cerca de 1,7 milhões de jovens entre 15 e 17 anos não estudaram em 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo estudo Inep baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíliosdo IBGE, 40,4% (686,8 mil) desse total não está na escola por falta devontade de estudar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De acordo com informações publicadas no jornal Folha deS.Paulo, a necessidade de trabalhar vem depois, com 17,1%.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pesquisa diz ainda que 75% desses jovens não completaram o EnsinoFundamental, mas a maioria chegou até a 5ª série. Além disso, a maternindade diminui a probabilidade de a jovem estudar. Apenas 1,6% das mulheres quef reqüentam a escola são mães, percentual que sobe para 28,8% entre as queestão fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo o estudo, esses dois índices apontam que o problema da evasão está entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental e que a fecundidade exerce grande influência no índice de desistência das meninas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em relação aos jovens que deixam a escola para trabalhar, 44% estão emempregos precários, apenas 8% desse total oferece carteira assinada. As poucas condições de trabalho ajudam a explicar os 740 mil jovens fora da escola que sequer estão procurando um emprego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, atribui a &lt;strong&gt;repetência&lt;/strong&gt; como fator dedesistência. Avaliação semelhante tem a professora de pós-graduação emeducação da Universidade de Brasília (UnB) Benigna Villas Boas. Ela diz queas escolas precisam encontrar uma nova forma de avaliação, além de oferecermecanismos de recuperação durante o ano. O educador Rubem Alves, em declaração à Folha, afirma que a escola pouco tema ver com a vida dos jovens e acredita que esse quadro pode ser revertido."A aprendizagem pode ser feita de maneira diferente. Torná-la mais atraenteé, inclusive, um bem para o próprio professor", disse ao jornal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Terra/Educação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116849166889049177?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116849166889049177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116849166889049177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116849166889049177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116849166889049177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/01/falta-de-motivao-deixa-686-mil-fora-da.html' title='Falta de motivação deixa 686 mil fora da escola'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116770184837650217</id><published>2007-01-01T23:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-01T23:37:54.066-02:00</updated><title type='text'>Gestão participativa na escola</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este artigo foi publicado no livro Educação 2007, da Editora Humana, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.humanaeditorial.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.humanaeditorial.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A exclusão da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giulia Pierro e colaboradores*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição Federal, em seu artigo 205, prevê que a educação seja promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. O artigo 206 é mais explícito e fala do “princípio da gestão democrática do ensino público”. O Plano Nacional de Educação, que entrou em vigor em 2001, coloca como uma de suas metas prioritárias a criação de Conselhos nas escolas de ensino básico. Os Conselhos de Escola são constituídos de representantes de pais, alunos, professores e funcionários, incluindo a direção. Mas existe gestão participativa na educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gestão escolar é o conjunto de medidas tomadas para que a escola cumpra sua função. E por que tornar a gestão participativa, incluindo os pais e responsáveis? Porque os pais são os principais interessados na formação de seus filhos. Todos sabemos, porém, que o Brasil tem leis demais e justiça de menos. As leis são, muitas vezes, ignoradas e deturpadas. Novamente: por quê? Porque a “lei” que mais prevalece é a dos privilégios.&lt;br /&gt;Ao invés de a escola estar voltada para o aluno e aberta para a comunidade, quem se apropria dela é o corpo docente, liderado por uma direção geralmente autoritária. Então, o foco se perde e o que prevalece são objetivos e práticas que não contribuem para a formação do aluno. Isto começa no topo da pirâmide, com secretários e assessores da educação que raramente têm alguma experiência em sala de aula e muito menos na rede pública.&lt;br /&gt;O problema seria menor se essas autoridades se dispusessem a sair de seus gabinetes e visitar as salas de aula ou, ao menos, receber e ouvir a opinião dos pais. Mas a prática, no Brasil inteiro, é exatamente ao contrário: secretários, assessores e delegados de ensino costumam limitar-se a atender ordens superiores, já que seus cargos são de confiança dos governantes. Além disso, seus próprios filhos estudam na rede particular, portanto, para eles a escola pública é uma ilustre desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns Estados mantêm ouvidorias, chamadas “surdorias” pelos pais, pois o ouvidor é sempre um funcionário da própria Secretaria da Educação, portanto, impossibilitado de exercer o cargo com a isenção devida, ferindo o conceito básico de ouvidoria, que é investigar carências e denúncias de abusos nos serviços públicos. Esses órgãos não se dão ao trabalho de checar as denúncias e permanecem na espera de relatórios de supervisores, que geralmente apresentam apenas o testemunho do corpo docente, sem registrar o depoimento do aluno e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que iniciar um artigo sobre gestão escolar falando de autoritarismo e denúncia? Porque esse é o dia-a-dia da rede pública de ensino, onde há autoritarismo demais e denúncias de menos. O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei Federal 8069/90), que todos os educadores deveriam conhecer, não é lido dentro das escolas e muito menos implementado. Uma pesquisa feita recentemente revela que entre mais de 30 educadores da rede pública e particular em sete Estados, todos disseram saber da existência do ECA, mas apenas cinco responderam que o leram na íntegra. O estatuto determina, por exemplo, que o acesso do aluno à sala de aula não pode ser impedido em nenhuma hipótese, inclusive na falta de uniforme. No entanto, este é um dos motivos mais freqüentes que mantêm estudantes fora da escola.&lt;br /&gt;Outro problema identificado é a “lei dos privilégios” na área educacional. Ela se manifesta em dois aspectos: o primeiro é o DIREITO À FALTA do professor, que causa o fenômeno mais típico da rede pública de ensino – a falta de aula, denominada aula vaga, responsável por reduzir de 20% a 30% a carga horária do ano letivo. A situação é tão grave que a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por exemplo, achou por bem proibir que se mencione a expressão “aula vaga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DIREITO À ESTABILIDADE do funcionalismo é o segundo grande diferencial da escola pública, responsável pela manutenção na rede de profissionais incompetentes, relapsos, omissos e até cruéis. A professora Glória Reis relata a fala de uma colega que havia sido convidada a trabalhar em um banco: “Não vou sair da escola, pois aqui eu posso até matar uma criança, que nada me acontece.” Outro grave problema é a manutenção na rede de profissionais “readaptados”, muitos em recuperação psiquiátrica, que deveriam estar aposentados por invalidez ou colocados em gabinetes, nunca em contato com crianças e adolescentes. Sempre que se toca neste assunto, levanta-se o brado da corporação, revelando que a manutenção dos privilégios é mais importante do que a integridade dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos esses motivos, uma escola voltada para o aluno exige a participação dos pais e a única forma eficaz é tornar realmente democrática a eleição dos Conselhos de Escola. Mas essa participação costuma ser vetada já na falta de convocação para a eleição. Existem várias formas de praticar o boicote: encaminhar a convocação aos pais com menos de uma semana de antecedência; enviá-la através de tirinhas de papel de 5 cm ou então, simplesmente, não entregá-la, mentindo depois a respeito. Todos esses casos foram testemunhados pelos pais e responsáveis que assinam este artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diretores têm medo de perder as rédeas da gestão da escola e sua autoridade sobre alunos e professores. Assim, em muitas instituições se faz uma campanha “interna” e ilegal, ou seja, os representantes dos pais (geralmente os mais manipuláveis) são escolhidos “a dedo” pelos diretores conforme sua conveniência ou pelo valor de sua contribuição monetária para a Associação de Pais e Mestres. Sabemos, por experiência própria, que os pais que se dispõem a “doar valores significativos” para a escola são mais bem-vindos. Mais uma vez, impera a “lei dos privilégios”. Quando a direção não consegue eleger os responsáveis que “lhe convém”, são usados “truques” para impedir a participação às reuniões, como enviar a convocação sem descrever a pauta ou encaminhá-la somente a alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é comum a escola convocar todos os pais para prestar serviços gratuitos, como fazer faxina, costurar cortinas, arrumar a fiação, arrecadar fundos. Mas a sua colaboração deve e pode ir muito além. Aliás, hoje a maioria das escolas do País recebe fundos suficientes para sua conservação e essas verbas precisam ser fiscalizadas, bem como as reformas ganhas em licitações, que as empresas costumam subempreitar, dividindo o “bolo” e adquirindo materiais de péssima qualidade. Tendo o apoio dos pais, os próprios diretores terão mais coragem de coibir abusos que já receberam o aval de seus superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto da gestão escolar em que os pais costumam ser mais excluídos é a proposta educacional da escola, embora o artigo 53, parágrafo único, do ECA lhes garanta o direito de participar. Professores e diretores acreditam que os pais não estão à altura da discussão, quando não é necessário ser um profissional para perceber as enormes falhas do ensino, comprovadas por estatísticas oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a esmagadora maioria das escolas públicas não tem proposta educacional devido à grande rotatividade de diretores e professores. Alguns educadores-empreendedores implantam projetos próprios em suas salas de aula e tentam abri-los para os demais, mas esbarram na indiferença, no ciúme dos colegas ou na falta de apoio da direção, que poderia favorecer um trabalho interdisciplinar e estruturar um projeto pedagógico para toda a instituição.&lt;br /&gt;Infelizmente, o corporativismo da classe costuma funcionar somente a favor de seus próprios interesses e, mesmo assim, os profissionais queixam-se constantemente de serem desvalorizados ou explorados. O que os pais esperam, na verdade, não é abnegação nem sacrifício, mas empenho, seriedade, profissionalismo e principalmente resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas escolas conseguem elaborar um projeto pedagógico próprio, que fica em vigor, geralmente, enquanto durar a mesma direção que o implantou. Alguma semelhança com a administração pública deste País, em nível municipal, estadual ou federal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, existem dois aspectos principais da gestão escolar que necessitam da participação dos pais e responsáveis, a fim de permitir a continuidade dos bons projetos e a denúncia de abusos e desmandos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O aspecto administrativo, que abrange a conferência e o uso adequado das verbas e materiais recebidos pela escola; o controle das atividades desenvolvidas fora da sala de aula, como a entrada e saída dos alunos, o recreio, a questão da merenda, a limpeza e manutenção de cozinha, banheiros; problemas graves devido à falta de reformas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O aspecto pedagógico, que abrange a elaboração de uma proposta educacional conforme os anseios da comunidade local, a dificuldade de aprendizagem dos alunos, a aula vaga, a mudança de professor no meio do ano letivo ou a falta de um educador durante um longo período de tempo, o fechamento da biblioteca ou da sala de informática por falta de manutenção ou de funcionários, as excursões (anti)pedagógicas organizadas apenas para angariar fundos ou para “complementar” o ano letivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que a classe docente costuma rejeitar a participação da comunidade na gestão das escolas, o convite aos pais e responsáveis precisa partir das maiores autoridades educacionais, com a garantia de apoio incondicional, pois os responsáveis costumam desistir de enfrentar o autoritarismo da direção das escolas. A desistência se deve ao medo das represálias e perseguições que costumam atingir o lado mais fraco: o aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soluções para a efetiva implantação da gestão participativa nas escolas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1. Para que a comunidade se sinta bem-vinda na gestão escolar, o Ministério da Educação precisa fazer um pronunciamento nacional no começo de cada ano letivo, falando sobre a importância da participação dos pais e responsáveis nos Conselhos de Escola. Por sua vez, os governos estaduais e municipais precisam fazer campanhas de divulgação das eleições dos Conselhos de Escola, estipulando uma única data para todas as escolas da mesma cidade ou rede e distribuindo folhetos explicativos. Cada governo poderia usar uma pequena parte de suas verbas publicitárias a fim de promover a gestão participativa na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;2. É absolutamente necessário criar ouvidorias estaduais e municipais, independentes e desvinculadas da rede de ensino, para que a comunidade possa denunciar abusos e irregularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A escola precisa elaborar e publicar sua proposta educacional e incluir no calendário escolar as reuniões de Conselho de Escola, para que os pais e responsáveis possam efetivamente participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A soma dessas ações poderá permitir um controle social efetivo da educação como serviço público, hoje tratado como um mero favor.&lt;br /&gt;No mais, entendemos que a avaliação pedagógica é fundamental e neste aspecto são bem-vindos os diversos instrumentos em vigor: Prova Brasil, Pisa, Saeb, Saresp, etc. Mas de que adianta o diagnóstico sem buscar soluções efetivas? O único que é sistematicamente responsabilizado pelo fracasso escolar é o aluno, quando seu desempenho deveria servir para avaliar a qualidade das escolas e o trabalho do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola, como toda instituição pública, precisa estar sujeita a mecanismos de controle e correção pelas autoridades e ser fiscalizada pela própria sociedade. Essa, infelizmente, ainda não se conscientizou do quanto é prejudicada por um sistema de ensino excludente e incompetente. Aliás, o verdadeiro papel da escola vai muito além de alfabetizar e transmitir conhecimentos; é formar seres humanos para um mundo mais justo e solidário. Para isso, precisa dar o exemplo, pautando-se na justiça e na solidariedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Giulia Pierro – Coordenadora do EducaFórum e autora do livro &lt;em&gt;O estuprador&lt;/em&gt;. Para mais informações visite &lt;a href="http://educaforum.blogspot.com/"&gt;http://educaforum.blogspot.com/&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:educaforum@hotmail.com"&gt;educaforum@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboradores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caroline Miles – Coordenadora do site Pais Online. Para mais informações visite &lt;a href="http://paisonline.homestead.com/"&gt;http://paisonline.homestead.com/&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:paisonline@hotmail.com"&gt;paisonline@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cida Gomes - Coordenadora do Grupo de Trabalho pelo Fechamento da Febem-SP. Para mais informações visite &lt;a href="http://fecharfebem.cjb.net/"&gt;http://fecharfebem.cjb.net/&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:mpideamos@hotmail.com"&gt;mpideamos@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremilda Estella Teixeira - Coordenadora do blog Cremilda Dentro da Escola. Para mais informações visite &lt;a href="http://cremilda.blig.ig.com.br/"&gt;http://cremilda.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:cremildaestella@hotmail.com"&gt;cremildaestella@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória Reis – Professora e autora do livro &lt;em&gt;Escola, instituição da tortura&lt;/em&gt; (Editora Scortecci). Para mais informações visite &lt;a href="http://gloria.reis.blog.uol.com.br/"&gt;http://gloria.reis.blog.uol.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mauro Alves da Silva - Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública. Para mais informações visite &lt;a href="http://www.geocities.com/coepdeolho"&gt;www.geocities.com/coepdeolho&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:gremiod@yahoo.com"&gt;mailto:gremiod@yahoo.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Vaz - Autora do livro &lt;em&gt;A escola do saber&lt;/em&gt;. Para mais informações visite &lt;a href="http://www.escoladosaber.xpg.com.br/"&gt;http://www.escoladosaber.xpg.com.br/&lt;/a&gt; ou mande um e-mail para &lt;a href="mailto:veravaz@uol.com.br"&gt;veravaz@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116770184837650217?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116770184837650217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116770184837650217&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116770184837650217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116770184837650217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2007/01/gesto-participativa-na-escola.html' title='Gestão participativa na escola'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116615537360523662</id><published>2006-12-15T01:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T00:51:37.006-02:00</updated><title type='text'>I BAMBINI FANNO OOH</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Giuseppe Povia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando i bambini fanno «ooh« &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;c'è un topolino, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quando i bambini fanno «ooh« &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;c'è un cagnolino. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se c'è una cosa che ora so, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;è che mai più io rivedrò un lupo nero &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;che dà un bacino a un agnellino. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tutti i bambini fanno «ooh«, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;«dammi le mani, perchè mi lasci solo?». &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sai che da soli non si può:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;senza qualcuno, nessuno può diventare un uomo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Per una bambola o un robot bot,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;magari litigano un po' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ma quel ditino ad alta voce almeno loro, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;eh, fanno la pace. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Così ogni cosa è nuova,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;è una sorpresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e proprio quando piove i bambini fanno «ooh«,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;guarda la pioggia! Guarda che meraviglia, che meraviglia!&lt;br /&gt;Ma che scemo, vedi però, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;però che perchè non so più fare «ooh« &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e fare tutto ciò che mi piglia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perchè i bambini non hanno peli &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nè sulla pancia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nè sulla lingua. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I bambini sono molto indiscreti, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ma hanno tanti segreti come i poeti. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nei bambini vola la fantasia, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e anche qualche bugia, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;oh mamma mia (...bada!). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ma un a cosa è chiara, è trasparente: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;che quando un grande piange, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;i bambini fanno «boh? Ti sei fatto la bua? E' colpa tua»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ma che scemo, vedi però, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;però che mi vergogno un po' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;erchè non so più fare "ooh", &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;non so più andare sull'altalena, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;di un fil di lana &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;non so più fare una collana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Finchè i cretini fanno «Eh?»,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;finchè i cretini fanno «Mah?», &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;inchè i cretini fanno. «Boh?» &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tutto resta uguale, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ma se i bambini fanno «ooh»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;basta la vocale. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Invece i grandi fanno «No.h« &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Io mi vergogno un po': &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;io chiedo asilo, come i leoni &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;io voglio andare a gattoni. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ognuno è perfetto, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uguale il colore, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;evviva i pazzi che hanno capito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cos'è l'amore:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;è tutto un fumetto di strane parole &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;che io non ho letto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voglio tornare a fare «ooh«. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perchè i bambini &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;non hanno peli &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nè sulla pancia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nè sulla lingua.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116615537360523662?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116615537360523662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116615537360523662&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116615537360523662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116615537360523662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/12/i-bambini-fanno-ooh.html' title='I BAMBINI FANNO OOH'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116592006005494370</id><published>2006-12-12T08:35:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T08:43:09.473-02:00</updated><title type='text'>Disciplina se ensina!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Entrevista com Lino de Macedo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Nova Escola – Edição junho 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;''Disciplina é um conteúdo como qualquer outro''&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Para o psicólogo especializado em Piaget, o comportamento dos alunos em sala de aula é algo que precisa ser ensinado e varia de acordo com a atividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ao longo da carreira, Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, se especializou no construtivismo do suíço Jean Piaget (1896-1980), na psicologia aplicada à educação e nos jogos infantis — ele coordena um laboratório de pesquisas e elaboração de atividades relacionadas às brincadeiras e voltadas para a escola. Um assunto que ocupa particularmente sua atenção são os estágios de desenvolvimento da criança e a importância de o professor conhecer o que acontece em cada fase do crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Com essa vivência, ele encara um dos temas que mais preocupam os educadores: a disciplina. Segundo o psicólogo, disciplina na escola não é questão de boa conduta nem de formação trazida de casa. "Disciplina se aprende e é do interesse de todo mundo, porque facilita a relação da gente com as coisas." O que o professor pode fazer para que a turma se comporte como deve? O exemplo é um dos caminhos. "Fala-se muito que as crianças de hoje não têm limites. Mas nós, adultos, também não temos." Macedo acaba de lançar uma nova coletânea de textos, Ensaios Pedagógicos, que tem como subtítulo a pergunta Como Construir uma Escola para Todos? Um dos capítulos trata especificamente de disciplina, tema discutido na entrevista a seguir, concedida a ESCOLA, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível ensinar disciplina?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim. Disciplina é uma competência escolar que as crianças aprendem como qualquer conteúdo. Condição para realizar um trabalho com êxito, é uma matéria interdisciplinar, porque dela dependem todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A disciplina vem de casa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para alguns educadores, sim. Quem considera a disciplina uma coisa que se tem ou não se tem possui uma visão moralizante — que transforma uma competência numa questão de valor. Para eles, a disciplina depende da força de vontade do aluno ou da determinação dos pais. Essa visão atribui culpa em caso de indisciplina. De fato, na escola exclusiva, anterior à atual, selecionavam-se os alunos e ficavam de fora aqueles que não se ajustavam ao comportamento desejado. Nesse caso, disciplina era mesmo um pré-requisito para a escola. Hoje, comportadas ou não, todas as crianças têm direito a estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Qual o principal erro da escola em relação à disciplina?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É pensar que existe um único tipo de disciplina e que ela só pode ser imposta. Minha idéia é que disciplina é um trabalho de todos em sala de aula. Constrói-se a melhor forma de acordo com a necessidade. Numa aula tradicional, expositiva, enquanto o professor fala ou escreve no quadro-negro, os alunos devem ficar quietos, prestar atenção e copiar. Acontece que hoje temos muitas propostas pedagógicas. Cada cultura escolar e cada atividade em sala de aula têm uma disciplina adequada a seu desenvolvimento. Dependendo da situação, a melhor pode ser o silêncio, as crianças perguntando ou conversando entre si.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível ensinar disciplina pelo exemplo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim. Um erro comum é achar que a falta de disciplina é sempre do outro. Fala-se muito que as crianças de hoje não têm limites. É verdade. Mas nós, adultos, também não temos. Em uma sociedade como a nossa, um dia se almoça de manhã, outro dia de tarde, outro dia enquanto se fala ao celular. Nós é que não temos rotinas para organizar a vida das crianças. Entendemos os motivos da nossa "indisciplina" porque sabemos que para muitas pessoas a regularidade se tornou impossível. Mas, se nós não somos disciplinados, por que esperamos um comportamento regular das crianças, como se fosse uma coisa natural, espontânea, quase herdada? Podemos conquistar o aluno para um projeto de disciplina conseguindo a admiração dele. Em sua origem, a palavra disciplina tem a ver com discípulo. Discípulo é uma pessoa que tem alguém como modelo e se entrega pelo valor que atribui a essa pessoa. Com o tempo, perdeu-se o elemento de referência que havia antigamente. Isso tem de ser novamente conquistado, pouco a pouco, pelos dois lados.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A disciplina que se aprende na escola serve para a vida toda?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A gente tem de pensar a disciplina ao mesmo tempo como fim e como meio. É um fim porque podemos desenvolver atitudes como concentração, responsabilidade, interesse. Essas coisas viram ferramentas pessoais e de trabalho. Disciplina é também um meio, um instrumento sem o qual as coisas não acontecem — ou acontecem fora do prazo ou dos padrões.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A disciplina ajuda a desenvolver a autonomia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Disciplina é, cada vez mais, autodisciplina. Um exemplo é a lição de casa. Hoje em dia a maioria das famílias não tem um adulto com tempo disponível para fiscalizar o dever. A própria criança aprende a administrar essa tarefa e, se necessário, ela pede socorro. A autonomia é uma conquista, um aprendizado complexo e longo pelo qual as crianças desenvolvem a disciplina para dar conta de suas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é ser uma pessoa disciplinada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ser disciplinado significa ter um comportamento subordinado a regras. Mas o que é regra? Algo que se constrói por consentimento. É como em um jogo. As regras são arbitrárias, mas a criança aceita porque gosta de jogar. Sem regra, não há jogo. Para definir regras, usamos o recurso da democracia. A classe toda discute, sob a condição de que todos aceitem o que a maioria decidir. O problema é que a minoria pode se recusar a cumprir. Deve-se combinar previamente que a não observação das regras implicará punições ou perdas. Um dos motivos que nos levam a aderir à disciplina são as conseqüências de não nos entregarmos a ela. Convencer é diferente de impor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todas as obrigações devem ser submetidas a discussão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não. Por exemplo: muitos pais perguntam aos filhos se eles querem comer. Eu não acho que seja uma boa pergunta. Porque, se o filho disser que não quer comer, como fica? A melhor pergunta é o que ele quer comer, dando opções. Dar autonomia não significa abrir mão do seu papel de líder e de responsável por certas coisas. Se você submeter tudo à opinião da maioria das crianças, a curto prazo elas vão decidir pelo pior. Primeiro, tenta-se convencer. O último recurso é impor. É errado tentar tratar como homogêneo algo desigual como a relação adulto e criança ou a relação professor e aluno.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As crianças conseguem entender a importância da disciplina?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 1930 Piaget escreveu um livro importante, O Julgamento Moral da Criança, e mostrou que mesmo as bem pequenas já têm valores como o gosto pelas regras, pela disciplina, pelo fazer bem-feito e por se entregar a uma tarefa coletiva. Só que o adulto não percebe. Piaget provou que é possível ver isso usando o exemplo das brincadeiras. A própria garotada se auto-regula e se submete a regras coletivas. Piaget analisou como o respeito entre iguais promove o desenvolvimento da criança. Muitos pais e professores sabem compartilhar com ela a necessidade de uma regra de forma que a criança até reclama, mas aceita, entendendo que é o melhor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como ensinar a disciplina na pré-escola?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para alunos da Educação Infantil, digamos de 2 a 6 anos, a brincadeira, a fantasia, as histórias são ótimas estratégias. A argumentação científica não funciona com os pequenos. O recurso lúdico soa sincero para a criança, porque é uma espécie de dramatização do assunto, uma elaboração simbólica da questão. Nessa idade, outro recurso possível é simplesmente, com habilidade, dar uma ordem e pedir que ela seja cumprida. Nesse caso, é preciso deixar claro para a criança que há uma diferença entre ela e o adulto. Ela sabe disso e até se sente aliviada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como ensinar a disciplina no Ensino Fundamental?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A idade dos 7 aos 11 anos é interessante para trabalhar disciplina como uma boa regra ou uma regra sem a qual certas coisas não se desenvolvem bem. O convencimento se dá de forma empírica, com exemplos, discussão, não mais como faz-de-conta. Uma coisa é o imaginário, outra é a própria negociação da regra. O problema do convencimento no seu sentido adulto é que ele supõe um pensamento hipotético-dedutivo ("se você não fizer isso, acontece aquilo"). Mas crianças com menos de 12 anos não entendem esse pensamento. É preciso trabalhar com elas a própria construção das regras mais adequadas para uma determinada tarefa que se espera que realizem.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A disciplina e a ordem podem prejudicar a criatividade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Rigidez é uma coisa, rigor é outra. Os artistas, que trabalham com criação, costumam ser super-rigorosos. Já rigidez é acreditar que uma coisa só pode ser feita de um jeito, definido arbitrariamente. A disciplina está do lado da criação, mas não é uma só. Alguns trabalham de dia, outros à noite; alguns de um modo, outros de outro. A maior parte dos artistas tem de cumprir prazos, se impõe tarefas. Se não houver disciplina, você pára no meio, esquece. Acontece que muitas vezes nós, adultos, usamos o discurso do rigor para defender nossa rigidez ou nossa incapacidade de lidar com as situações.&lt;br /&gt;"O que é regra? Algo que se constrói por consentimento. É como em um jogo. As regras são arbitrárias, mas a criança aceita porque gosta de jogar"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quer saber mais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaios Construtivistas, Lino de Macedo, 170 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel. (11) 034-3600, 23 reais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaios Pedagógicos, Lino de Macedo, 168 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-7033444, 31 reais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco Estudos de Educação Moral, Jean Piaget, Lino de Macedo e outros, 214 págs., Ed. Casa do Psicólogo, 26 reais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Julgamento Moral na Criança, Jean Piaget, 394 págs., Ed. Summus, tel. (11) 3865-9890, 46,10 reais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116592006005494370?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116592006005494370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116592006005494370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116592006005494370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116592006005494370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/12/disciplina-se-ensina.html' title='Disciplina se ensina!'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116495996075811267</id><published>2006-12-01T05:55:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T06:08:18.396-02:00</updated><title type='text'>Professor escute este recado do Osmar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/765528/camisetasF.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/400/135705/camisetasF.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/609816/camisetasc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/400/555783/camisetasc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/754847/camisetas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/798584/camisetas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4497/1247/1600/735962/camisetas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não ficou lindo o modelito do Osmar pra ajudar a acabar com a praga da &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;AULA VAGA?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116495996075811267?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116495996075811267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116495996075811267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116495996075811267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116495996075811267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/12/professor-escute-este-recado-do-osmar.html' title='Professor escute este recado do Osmar!'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116495897067773361</id><published>2006-12-01T05:39:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T05:42:50.963-02:00</updated><title type='text'>Universidades estudam acabar com o vestibular</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1272379-EI994,00.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1272379-EI994,00.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um movimento que começou na Universidade Federal da Bahia, agora estende-se para outras 11 instituições fererais do País, como a do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Universidade de Brasília: acabar com o vestibular. A idéia é adotar como critério de seleção o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, há o projeto de criar Bacharelados Interdisciplinares (BIs), com a intenção de retardar a escolha profissional do estudante.Segundo o jornal O Globo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é uma das que mais avançaram no assunto e até já inclui a novidade do seu Plano de Desenvolvimento Instituicional (PDI), uma espécie de carta de intenções do reitor válidas por uma administração. Na Bahia, a expectativa é que as mudanças comecem a vigorar no próximo ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novo modelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na nova proposta, o aluno não escolhe o curso ao entrar na universidade. Durante três anos, ele cursaria um Bacharelado Interdisciplinar (BI), estudando disciplinas básicas de formação geral, como Matemática, Ciências da Vida, Humanidades e Artes.Somente após esse período, os estudantes escolheriam as carreiras, em função do desempenho. Com a mudança, mais alunos seriam mais admitidos, mas ainda não se sabe quantas vagas as universidades terão. Apesar o aumento, o novo número de vagas não será suficiente para absorver todos os recém-saídos do ensino médio, sendo necessária uma seleção. No entanto, em vez do vestibular tradicional, será utilizado o Enem."O Enem é nacional, gratuito e avalia o potencial", diz o reitor da UFBA Naomar Monteiro de Almeida Filho. Segundo ele, os vestibulares precisam ser extintos porque avaliam apenas o conhecimento acumulado, não o talento dos estudantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modelo interdisciplinar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em um modelo semelhante ao aplicado nos EUA e em países da Europa, os universitários da UFBA cursarão três anos de um ciclo básico, podendo escolher as disciplinas que quiserem. Depois disso, apenas os alunos que tiverem boas notas passarão para os cursos pretendidos. Quem não passar receberá um diploma de bacharel.O modelo ajudará a combater a evasão, já que os alunos terão mais tempo para decidir depois de ter contato com disciplinas de várias áreas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116495897067773361?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116495897067773361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116495897067773361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116495897067773361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116495897067773361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/12/universidades-estudam-acabar-com-o.html' title='Universidades estudam acabar com o vestibular'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-116382120542551290</id><published>2006-11-18T01:36:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T01:40:06.693-02:00</updated><title type='text'>Na escola</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto de Leandro, do blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://maiscontradicoes.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://maiscontradicoes.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano, o professor de História Geral e do Brasil tinha sob seus cuidados, entre outras, no turno da tarde, uma turma de 5ª série. Era uma classe difícil, que lhe consumia todas as energias. Ele não conseguia atrair a atenção e o interesse da maioria dos alunos, o que o impedia de trabalhar convenientemente, muito menos em tempo, os conteúdos programáticos. Por sinal, os estudos estavam bastante atrasados: Deveriam já estar debruçados sobre a civilização romana, mas ainda mal haviam encerrado o Antigo Egito. Desnecessário dizer que, no geral, as notas da turma estavam abaixo da média. Essa dificuldade era comum a todos os professores, embora alguns não fossem tão afetados emocionalmente pela situação. Na verdade, boa parte de seus colegas não demonstrava muita preocupação com os resultados futuros naquelas mentes.&lt;br /&gt;Na sala dos professores, numa quarta-feira, ouviu do colega de Matemática:&lt;br /&gt;— Fiz uma prova lascada pr'aquela 5ªG. Hoje vou ferrar com aquela turma! Hoje vou me vingar deles...&lt;br /&gt;Muito embora o professor de História também tivesse suas ressalvas com essa classe, houve algo no tom, na postura ou no olhar do colega, que lhe chamou a atenção, até com uma ponta de horror.&lt;br /&gt;Uma preocupação brotou em sua alma. No final daquela tarde, foi para casa com a cena martelando em sua mente. Havia, sim, algo de muito errado acontecendo. Não tanto no que se referia ao professor de Matemática, mas consigo mesmo. Lembrou-se do motivo pelo qual havia abandonado a carreira industrial e ingressado no magistério. Deu-se conta de que estava fazendo tudo errado, que o sentido estava sendo perdido, deturpado pela influência de antigos vícios, ranços ainda muito presentes.&lt;br /&gt;Era época de fechamento do terceiro bimestre daquele ano letivo e estava marcada uma avaliação com a 5ªG, para aquela sexta-feira. A prova já estava pronta e fotocopiada, mas resolveu jogá-la fora e elaborar uma nova. Decidiu alterar sutilmente o direcionamento e produziu novas questões com o que havia de mais importante e significativo na cultura egípcia. Sem perguntas difíceis ou capciosas, havia ali ilustrações a serem observadas e comentadas, desenhos a serem feitos pelo alunos e questões discursivas abertas. A idéia era explorar o que cada um havia assimilado até ali.&lt;br /&gt;Sexta-feira. O professor entrou na sala da 5ªG, com o maço de folhas da avaliação junto aos Diários de Classe. Os alunos fitavam com olhos cravados naquelas folhas brancas, como que numa tentativa de alguma iluminação divina às respostas. Podia-se notar a apreensão naqueles olhares, medo até. Mais uma nota baixa poderia comprometer seriamente o resultado do ano para a maioria deles.&lt;br /&gt;O professor passou os detalhes da avaliação e as regras básicas: individual, sem consulta aos colegas, etc, etc... Durante toda aquela aula, um quase silêncio predominou, como era costume nas provas.&lt;br /&gt;Na terça-feira, na aula seguinte, o professor já levou as avaliações corrigidas e as entregou aos alunos, para que, como sempre fazia, pudessem perceber seus erros e acertos. Mas, naquele dia havia algo diferente: as notas estavam todas predominatemente altas. Aquele menino hiperativo, que costumava ficar com resultados em torno de 4,5 ou 5,0 conquistou 8,5. Outro, com grau moderado a baixo de esquizofrenia, recordista em notas baixas, alcançou um 9,0. Aquele que sentava logo à frente da mesa do professor, e costumava entregar as provas apenas parcialmente preenchidas, chegou a 8,5. Apenas duas ou três notas abaixo de 6,0, em uma turma de trinta e cinco alunos.&lt;br /&gt;Mas, o caso que mais marcou o professor foi o daquele menino que, de tanto fugir da sala e conversar em aula, não conseguia entender o que estava acontecendo nas avaliações: conquistou um reluzente 9,5. A felicidade do garoto foi tamanha, que levou, já na primeira troca de professores, a folha com um “Parabéns!” anotado logo abaixo de sua nota, para mostrar, orgulhoso, à orientadora educacional. Era a primeira vez, entre tantas, que visitava a sala da Orientação sem que tivesse sido convocado por algum problema disciplinar.&lt;br /&gt;O feito logo correu toda a escola. As orientadoras vieram ter com o professor e houve muitos comentários entre seus colegas e alguns cumprimentos pelos resultados.&lt;br /&gt;Alguns dias depois, contudo, foi retomada a normalidade. A experiência foi esquecida, a má vontade de alguns de seus colegas restabelecida e, no final do ano, quase metade da 5ªG foi reprovada. Menos em História.&lt;br /&gt;E um dos alunos comentou com seu professor:&lt;br /&gt;— Já sei o que vou ser quando crescer. Professor de História.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-116382120542551290?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/116382120542551290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=116382120542551290&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116382120542551290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/116382120542551290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/11/na-escola.html' title='Na escola'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-115915756945774730</id><published>2006-09-25T01:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T01:18:11.506-03:00</updated><title type='text'>Sobre o PEI, Projeto de Enriquecimento Instrumental</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;Escrevi este texto em 2000 e o reproduzo aqui devido ao interesse das pessoas sobre o PEI. Apesar do esforço da professora Maria Elisa, o projeto não foi implantado dentro da escola, que aliás foi fechada pelo Governo do Estado de São Paulo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meu filho está no terceiro ano do Ensino Médio, na EE Padre Manoel de Paiva. Desde o primeiro ano esteve muito motivado para o estudo, não reclama para ir à escola nem para fazer as lições de casa. Ele nunca foi um um garoto introvertido ou muito estudioso, sempre colocava o brincar e o esporte em primeiro lugar. O que me espanta é o entusiasmo que ele demonstra, ao voltar para casa e comentar certos assuntos trabalhados na escola. Nada comum, para um garoto de 16 anos...&lt;br /&gt;Fiquei atenta para descobrir o motivo dessa boa mudança e cheguei à conclusão de que se trata de um projeto desenvolvido pela professora Maria Elisa, de História, com quem meu filho teve aula durante três anos. O projeto, chamado PEI – Projeto de Enriquecimento Instrumental, se aplica a qualquer disciplina e tem o objetivo de renovar a metodologia do ensino. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pedi licença para participar de uma reunião pedagógica na escola e assim soube que o projeto nasceu em Israel, como uma forma de recuperar as 25.000 crianças sobreviventes ao holocausto, recolhidas nos campos de concentração do mundo inteiro, todas sem família, com sérios problemas de aprendizagem e baixíssima auto-estima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O projeto parte da premissa de que todo ser humano é recuperável e se apoia em estudos que demonstram como funciona a aprendizagem. Além das teorias consagradas da "construção do conhecimento" (Piaget, Vigotsky etc.) o projeto baseia-se em pesquisas que mostram o seguinte: entre os cinco sentidos, a visão é responsável por 85% da percepção; a audição, por apenas 9%. Quanto à retenção dos conteúdos ministrados em sala de aula, o método mais eficiente é o áudio-visual e, de preferência, o aprendizado precisa ser colocado imediatamente em prática. Se ele for apenas "armazenado" no cérebro, sem processamento, a informação tende a se perder depois de dois dias, como acontece de fato no ensino tradicional.&lt;br /&gt;Por esses motivos, o PEI dispensa métodos antiquados como a cópia e a decoreba, considerados trabalho inútil. Neste projeto, o papel do professor não é ministrar conteúdos, mas atuar como intermediário e facilitador no processo de construção do conhecimento, promovendo a autonomia do aluno. Cabe ao professor dominar bem o conhecimento dos conteúdos da matéria e estabelecer prioridades, focalizando o que é importante para cada aula e para cada classe. O professor precisa também conhecer o funcionamento do processo de aprendizagem, as habilidades básicas do ser humano e os aspectos do comportamento humano, para poder estimular o aluno satisfatoriamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma aula de PEI é chamada de Aula Operatória, ou de construção do conhecimento, em comparação com a aula tradicional. Na aula operatória, o professor levanta questões e estimula o aluno a fazer operações mentais, provocando a participação ativa, a pesquisa e a relação interpessoal.&lt;br /&gt;Ao contrário da aula tradicional, em que o professor espera que o aluno dê uma resposta pronta para as questões, na aula operatória o professor provoca o aluno para que ele tenha insights (difícil traduzir para o português: o mais próximo seria intuições), ou seja, consiga operar o assunto em sua mente, de forma pessoal, mesmo durante um trabalho em grupo, onde os insights de um poderão estimular outro aluno.&lt;br /&gt;De acordo com a Professora Maria Elisa, o PEI é a "arte de perguntar". O professor faz perguntas ao aluno e responde as perguntas com novas perguntas. Isto exige do professor conhecimento atualizado da disciplina que leciona, além de um bom preparo pedagógico. Exige também psicologia e respeito para com o aluno, sendo que cada um precisa ser abordado de forma diferenciada: o aluno seguro de si poderá ser provocado com firmeza, já o aluno inseguro precisa de apoio, paciência e calor humano.&lt;br /&gt;As deficiências do sistema educacional tradicional fazem com que o aluno chegue ao Ensino Médio sem as habilidades básicas que permitem enfrentar um nível de estudo mais exigente (capacidade de listar, classificar, sistematizar etc.). Sem essas habilidades, o resultado da aprendizagem permanece falho.&lt;br /&gt;Por este motivo, o PEI trabalha as habilidades básicas do aluno, procurando recuperar o tempo perdido: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;organização de pontos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fazer comparações &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;classificar &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;percepção analítica &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;orientação espacial &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ilustração (saber formular o próprio conhecimento) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma aula operatória - ou problematizadora - não é linear: os alunos podem estar trabalhando em grupos ou não, desenvolvendo a mesma tarefa ou não. O que importa é que todos estejam sendo estimulados a construir seu conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;No fim da reunião pedagógica, a professora Maria Elisa propôs ao grupo de professores fazer um exercício prático para compreender como é o trabalho de PEI em sala de aula. Ela entregou a cada um uma folha com vinte quadrados contendo pontos soltos no espaço. O primeiro quadrado era o único onde os pontos estavam ligados e formavam três figuras geométricas. Ela começou a colher opiniões sobre qual seria o exercício a fazer e juro que foi uma coisa incrível: apareceram muitas opiniões, todo mundo deu palpites diferentes, houve pontos de vista inesperados e interessantes, enfim, muitos insights. A professora foi registrando as opiniões de cada um, fazendo novos questionamentos e devolvendo as idéias para o grupo. Depois de um tempo, o grupo havia chegado a um consenso sobre o que fazer com a folha e qual o método para realizar o exercício, mas o tempo havia acabado, então cada um levou a folha como "lição de casa". Saí daquela reunião muito animada e feliz de meu filho ter a oportunidade de participar desse projeto. Assim, entendi como é que ele volta da escola bem-disposto e comentando o que se passa na sala de aula. Também entendi como é que ele aprendeu a se organizar para o estudo e a fazer pesquisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa superinteressante colocada pela Professora Maria Elisa é a facilidade de os professores aderirem ao projeto. O curso básico de PEI tem apenas 70 horas e não exige estudo paralelo, pois parte da prática para depois atingir a teoria. Faço votos de que o projeto seja implantado pela escola como um todo, pois, em três anos, poucos professores se interessaram por ele e o aplicam em suas aulas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Este é o maior problema da escola pública: projetos de qualidade não conseguem ser implantados ou – pior – ter continuidade, pois isso depende da disponibilidade dos professores, muitos dos quais dão aula em escolas diferentes. A maioria dos pais não tem acesso às propostas pedagógicas da escola dos filhos – apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente lhes garantir esse direito. Falta também, às escolas públicas, apoio governamental, apesar do lindo discurso de que "educação é prioridade". Se realmente fosse, projetos como este seriam estimulados e valorizados. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-115915756945774730?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/115915756945774730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=115915756945774730&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115915756945774730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115915756945774730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/09/sobre-o-pei-projeto-de-enriquecimento.html' title='Sobre o PEI, Projeto de Enriquecimento Instrumental'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-115290912096262440</id><published>2006-07-14T17:31:00.000-03:00</published><updated>2006-07-14T17:32:01.363-03:00</updated><title type='text'>Histórias de alunos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Matéria publicada em O Estado de São Paulo, dia 09/07/06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;15 ANOS, 1.º ANO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ESCOLA ESTADUAL MANOEL DA NÓBREGA &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Casa Verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela avalia que suas notas estão boas: teve média geral de 5,5 no semestre. Quer estudar Medicina. Teve média 7 em biologia. No seu caderno, há uma lição sobre o sistema circulatório. "Ele é formado por...?", pergunta o repórter. "Faringe", erra a menina; "coração, fígado", continua tentando. "Ah, não sei. Quando tá no dia da matéria, a gente entende, mas depois esquece." Ela tem lição de casa a cada três dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13 ANOS, 7.ª SÉRIE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ESCOLA ESTADUAL MANOEL DA NÓBREGA Casa Verde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Inglês aprendi pouco porque o professor está sempre faltando. Ele é gago e diz que tem de faltar para ir ao médico. Só tem comparecido uma vez por mês. Aprendi o possessive. Acho que é isso." Ela não sabe como se diz "meu" em inglês. O professor disse que os alunos precisam comprar um livro para estudarem em casa. Mas ainda não passou o nome do livro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14 ANOS, 8.ª SÉRIE &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ESCOLA MUNICIPAL HUMBERTO DANTAS Vila Nova Cachoeirinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele gosta só de geografia e de história, nas quais tirou média "P", de "plenamente satisfatório", a mais alta. Em geografia, diz que está estudando "o mapa geológico". "Não sei se é esse o nome mesmo." Mapa-múndi? "Isso." Está aprendendo sobre Portugal. Não sabe o nome de sua capital, mas sabe que é um país pequeno. "Em história, estou estudando sobre o país de Berlim. Não sei se é país." Em que época? "Ah, meu, não tá decorado."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14 ANOS, 8.ª SÉRIE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR LUIZ GONZAGA RIBEIRO Vila Nova Cachoeirinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sua melhor média no semestre foi "A" em geografia. O que está estudando? "Peraí, deixa eu pegar o caderno." Volta: "É sobre o continente europeu." O que sobre o continente? "Não sei. Deixe eu ver aqui. Ah, tudo. População, os rios, tudo." Que rios? A garota consulta o caderno: "Danúbio, Reno, Vogal." Não é Voga? "Ah, é." Ela não lembra o nome de nenhum país por que passa algum desses rios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;13 ANOS, 7.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL HUMBERTO DANTAS Vila Espanhola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua melhor média do semestre foi um "P" em inglês. Sabe fazer frases em inglês? "Com a professora, sim, porque quando erro alguma coisa ela ajuda", esquiva-se o menino. Consegue se lembrar de palavras: dog, cat, pencil, mas confunde lápis com caneta. Frases-clichê, como Where are you going to? e How old are you?, ele não sabe o que significam. "To eu sabia, mas esqueci. "You ainda não sei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL TENENTE-AVIADOR FREDERICO GUSTAVO DOS SANTOS Vila Nova Cachoeirinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua matéria preferida é matemática, em que tirou média "P+", assim como em português. Ele escolhe uma conta difícil para mostrar seus conhecimentos: 32 dividido por 3. Toma o bloco de anotações do repórter e acerta na conta. E uma de multiplicação? Ele acerta de novo: 23 x 2 = 46. O menino não está tendo educação física. A professora bateu o carro e não comparece há três semanas para as duas aulas semanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ANOS, 3.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL UBALDO COSTA LEITE Taipas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino não se lembra de sua nota em matemática, mas diz que foi "mais ou menos boa", e que estão estudando contas. O repórter lhe pergunta quanto são 5 vezes 5. Ele faz uma pausa. "Não sei." E 3 vezes 4? "16?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL UBALDO COSTA LEITE Taipas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores notas: "A" em português e "B" em matemática. "Em português, leio histórias de pintores de quadros explicando as cores e histórias de índios. Eles faziam fortalezas para os portugueses não invadir." O menino diz que sabe a tabuada de somar, multiplicar e dividir até 10. Acerta as respostas de quanto são 6 vezes 6 e 6 vezes 8. Em todo o semestre, a professora, que dá todas as matérias, só faltou um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ANOS, 3.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ANDRÉ DE ALCKMIN Taipas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina teve média 10 em português e 9 em matemática. Ciências, história e geografia a professora só vai dar no segundo semestre. Em português, está estudando as sílabas tônicas. Acerta todos os "testes" que o repórter lhe faz. Leu a história de Pinocchio e responde corretamente a perguntas sobre o enredo. Diz que sabe a tabuada de 1, de 2, e de 9. Acerta quanto são 2 vezes 9. É raro sua professora faltar. Na sala de informática, cada aluno usa o computador por 12 minutos. Seus pais, um porteiro e uma dona de casa, ajudam na lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ANOS, 2.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR ANDRÉ DE ALCKMIN Taipas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também gosta de matemática, e sabe fazer contas de "vezes" e de divisão. À pergunta quanto são 4 vezes 3, ela calcula com os dedinhos e responde certo. Na sala de leitura, leu a história da Pequena Sereia. Sabe contá-la em detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 ANOS, 6.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL ZARINA ROLIM Penha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua melhor nota este semestre foi em português. "Estou estudando negócio de pretérito, lá, presente." Lembra-se de algum verbo? "Não, mudei esses dias para o Zarina, não estou pegando bem o ritmo direito." O menino se transferiu há três semanas. Antes, estudava na Escola Estadual Barão de Ramalho. Um dia, na calçada da escola, antes que o portão se abrisse, vieram três "moleques" que ele não conhecia, o derrubaram no chão e lhe arrancaram dos pés os tênis novos, de R$ 150. De matemática, diz que não entende nada. De inglês, ele ainda não teve nenhuma aula nessa escola. "Acho que a professora está faltando. A gente fica no pátio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 ANOS, 1.º ANO&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL NOSSA SENHORA DA PENHA Penha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em história, o rapaz está vendo as Cruzadas. Quando foram? "Não peguei só o ano. Mas fiz o trabalho sobre isso. Tinha alguma coisa a ver com religião. A Igreja não queria que os que não acreditavam em Deus ficassem donos das terras." Ele não se lembra de palavras como "muçulmanos" ou "mouros".O rapaz diz que nunca teve informática na escola. "Tem computador, mas eles não dão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 ANOS, 1.º ANO&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL BARÃO DE RAMALHO Penha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua maior nota foi um 8 em inglês. "Todos os anos estudamos o verbo to be." Seu repertório inclui frases como What's your name? e Good morning. Português foi sua pior nota até agora: 2. "A professora mais falta do que vem", conta a moça. Ela teve nota 6 em história. "Estava aprendendo sobre Esparta e Atenas." Mas não sabe que elas ficavam na atual Grécia. Em geografia, teve 5. Está vendo "rochas sedimentares". Mas não sabe dizer o que são elas. Ela fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e diz que se saiu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 ANOS, 8.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL PADRE ANTÃO Penha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O semestre foi bom", conta o garoto. "Só tirei uma nota vermelha: 4,5 em ciências." Em história, tirou 7. "Estamos estudando o imperialismo, o desenvolvimento industrial." Ele não lembra o que é imperialismo. E desenvolvimento industrial? "Estava falando dos povos brasileiros que se desenvolveram." O garoto prossegue: "O professor de educação física falta direto. Toda quarta-feira, que é dia da aula dele, vai embora. Fala que a mulher dele está doente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 ANOS, 7.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL EDGAR CAVALEIRO Cangaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou um aluno bagunceiro", avisa o menino. "Adoro geografia. É assim: a gente estuda quanto ainda tem de água no planeta. Aí, a professora leva a gente na sala de internet, a gente entra no Google e pesquisa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 ANOS, 6.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL EDGAR CAVALEIRO Cangaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste semestre, sua melhor nota foi em ciências: S. "Nós tá estudando um monte de coisa. Nós só copia as coisas lá", conta a menina, cujo último trabalho foi sobre vermes. "Verme era as lombrigas. Aprendi que tem que lavar as mãos quando vai no banheiro." Ela diz que foi bem em todas as matérias. Como é "eu" em inglês? "Fiz a prova na segunda-feira (estamos numa sexta-feira) e já esqueci." Mas ela pode simular um diálogo: What's your name? My name is...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL ANNE FRANK Cangaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou 8,5 em português e "5 e pouco" em matemática. Não se lembra das outras notas. "Li um livro de estória este ano", conta a menina. "Não estou lembrando de nada agora." Em matemática, está aprendendo contas de somar de até quatro algarismos. Sabe somar, por exemplo, 105 mais 105. Ainda não tem inglês na escola, mas aprendeu os nomes das cores com a irmã mais velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 ANOS, 8.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL EDGAR CAVALEIRO Cangaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua melhor nota foi um "S" (satisfatório) em português. Nas outras, tirou "NS" (não satisfatório). "Falto muito, aí perco a lição", explica a menina. "Minha mãe (faxineira) vai trabalhar, e tenho que cuidar dos meus dois irmãos menores." Ela lembra de ter lido o livro O Terceiro Homem, que conta uma história que tem a ver com a sua: "Fala sobre uma menina muito pobre que deixou a mãe lá nessa cidade e veio para São Paulo com 12 anos. Aí, o pai dela morre e ela cuida dos irmãos."Há cerca de um mês não tem aula de história. "A professora não entra na minha sala porque roubaram o estojo dela lá." E inglês? "Inglês não sei, porque a aula é de sexta, e quase toda sexta minha mãe tem que passar no médico, e não vou à escola."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 ANOS, 2.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA MUNICIPAL EDGAR CAVALEIRO Cangaíba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tiro nota na escola", diz a menina. "Não faço português nem ciências nem geografia. Só faço matemática." Por quê? "Porque sim. Sei todas as contas." Sabe somar 3 e 7, por exemplo. A menina diz que seu irmão foi à sala de leitura, mas ela não, porque pensou que não havia. Ela já foi à sala de informática, e também faz desenhos e escreve, além das continhas. "Adoro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 ANOS, 7.ª SÉRIE&lt;br /&gt;SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA (SESI) Engenheiro Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino não lembra qual sua melhor nota, mas diz que sua matéria preferida é inglês. Sabe perguntar "qual o seu nome?", mas não sabe dizer "eu sou" em inglês. Lembra-se que you é "você". Em português, vai bem, mas não lembra o que está estudando. "Só tive aula segunda, terça e quarta", justifica, no fim da manhã de sexta-feira. "Em história, estamos estudando coisas da burguesia", diz o menino, que lembra que o período são os séculos 16 e 17, mas não quem eram os burgueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ANOS, 5.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL DOM MIGUEL KRUSE Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria em que ele está melhor é português. Está estudando tempo dos verbos. Mas não se lembra de um verbo. Em inglês, o menino diz as palavras que sabe: you, of, yellow, black e green. Ele não lembra o que está estudando em geografia, mas, em história, seu raciocínio é concatenado: "É sobre o que aconteceu antigamente aqui no Brasil. Os portugueses mandaram as pessoas virem aqui procurar riquezas." Mas não sabe dizer quando aconteceu isso. Seus professores não faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ANOS, 2.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL MARIA APARECIDA MACHADO JULIANELLI Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que está atrasada na escola porque onde morava antes, em Guarulhos, "não tinha onde estudar". Mudou-se para Engenheiro Goulart, e entrou direto na 1ª série, sem fazer o pré. Sabe ler? "Mais ou menos. De vez em quando, leio um livro. Não lembro de nenhum que li." Acerta na subtração de 10 menos 3, mas erra na multiplicação de 3 vezes 2: "5? Não sou boa de conta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 ANOS, 3.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL MARIA APARECIDA MACHADO JULIANELLI Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Repeti de ano porque não ia para a escola", diz o menino. "Comecei a estudar neste ano." Antes, ficava na rua brincando. Não trabalha. Sua matéria preferida é matemática. Diz que aprende continhas. Quanto são 6 vezes 6? "Não lembro." E 7 vezes 5? "Esqueci." Já leu algum livro? "Não. Precisa, mas não gosto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL MARIA APARECIDA MACHADO JULIANELLI Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou aprendendo uma coisa muito legal: a ler, escrever, fazer contas, tabuada", entusiasma-se a menina. Quanto são 3 vezes 6? "Não me faz fazer conta difícil, não." Ela leu uma estória do Sítio do Pica-pau Amarelo. "Lembro que a Emília foi numa terra que o pessoal de lá era todo careca. Só tinha o rei com um fio de cabelo." Ela estuda à tarde e, de manhã, freqüenta um projeto de uma empresa privada, no qual tem informática, educação física e artes. No dia seguinte, um sábado, o projeto a levaria a um passeio no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL MARIA APARECIDA MACHADO JULIANELLI Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma escola, da mesma série e idade, ele tem mais familiaridade com matemática. Responde pela menina: 3 x 6 = 18. "Gosto de matemática", diz o menino. "Divisão é mais difícil." Escolhe dividir 10 por 3, no bloco do repórter, e se atrapalha. Outros colegas o ajudam e por fim conseguem resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ANOS, 4.ª SÉRIE&lt;br /&gt;ESCOLA ESTADUAL MARIA APARECIDA MACHADO JULIANELLI Eng.º Goulart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em português, a menina diz que está estudando ditongos. E se confunde um pouco ao defini-los: "São duas palavras com encontros vocálicos." Matemática? "Vou mais ou menos. Conta de dividir é mais difícil." Ela não tem aula de informática.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-115290912096262440?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/115290912096262440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=115290912096262440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115290912096262440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115290912096262440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/07/histrias-de-alunos.html' title='Histórias de alunos'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-115238812273958837</id><published>2006-07-08T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T00:48:09.753-03:00</updated><title type='text'>Texto referente à "Anta do Ano"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;F ó r u m M u n i c i p a l d e E d u c a ç ã o&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espaço permanente de denúncia, estudo e elaboração de soluções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São Paulo, 3 de fevereiro de 2000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A todos os Exmos.&lt;br /&gt;Deputados e Vereadores das&lt;br /&gt;Comissões de Educação da&lt;br /&gt;Assembléia Legislativa e da&lt;br /&gt;Câmara Municipal de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ref.: Matrícula informatizada na rede pública de ensino / Exclusão de alunos / Investigação sobre "Escolas-fantasma" e "deletação" de classes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Exmos Legisladores,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pela primeira vez, em oito anos de acompanhamento dos trabalhos das Comissões de Educação, dirigimo-nos ao mesmo tempo aos Exmos Deputados e Vereadores. Isto é devido à situação especialmente grave, provocada pela informatização conjunta das matrículas na rede de ensino, que está levando à exclusão de milhares de alunos.&lt;br /&gt;O cadastramento antecipado dos alunos, efetuado no ano passado pelas redes estadual e municipal, não garantiu a matrícula, pois, mais uma vez, as inscrições foram feitas sem a entrega de um comprovante.&lt;br /&gt;A escola é dos poucos órgãos públicos que não emitem comprovante do serviço solicitado, no caso, a inscrição ou matrícula. Durante os últimos anos, cansamos de exigir que os pais e alunos recebessem um documento que comprovasse o pedido de vaga em escola próxima à sua residência ou do trabalho dos pais. Antes do cadastramento, aliás, em reunião pública e gravada da Comissão de Educação da Câmara Municipal, em agosto de 1999, da qual participou o Secretário Municipal de Educação, representante da própria Secretaria declarou que o recibo seria finalmente fornecido. A promessa, porém, não foi cumprida.&lt;br /&gt;Além disto, deveria ter sido feita uma verdadeira chamada pública para o cadastramento e não uma péssima campanha de propaganda, que apenas confundiu a população e ainda por cima pesou no bolso do contribuinte.&lt;br /&gt;Ano após ano, pais humildes e alunos-sem-matrícula defrontam-se com a dificuldade de comprovar que estiveram procurando vagas em escolas próximas à sua residência, fazendo romarias inúteis e não tendo a quem recorrer, em última instância.&lt;br /&gt;No ano passado, em reuniões abertas da Comissão de Educação da Câmara Municipal junto com diretores da PRODAM e da PRODESP, discutimos a matrícula informatizada unificada e a garantia de que os pais pudessem finalmente comprovar sua procura de vagas em escolas próximas à sua residência. Essas reuniões foram gravadas e ficou claro que nada impede a emissão de comprovante de inscrição, mesmo que seja apenas o canhoto carimbado de formulário-padrão, como é fornecido nos vestibulares. Solução simples, barata e que já poderia ter sido adotada há anos.&lt;br /&gt;Mas não estamos, agora, voltando apenas a reivindicar o que cansamos de solicitar às autoridades competentes. Queremos relatar fatos preocupantes e de conhecimento público, que poderão lançar no caos a rede pública no início das aulas:&lt;br /&gt;Rede Municipal de Ensino – Matrícula de alunos em "escolas-fantasma", como a imprensa está noticiando desde o fim-do-ano passado, ou seja, unidades escolares ainda inacabadas ou cuja construção sequer foi iniciada. Trata-se, principalmente, de escolas de Educação Infantil, mas o alcance da medida precisa ser investigado com urgência.&lt;br /&gt;Rede Estadual de Ensino – "Deletação", pelo sistema informatizado, de classes com menos de 40 alunos, em todos os períodos (diurno e noturno) diretamente na COGSP ou na Secretaria Estadual de Educação, sem que os diretores de escolas possam opinar ou argumentar a necessidade de se manter essas classes, a fim de atender os alunos que fizeram sua inscrição ou matrícula. Os alunos excluídos por esta manobra estão sendo remanejados para escolas afastadas de sua residência ou deslocados para outro período, o que, na maioria dos casos, impossibilitará sua frequência às aulas e provocará conseqüente exclusão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Devido à gravidade da situação, solicitamos sejam tomadas as seguintes providências, em caráter emergencial:&lt;br /&gt;Investigação sobre a forma como está sendo realizada a matrícula informatizada conjunta e os prejuízos que poderá causar à população; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Levantamento da efetiva construção e ampliação de escolas públicas estaduais e municipais, de todos os níveis, ano por ano, unidade por unidade, desde 1995. Não é possível que, ano após ano, apesar de os orçamentos apontarem com clareza quais unidades escolares devem ser construídas ou ampliadas, as metas deixem de ser cumpridas, chegando ao cúmulo de os alunos serem matriculados em "escolas-fantasma". A população, que costuma reivindicar que sejam construídas ou ampliadas unidades escolares nos lugares onde há falta de vagas, tem o direito de saber, com transparência, quando as escolas ficarão prontas e, caso a construção seja adiada ou interrompida, por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaboração de instrumentos legais, em nível estadual e municipal, que garantam aos pais e alunos o recebimento de comprovante de inscrição ou matrícula em escolas da rede pública próximas à sua residência. Esperamos assim que, finalmente, em 2001, os pais e alunos que procurarem vagas em escolas da rede pública, possam estar de posse de seu comprovante de inscrição, garantindo sua matrícula em escola próxima à sua residência.&lt;br /&gt;Na certeza de que nossas solicitações serão atendidas com a presteza necessária para amenizar o tradicional caos que costuma instalar-se nas escolas públicas no começo das aulas, agradecemos de antemão sua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente&lt;br /&gt;Fórum Municipal de Educação&lt;br /&gt;PAIS, ALUNOS, EDUCADORES, ENTIDADES E CIDADÃOS QUE LUTAM PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA CIDADANIA&lt;br /&gt;(Giulia Pierro) (Luiz Felipe de Paula Lima Jr.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-115238812273958837?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/115238812273958837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=115238812273958837&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115238812273958837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/115238812273958837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/07/texto-referente-anta-do-ano.html' title='Texto referente à &quot;Anta do Ano&quot;'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114747307611200371</id><published>2006-05-12T19:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T19:33:04.433-03:00</updated><title type='text'>Denúncia de Cássia A. Dalcim Marques</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A/C : Promotoria / Vara da Infância e da juventude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora Promotora, venho indignada mais uma vez denunciar crimes contra alunos (menores) que a direção do E.E.Aracy da Silva Freitas vem cometendo.&lt;br /&gt;Desde “setembro de 2004” estou passando por situações constrangedoras com meu filho que é aluno desta unidade de ensino.&lt;br /&gt;Art. 232 - É crime "submeter criança ou adolescente sob sua autoridade a vexame ou constrangimento"&lt;br /&gt;Este não seria um artigo do ECA? Pois é ele é o mais ferido dentro desta unidade de ensino.&lt;br /&gt;Este artigo é desconhecido pela direção desta escola, pela Diretoria de Ensino da Região de São Vicente e pela Ouvidoria do Estado.&lt;br /&gt;Meu último recurso, é a promotoria antes de partir para a imprensa falada e escrita.&lt;br /&gt;Estarei anexando copias do documento de denuncia que enviei para a Diretoria de Ensino e para a Ouvidoria do Estado.&lt;br /&gt;Senhora promotora, meu filho já foi chamado em vossa presença várias vezes, vamos recorda-las:&lt;br /&gt;Caso da professora Jacira.&lt;br /&gt;· Meu filho, segundo resultado de todo processo, não poderia ter chamado a professora de “loka”.&lt;br /&gt;- Foi perdoado pelo fato. ( eu descordo, pois perdoa-se o culpado não é?) e ele não chamou a professora de loca, como o mesmo relatou, o fato dele ter pisado no pé dela e ela ter puxado ele pelo blusão e empurrado contra a parede nem se quer foi relatado e seria ela também perdoada por empurrar o aluno? Ou esse caso não passou de mero acaso, e poderia ter sido relevado, pela parte da professora não foi e meu filho e nós os pais tivemos que passar por situação que para nós é muito constrangedora, estar em uma delegacia de policia.&lt;br /&gt;- Na época da ocorrência mencionei a delegada que também iria fazer um BO contra ela então pois não havia bom senso por parte da escola, pois ela também não poderia joga-lo contra a parede ele poderia ter se machucado .&lt;br /&gt;- A delegada que atendeu a ocorrência não me deixou fazer o meu boletim de ocorrência, dizendo que se tratava de pecuinhas.&lt;br /&gt;- Engraçado, eu fui proibida de denunciar , mas ela denunciou e meu filho “foi perdoado”.&lt;br /&gt;Caso do inspetor de alunos “Moacir” (segue anexo cópia da ocorrência feita pela coordenadora Bete dentro do colégio) por gentileza verifique com bastante atenção os relatos do inspetor de alunos.&lt;br /&gt;· Meu filho foi trancado no pátio do colégio com cadeado no portão e tudo por não ter dado uma bala ao inspetor de alunos.&lt;br /&gt;- Consegui saber porque meu filho usou um celular de um colega e ligou pra mim, como havíamos combinado.( inclusive orientado pela senhora, para que ele não tomasse nenhuma atitude e nos chamasse quando tivesse algum problema.)&lt;br /&gt;- Fui ao colégio e conversando com a Coordenadora na época Dona Bete, o inspetor de alunos contou tudo como foi e disse que estava brincando, meu filho contou sua versão e tudo foi anotado no livro de ocorrência do colégio, para a coordenação isso iria parar ali, mas resolvi usar do mesmo artifício da professora Jacira , solicitei uma viatura no colégio.&lt;br /&gt;- Fizemos o B.O. escutaram o inspetor e o meu filho, e nos dirigimos a delegacia.( o que também foi uma luta para podermos fazer esta ocorrência , pois os policiais também queriam acabar o assunto ali, mas os direitos são iguais não é certo!.)&lt;br /&gt;- O inspetor foi na frente com o professor de História. Passamos em casa para que eu pegasse meus documentos pois havia esquecido.&lt;br /&gt;- Quando chegamos na delegacia, estava somente a policial militar Roseli, o seu parceiro estava falando com a delegada dentro da sua sala.&lt;br /&gt;- A delegada chamou todos na sala de recepção do distrito e começou a fazer perguntas ali mesmo.(onde encontravam-se outras pessoas para fazer ocorrência também, foi horrível a situação, me senti muito mal com a postura da delegada.)&lt;br /&gt;- O que já achei constrangedor, quando meu filho começou a contar o que havia ocorrido, ela o interrompeu e disse: escuta aqui, você falou que ia dar tiros no colégio, todos nós ficamos indignados com o “anunciado” , eu ate dei risada na hora, mas não entendi pois o inspetor nem havia dito nada ainda e ela estava falando coisas que não ocorreram.. de onde partira tal informação?.....&lt;br /&gt;- Meu filho negou, pois era mentira este fato novo que aparecera do nada.&lt;br /&gt;- Quando o inspetor começou a fazer sua declaração, a delegada falou em sua frente o seguinte; “E ele falou que ia dar tiros não é!, por este motivo o deixou lá.” ( eu não havia percebido a presença da delegada no colégio, será que estava lá também para afirmar tal fato com tanta convicção?)&lt;br /&gt;- O inspetor meio sem jeito concordou e afirmou que era verdade o fato.&lt;br /&gt;- Brincadeira, senhora promotora, eu indignada comecei a falar que se havia sido isso porque não foi relatado no colégio esta história, porque ele não falou na presença da coordenadora Bete este fato, porque antes de meu filho me chamar a escola não me chamou, pois as atitudes do colégio sempre são as mesmas e isso não passaria despercebido com certeza.&lt;br /&gt;- Algo estava errado e eu iria descobrir.&lt;br /&gt;- Fui retirada “pela minha indignação e inconformada por ver uma delegada ter tal procedimento,” de dentro da delegacia e a delegada levou o inspetor para depor em sua sala, e nós ficamos lá fora, conversando com a policial Roseli quando seu parceiro disse foi eu que falei para ela isso , por isso fui lá dentro é que o inspetor lembrou deste detalhe agora.&lt;br /&gt;- Que sórdida esta história não acha?&lt;br /&gt;- Com toda sua experiência não vê nada de errado nesta situação toda? Ou seriam corretos estes procedimentos?Que dirigentes são estes que assumem e são coniventes com tanta armação? Parto do princípio de que para dizermos que uma pessoa é realmente culpada temos que analisar com detalhes os fatos e verificar suas falhas, não é assim que a justiça procede? porque no caso de meu filho isso nunca ocorre? Seria normal isso? “Gostaria de uma resposta mesmo que seja técnica para eu poder compreender de vez estes procedimentos e atitudes de dirigentes de uma organização pública educacional onde talvez eu que esteja errada e o que ensino para meu filho também, que direitos são iguais e deveres tem de ser cumpridos e que culpados sempre serão punidos”!&lt;br /&gt;- O inspetor foi liberado da delegacia quando entramos para depor, foi aí que começou toda a demora, não fomos recebidos pela delegada e sim por outra funcionária, para tomar o depoimento de meu filho, gostaria que fosse a delegada pois questionaria se esta atitude seria correta da parte dela.&lt;br /&gt;- Ficamos horas lá dentro, disseram que a impressora não funcionava e tínhamos que aguardar.&lt;br /&gt;- Aguardamos.&lt;br /&gt;- Quando saí da delegacia com o papel na mão, me dirigi ao colégio para indagar a postura deste funcionário com a coordenadora Bete.&lt;br /&gt;- A coordenadora já estava junto com o diretor Luiz, foi quando questionei ela do fato não ter sido relatado no momento correto, ela sem olhar para mim com a cabeça baixa respondeu, eu esqueci .&lt;br /&gt;- Esqueceu? Mas e o inspetor porque não falou isso aqui? O diretor dando risada me respondeu , somos humanos e podemos esquecer as coisas.&lt;br /&gt;- Sem palavras senhora promotora.( verifique o anexo da ocorrência feita em minha presença no colégio)&lt;br /&gt;- Montaram uma ocorrência em um papel a parte, não em um livro como nós assinamos e disseram que era verdade o fato. Foi quando percebi o porque de ter demorado tanto e de ter atendido primeiro o inspetor, ele teve tempo de voltar ao colégio junto com o professor de História e fazer este papel que para mim não tinha valor algum, pois até desculpas esse inspetor pediu na frente da coordenadora para meu filho e para nós os pais do Wesley.&lt;br /&gt;- Se isso fosse verdade teriam chamado a policia e não eu, pois se dizer a palavra loca chamaram! Imagine dar tiros!&lt;br /&gt;- Tudo bem, mostrei a senhora a ocorrência quando fomos informados que estava errada e foi refeita outra em seu gabinete, onde meu filho foi relatar novamente o ocorrido.&lt;br /&gt;- Bom,, processo correu e fomos chamados mais uma vez , não a nosso favor mais a favor do colégio e mais uma vez meu filho foi perdoado.&lt;br /&gt;- Pergunto perdoado porque? Por não ter dado a bala ao inspetor?&lt;br /&gt;- Tento mas não consigo entender que justiça é essa! Onde e quando os nossos direitos entram?&lt;br /&gt;- Acho impossível uma escola ser tão perfeita assim, quando denuncias de irregularidades administrativas são feitas e comprovadas, não digo nem em casos como o do meu filho, se parte administrativa faltam-lhes informações.... imaginem na pedagógica!&lt;br /&gt;- Algo está errado e muito, não estou dizendo que meu filho é um jovem perfeito, pois ele é humano como todos nós, é um adolescente que vive no meio de injustiças da vida, “Graças a Deus , tenho uma família como esta” pois o que vejo dos jovens hoje fico muito grata a Deus por ter meus filhos como amigos assim como os tenho,e poder estar ao lado deles lutando por eles para poder construir “Homens” de verdade amanhã, não é verdade.&lt;br /&gt;- Se a justiça que deveria ser perfeita erra, que dirá jovens em formação.( mas vamos analisar os fatos)&lt;br /&gt;- Mas tento educá-lo da melhor maneira possível , tento mostrar os seus direitos e deveres, mas as injustiças a que ele vem se submetendo está dificultando muito a educação que tento colocar.&lt;br /&gt;- O que mais me incomoda senhora promotora é saber que Leis existem e deveriam ser cumpridas.&lt;br /&gt;- Meu filho ficará maior de idade em junho, coitado..... aí sim ele vai sofrer na escola pública, pois os seus direitos quando menor foram esquecidos e ignorados, mesmo tendo nós os pais para defende-lo mas com toda certeza do mundo a partir de junho qualquer que seja sua atitude no colégio tenho certeza terá uma punição e ainda ouvirá de muitos que sentam-se em seus gabinetes e ficam inertes diante de um dragão (E.E.Aracy da Silva Freitas) agora não tem a mãezinha aqui não, para proteger você.... agora você é maior vai ter que assumir tudo e.......etc e tal.&lt;br /&gt;- Mas me sinto muito mal com tudo isso, pois em nenhuma das ocorrências consegui mesmo provando que ele era acusado injustamente reverter e ver os culpados sendo chamados e passando por tantos constrangimentos como os que estamos passando até os dias de hoje.&lt;br /&gt;- Uma das respostas da Ouvidoria foi que não estavam os responsáveis pelo aluno em tal reunião talvez tendo sido informado por pessoas que acobertam tudo dentro desta U.E., pois se perguntar a conselheira tutelar a Valéria que ali se encontrava ela dirá a senhora que meu marido estava e que a mesma o viu .&lt;br /&gt;- Como em muitas outras reuniões, estivemos e disseram que não.&lt;br /&gt;- Como lutar com a máquina? Pois uma supervisora uma Dirigente tem a coragem de encobrir tanta mentira assim,; fico perplexa com tudo isso.&lt;br /&gt;- ( reprodução da resposta do Ouvidor em relação a reunião) segue abaixo:&lt;br /&gt;Em relação à reunião mencionada na reclamação esclarecem que teve a participação de pais de alunos, alunos, Conselho Tutelar, de quase todos os professores, da Supervisão de Ensino, da equipe de gestores da Unidade Escolar, na qual todos puderam se manifestar, entretanto, a interessada, embora tenha sido convidada como os outros pais, não compareceu à referida reunião;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos como provar que participamos desta reunião, meu marido esteve lá e deixou o nosso celular ligado onde pude ouvir tudo mas estava impossibilitada de andar naquele dia por este motivo não estava presente, mas ele é o Pai do aluno , ele é meu marido, mais responsável legal que isso presente o que eles queriam?&lt;br /&gt;- Estive estes dias no conselho tutelar e pessoalmente questionei a conselheira e ela confirmou a presença de meu marido nesta reunião, comentei que a Ouvidoria disse que não comparecemos, e aí como fica esta resposta da Ouvidoria?&lt;br /&gt;- Outro ponto da resposta do ouvidor:&lt;br /&gt;- Em nenhum momento procurei a supervisora desta U.E. e tenha falado com ela a respeito do assunto, apenas um dia consegui em uma ligação por acaso para a D.E.R.S.V. falar com ela e ela me disse que não poderia falar sobre o assunto pois estava verificando e não podia falar sobre o caso.&lt;br /&gt;- Seria esta resposta que o ouvidor se refere, eu insisti e comentei ainda que meu filho estava sem documentos corretamente na escola pois o colégio Casalunga a anos se nega a entregar os históricos escolares de meus dois filhos dizendo que devo a eles o que não procede, sabe qual foi sua resposta: que eu deveria procurar o procom,. Procom senhora promotora? Outros supervisores eu falei mesmo mas a respeito do assunto do “histórico”, direi os nomes: supervisor Silvio, que tentou varias vezes ligar para esta escola e nada conseguiu, supervisor Adilson que da mesma forma me retornou com a mesma história, sem retorno da escola.e a supervisora do E.E.Aracy da Silva Freitas me mandou procurar o PROCOM.&lt;br /&gt;- Mas a respeito de denuncias ninguém falou comigo dentro da Diretoria de Ensino, eu que ligava direto para o gabinete e falava com Mª Diva e outro que não me recordo o nome no momentomas que atende também os telefones no gabinete, e o que eles diziam a mim é que era para procurar a supervisora do colégio.&lt;br /&gt;- Mas procurar para que, se ela já havia dito que nada podia fazer, pois estava investigando e não poderia ter contato comigo.&lt;br /&gt;- Nunca fui procurada ou informada pela Diretoria de Ensino sobre o caso., mas o Ouvidor deu esta resposta:que transcrevo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao atendimento dispensado, informam que a interessada já foi atendida pela Supervisora da Unidade Escolar, bem como por outros supervisores da Diretoria de Ensino;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O caso do inspetor de alunos que trancou meu filho no pátio do colégio mais ou menos por uns 50 minutos, como fica este caso ? até os dias de hoje não fomos informados a respeito, fomos procurados pela policia em nossa residência e informaram que os nomes que meu filho deu e o da professora não conseguiram o endereço , veja só fiquei de enviar para a senhora esse endereço também , mas se a delegada solicitou e não conseguiu imagine nós, a policial disse que o colégio se negava a fornecer o endereço dos mesmos e iam formalizar o pedido, até hoje não sei o que se resultou disso, meu filho apenas foi mais uma vez na delegacia dizer tudo o que já está cansado de dizer, mas nada aparentemente foi resolvido, e o inspetor estava no período da manhã novamente, senhora promotora, este funcionário não tinha que sofrer sanções administrativas? Pois trancou e assumiu que trancou meu filho no pátio, disse que era brincadeira, mas que brincadeira foi essa 50 minutos?, se meu filho resolve brincar assim dentro desta U.E. com certeza ficará preso. Gostaria de saber qual providencia a promotoria tomou?Também denunciei este caso a Ouvidoria , veja a resposta :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Diretoria de Ensino informam, ainda, que novos procedimentos de apuração serão tomados para a apreciação do caso e colocam-se à disposição da interessada para maiores informações.&lt;br /&gt;Assim, entendemos ter prestado as devidas informações aos questionamentos suscitados.&lt;br /&gt;Atenciosamente&lt;br /&gt;Ouvidoria/SEE&lt;br /&gt;- Quando enviei o caso a Ouvidoria senhora promotora não foi para ouvir o que os denunciados dizem e sim para serem apurados os fatos o que provo não ter sido feito.se a própria Ouvidoria da Educação não se importa com a Educação deste país, gostaria de saber a quem devo recorrer?&lt;br /&gt;- Não voltarei a casos menores que também culparam meu filho, pois tenho uma Denuncia gravíssima a fazer : Dia 18 de abril de 2006 atearam fogo em uma carteira da sala de meu filho, ele não estava envolvido, foram umas meninas da sala , mas o colégio aquele dia estava sem responsável, (sem Direção, sem Coordenação, sem responsável algum) e nenhuma providência foi tomada.&lt;br /&gt;- No dia 19 de abril (dia seguinte) meu filho puxou uma carteira de lugar e sujou as mãos era a carteira que haviam queimado na sala,no dia anterior, solicitou ao professor que ali se encontrava para lavar as mãos professor Antonio de História,, e foi dada permissão , assim ele saiu da sala para lavar as mãos, quando uma aluna ateou fogo novamente na carteira, quando meu filho retornava do banheiro, já estava o tumulto na porta da sala, bem chamaram a policia, enquanto a policia chega relatarei mais um incidente com fogo em outra sala no 2º B, atearam fogo no cesto do lixo mas não chamaram a policia, bem a policia veio para atender a sala de meu filho não as ocorrências de fogo do colégio, somente alguns alunos foram revistados, quando iniciou a revista a aluna que ateou fogo (mas até aquele momento meu filho não sabia que era ela), pediu se o meu filho segurava o seu cigarro e isqueiro pois sua mãe não sabia que a mesma fumava e se vissem ela com isso iriam contar , pois bem ele ficou com o cigarro e o isqueiro, viram a mão dele suja ainda pois sem sabonete não iria mesmo conseguir tirar o preto do queimado, perguntaram se tinha sido ele e ele disse não pois nem na sala eu estava, como todos ali sabiam até o professor e meu filho, mais um aluno que estava com cheiro de cigarros na mão e outro que tinha plaquetinhas de identificação de mobiliário em seu material, foram levados para a diretoria, meu filho dizendo que não estava na sala, mas mesmo assim o levaram, ele deu seu depoimento e questionou se estavam colocando ele como culpado ou apenas suspeito, disseram que era suspeito, e ele disse então tudo bem pois sei que não foi eu mas não sei quem foi pois não estava na sala.&lt;br /&gt;- Para agravar a negligência toda, ligaram para meu estabelecimento comercial e falaram com minha secretária, ela me ligou e eu disse que estava em Santos ainda e já iria me dirigir a escola, ligaram novamente e ela informou para uma pessoa de nome Rosana que eu já estava a caminho pois estava em Santos, não era ainda horário de saída de meu filho do colégio, bom tomaram depoimento de meu filho sem o conselho tutelar perto, sem os pais perto, com uma direção omissa pelos direitos de meu filho pois o mesmo disse que não estava na sala, os amigos disseram que falaram para o professor dizer mas ele preferiu a omissão, mesmo assim ele foi levado, para piorar toda situação senhora promotora levaram meu filho para minha residência mesmo sabendo que os pais não se encontravam lá e levaram na viatura de policia, desfilaram com meu filho na viatura, pois levaram outro aluno primeiro e depois meu filho, em minha residência estava meu filho mais velho de 19 anos , que ficou sem saber o que fazer pois todos na rua ficaram olhando , tem comercio bem em frente minha casa, veja o constrangimento que eles e nossa família passou, amigas viram meu filho dentro da viatura na cidade e logo me ligaram eu fiquei doida até chegar aqui em Mongaguá, mas tudo já havia acontecido nada pude fazer,meu filho estava em mão que deveriam protege-lo e isso mais uma vez não ocorreu, meu filho mais velho(19 anos Kauê) recebeu um documento do conselho tutelar que dizia o seguinte: “Adolescente age de má conduta.” , que má conduta é essa, lavar as mãos no banheiro? Onde vamos parar senhora promotora, de viatura policial ? fui imediatamente ao conselho tutelar e a conselheira se desculpou dizendo que o conselho tutelar está sem carro próprio! OQUE É ISSO?, senhora promotora meu filho foi comigo dois dias no conselho até sermos ouvidos e ele declarou em minha frente o que já havia declarado mas com uma certeza naquele momento, sabíamos quem havia feito aquilo.(e ele estava em minha presença e do pai, poderíamos protege-lo, o que nos foi ilegalmente arrancado no momento dos fatos)&lt;br /&gt;- Redigi uma carta solicitando informações a diretora Paschoalina diretora no período da manhã, e comuniquei quem foi que ateou fogo.( segue anexo cópia da carta enviada ao colégio e ao conselho tutelar) .&lt;br /&gt;- Cheguei no colégio e ela não estava, deixei a carta com o Diretor responsável pelo colégio, e fiquei muito constrangida perante meu filho mais velho que se segurou para não responder a altura do que ouvimos desse Diretor Luiz.( meu marido ficara em casa com o Wesley tentando acalma-lo pela vergonha que havia passado)&lt;br /&gt;- Primeiro aguardamos na secretaria , depois nos chamaram para a sala dele, entramos e este estava no computador e assim ficou , esperamos , até ele ter a bondade de nos ouvir, se ainda estava ocupado porque nos mandou entrar? Tudo bem sabemos que foi para provocar, mas entreguei a carta e questionei se ele sabia do ocorrido na sua ausência, ele como sempre com sua risadinha macabra, disse que sabia sim e que meu filho não vem para a escola estudar não , questionei seu comentário e lembrei ele que não me foi informado nada , muito ao contrario vejo em seu caderno todas as aulas que ele tem quando os professores vão , pois as “aulas vagas” continuam....&lt;br /&gt;- Questionei o porque do professor não ter dito que não poderia ser meu filho pois o mesmo não se encontrava em sala de aula.&lt;br /&gt;- Ele apenas ria, ria da minha cara, de meu filho ,ria ,pois ele é imbatível, , ria dos absurdos que já denunciei e nada foi feito, ria das resposta que recebi da Ouvidoria, ria sem medo pois conhece a impunidade..&lt;br /&gt;- Quando mencionei que pegaram a pessoa errada e que a menina esteve em minha casa no final da aula contando a meu filho que havia sido ela, e que iria se entregar no colégio no dia seguinte, questionei o Diretor porque levaram meu filho de viatura porque não esperaram chegarmos, porque ?&lt;br /&gt;- Com uma cara de dar raiva tive que me controlar,pois é o que peço a meu filho .(imagino o que ele sente, com tanta injustiça e sarro que tiram de nós) ele me respondeu assim:&lt;br /&gt;- Olha aqui, minha filha meu crachazinho aqui não está escrito policia não viu, quem resolve estas coisas aqui é a policia, você não fez o cursinho para saber como devemos agir em situações assim não? Você não é diretora de sua escola ? deveria saber ? e muitas outras atrocidades senhora promotora. O que interessa o que sou ou o que tenho?questionei o mesmo por ser ele o responsável maior desta U.E. , e essa foi sua resposta.&lt;br /&gt;- Questionei ele por ser um Diretor e eu mãe de um aluno que foi injustiçado, estava ali contando a ele o que ele deveria ter se preocupado em saber antes de cometer tantos abusos e ferir conscientemente o ECA em seu art. 232, pois o art. 53 o desrespeitam naturalmente.&lt;br /&gt;- Dissemos a ele que eu queria uma retratação por escrito da direção do colégio, não fiquei surpresa com sua reação , pois já tinha idéia do que vinha .&lt;br /&gt;- A mãe da menina foi chamada no colégio e a Diretora Paschoalina, mostrou a todos que ali se encontravam a carta que enviei em mãos , “sigilosamente” a direção do colégio, e agitou estes pais contando que meu filho é cheio de BO e relatou detalhes de problemas que já passamos ali. .( da forma mais grotesca possível)&lt;br /&gt;- Falou coisas a respeito de meu filho que senhora não acreditaria se ouvisse, bem estas mães vieram como loucas a minha procura , vieram em minha escola no horário de uma reunião de pais e mestres que estava se iniciando e fizeram a maior baixaria aqui, relatando inclusive o fato de eu colocar o nome da menina que havia ateado fogo e que a senhora diretora Paschoalina informou que era proibido que elas podiam me processar por isso, eu comuniquei uma Direção apenas, pois foi meu filho quem sofrera tal injustiça., se a direção abriu uma carta endereçada a uma única pessoa e responsável legal pelo colégio à comunidade, foi ela quem colocou a aluna em situação constrangedora e não eu, fiz minha obrigação.( Minha surpresa foi ver que a Diretora conhecia ou tentava explanar Leis aos pais, pois nunca as usa! Que surpresa !)&lt;br /&gt;- A mãe da menina disse que a filha dela não iria assumir nada disso, é lógico pois sabia bem o que significa destruir patrimônio público.&lt;br /&gt;- Passaram alguns dias imprimi relatos de desculpas desta aluna no orkut de meu filho e fui juntando provas, os alunos estavam, indignados com a atitude da aluna e pressionaram ela dizendo que se não falasse a verdade eles iriam falar.&lt;br /&gt;- Pois bem a menina chamou a mãe e se entregou,. Que alivio o nosso, nem tanto senhora promotora, a Diretora Paschoalina tentou de tudo na conversa com a menina para que ela culpasse meu filho, mas ela disse que não pois ele nem em sala estava e isso seria mentira.&lt;br /&gt;- O que devo fazer com esses Diretores senhora promotora, será que desta vez também não consigo provar o que tento desde 2004.?&lt;br /&gt;- A conselheira me informou que o professor também seria chamado pois falou em sala quando questionado por alunos que não tava nem aí , que não queria saber de nada.&lt;br /&gt;- Omissão , seria crime no caso deste professor que já venho denunciando a tanto tempo, seria ele também um perigo constante a meu filho? E outros alunos acredito., este professor que só fala em aposentadoria e disse que daria um soco na cara de meu filho., seria este o motivo pelo qual ele não disse a verdade? (questione os alunos, o tipo de conversa deste professor em sala)&lt;br /&gt;- Até os dias de hoje nada foi feito , a direção se quer chamou meu filho para se desculpar de tudo que fizeram com ele, mas as gozações continuam senhora promotora, meu filho não tem como juntar tantas pessoas que o viram dentro de uma viatura policial como se fosse um bandido, um delinqüente sei lá, para provar que nada tinha com o caso e que tinha sido injustiçado ou instruir outros pais que não poderia ele menor de idade dentro do seu horário de aula, sem esperarem que os pais chegassem, ,deu depoimento sem a presença do conselho tutelar a policia militar, que foi levado de viatura sem ser culpado de nada e mesmo que o fosse esse não seria o procedimento legal., e muitas outras ilegalidades cometidas.&lt;br /&gt;- Quando retornei a minha escola, todos os professores que alí trabalham já sabiam que viram meu filho dentro de uma viatura., tive que me explicar a todos foi terrível para nós esta situação.&lt;br /&gt;- A vergonha somente a nós pertence pois os profissionais desta U.E. não se incomodaram pois não era filho deles mesmo. Mas é o meu e quero providencias quanto ao caso.&lt;br /&gt;- No mesmo dia atearam fogo novamente na mesma sala mas no período da tarde nas cortinas, e que providências tomaram?&lt;br /&gt;- Quanto a sala que também ateou fogo no mesmo dia, nada de utilizarem a mesma conduta, porque? lhe pergunto, respondo a seguir, não era sala de meu filho não é.!&lt;br /&gt;- Hoje senhora Promotora, já tenho alguns pais alem de mim para denunciar abusos cometidos dentro desta U.E.&lt;br /&gt;- Estive conversando com alguns jovens que ali estudam e eles disseram que se alguém for lá e lhes derem o direito de denunciar o que passam , vão dizer sim.&lt;br /&gt;- Agora é com a senhora, se tiver boa vontade de saber dos alunos o que se passa realmente e saber se meu filho não está a anos sendo humilhado dentro desta U.E. é só a senhora ir lá e perguntar a todos os alunos de sua sala em especial e a todos os alunos do colégio para saber quantas injustiças passou meu filho ali dentro, procure escuta-los o mais rápido possível pois esta escola está uma bomba relógio e prestes a explodir, tenho receio de algo maior dentro desta unidade de ensino, pelo que vejo e ouço dos jovens que ali se encontram.&lt;br /&gt;- Seja rápida para não se arrepender por não ter tomado providências antes.&lt;br /&gt;- Aguardo ansiosa seu retorno, e com soluções para o caso de meu filho em especial.&lt;br /&gt;- Estarei enviando copias desta denuncia ao Educaforum o blog.com endereço : http://educaforum.blogspot.com&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;- O que não agüento mais ouvir e também acho muito injusto, senhora promotora, é o seguinte: “ É mãe , tudo bem, mas seu filho também não é santo né? E eu pergunto a senhora porque este tipo de indagação? O que significa ser Santo ou não? Ainda bem que ele não é , pois se o fosse talvez o pregariam em uma Cruz, como fizeram com o único que recordo ter sido realmente Santo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ainda acreditar que a justiça existe e será feita !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cássia A. Dalcim Marques&lt;br /&gt;Mãe de aluno do E.E.Aracy da Silva Freitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS( anexei a esta todos os documentos de denuncia enviados as autoridades e resposta da Ouvidoria da Educação, cópia do orkut de meu filho Wesley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me reporto a seguir com relação a resposta da Ouvidoria datada de 23 de Setembro de 2005:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º item: nunca recebi absolutamente alguma informação ou convocação para isso. Deveriam os pais serem notificados desta eleição por escrito.não o fizeram&lt;br /&gt;è só verificarem com outros pais de alunos, o que poderei apresentar assim que solicitado for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º item: reunião que mencionei em minha denuncia para tratar da expulsão de meu filho , onde fomos assolados por tanta humilhação.&lt;br /&gt;Reunião essa que a ouvidoria manda chamar apenas de reunião de pais e mestres. Como? se nesta reunião não tinham outros pais somente nós e os professores de meu filho não estavam ali., Apenas dois, e os alunos do período noturno que participaram e viram eu e meu marido humilhados diante de todos que ali se encontravam.&lt;br /&gt;Fica assim ? apenas uma reunião de pais e mestres, pois não poderiam ter chamado de reunião de conselho mesmo. Erraram e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º item: quanto as aulas vagas do primeiro semestre, mas já estávamos em setembro e as aulas vagas continuavam e continuaram até o final do ano e não foram repostas. Isso caracteriza “ oferta irregular de ensino obrigatório”.&lt;br /&gt;E nada foi feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º item: sala de informática , que visitas rotineiras essa supervisora fez? que mentira! A sala não é utilizada, até os dias de hoje, o governo manda equipamentos de informática e os alunos não podem utilizar pois podem quebrar.(esse é o argumento do colégio)&lt;br /&gt;E não era sala de leitura que me referi e sim a biblioteca do colégio onde a porta é trancada e ninguém pode entrar, é só perguntar para os alunos também, mas perguntaram para as pessoas erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º item: solicita que registre qualquer incidente quanto ao aluno em questão. Mais pra que? se não tem o que denunciar arrumam , como fazem até agora, envolvem ele em assuntos que não esta envolvido e fica por isso mesmo. Foi o que questionei ao ouvidor e essa foi a resposta dele. Como estreitaríamos relação com a unidade escolar em questão com tantas atrocidades cometidas sem o menor escrúpulo como o fazem?.E quando me recebem o diretor Luiz em especial simplesmente ri em minha cara e jamais procurou solucionar ou escutar algo que viesse de nossa parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim eles entendem que resolveram os problemas. Que forma é essa de resolver? Desconhecia este método até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ouvidor se embasou em que? Nas respostas da supervisão? Pois os alunos, os mais interessados no assunto jamais foram ouvidos, e não digo isso por meu filho estar envolvido não senhora promotora, digo por me preocupar com o rumo da educação neste país.Como poderemos cobrar destes jovens os seus deveres se os seus direitos lhe são arrancados vergonhosamente.Como posso explicar para meu filho que não se pode manipular leis, que devemos respeita-las, se as mesmas são manipuladas e desrespeitadas por seus próprios mestres.&lt;br /&gt;Fica aqui senhora promotora minha indignação e profunda tristeza em saber o rumo que a educação tomou em nosso país e ninguém toma uma providência&lt;br /&gt;sequer .Meu filho passará a maioridade civil em 27/06/2006, será que estão aguardando isso para que tudo caia no esquecimento? Pois a partir desta data&lt;br /&gt;os dirigentes desta escola não mais responderão pelo ECA?&lt;br /&gt;Estou ao seu inteiro dispor para sanarmos quaisquer dúvidas a respeito de minhas indagações.&lt;br /&gt;Aguardo o mais breve possível seu retorno e que as devidas providências sejam realmente tomadas desta vez, o senhor Ouvidor da Educação (Salmon Elias Campos da Silva) seja devidamente informado de falhas e má informação a ele fornecida pela direção desta escola.&lt;br /&gt;Me recordo em uma de muitas conversas que tivemos a senhora comentou que poderia acontecer o seguinte: se o caso não for provado poderá ele ser arquivado por falta de provas de ambas as partes. A senhora se recorda? Pois bem eu me recordo muito bem pois estive até agora aguardando que alguma providência mais sucinta fosse tomada mas se estou ainda na batalha é porque sei que posso provar tudo o que denunciei pois não sou uma pessoa irresponsável senhora promotora, se a senhora verificar , e não apenas pedir relatórios a senhora irá constatar as irregularidades que venho denunciando desde 2004.&lt;br /&gt;Agradeço sua atenção e paciência para comigo, é que não tenho mais a quem recorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grata &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114747307611200371?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114747307611200371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114747307611200371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114747307611200371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114747307611200371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/05/denncia-de-cssia-dalcim-marques.html' title='Denúncia de Cássia A. Dalcim Marques'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114494708723835800</id><published>2006-04-13T13:40:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T13:51:27.780-03:00</updated><title type='text'>José Pacheco e o motorista de Sampa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#333399;"&gt;Coloco aqui um trecho de um texto de José Pacheco que mostra como a escola "expulsa" seus alunos quando se propõe como uma instituição sem significado na vida de crianças e jovens...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;..."Foi numa São Paulo frenética, num fim de tarde, enquanto viajava de carro entre dois aeroportos. O motorista era conversador e de fala fluente. E a conversa (ou melhor, o monólogo) arrancou ao mesmo tempo que a viatura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pensava eu ter de aguentar a costumeira conversa sobre o tempo que fazia… Mas enganei-me, pois o motorista falou-me da sua infância no Nordeste. Contou-me histórias de fome e abandono. Sendo o mais velho de dez irmãos, foi empurrado, bem precocemente, da escola para o trabalho duro. Já adulto, aprendeu a ler, tirando dúvidas com os que partilhavam o jornal do botequim do bairro. Até aqui, nada de novo, se pensarmos ser esta história igual a tantas outras histórias de exclusão de negros, de negros quase-brancos e de brancos quase-negros… Mas o melhor estava para vir. A certa altura do monólogo, parámos nuns semáforos. Um bando de meninos de rua mostrava habilidades malabaristas. O motorista comentou, num brasileiro que adapto para português de Portugal, com prejuízo da perda do ritmo e da doçura da fala:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;em&gt;“Veja o senhor ao que chegou este país! Estes meninos não deveriam estar na escola?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Compreendi que aquela era uma pergunta retórica, pois nem sequer tive tempo para ensaiar a resposta.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; – “Mas eu imagino que tenham razões para não ir. E acredite que não será só por necessidade. Eles não gostam mesmo de ir à escola. A escola não lhes diz nada. Eu sei que é assim, porque o mesmo se passou comigo. Quando era da idade deles, empurraram-me para fora da escola. Mas eu também quis sair. Aprendi a ler por necessidade. Não foi a escola que me ensinou”.  &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assenti com um aceno a que não deu atenção. E foi enunciando autores seus preferidos. Gosto eclético, que ia da literatura de cordel aos clássicos. Até que atirou nova pergunta retórica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- “O senhor sabe o que faz a minha mulher?... É professora! Quando nos casámos, ela já tinha estudos, mas quis tirar um curso. Só tinha um problema: não gostava de ler. E eu fiz um trato com ela. Ela passava a fazer as contas do meu serviço e eu ajudava-a a tirar o curso”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu ia perguntar como tinha sido concretizado o contrato, mas não foi preciso, que a resposta sem pergunta veio de imediato:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- “A minha mulher trazia livros para eu ler. À noite, eu lia. E explicava à minha mulher o que vinha nos livros. Ela fazia as provas e ficava aprovada. E, assim, fez o curso de professora”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esbocei um sorriso, entre o espanto e a admiração. E ele reatou a conversa, falando de autores que havia lido: Freinet, Montessori, Dewey, Piaget... E rematou a conversa, por estarmos a chegar ao nosso destino:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- “Para o senhor deve ser difícil compreender o que lhe vou dizer, porque são assuntos da Pedagogia, da Educação… compreende?”&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não retorqui, e ele concluiu, dizendo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- “Quando li os livros do Paulo Freire, que é um educador do meu país de que o senhor talvez já tenha ouvido falar, é que eu entendi o mal que algumas escolas fazem a certas crianças. E até me deu vontade de chorar”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez nunca aquele motorista venha a saber o quanto me comoveu a sua história. Talvez nunca possa manifestar-lhe a minha gratidão, porque não o pude fazer, naquele momento. O nó que eu senti na garganta ameaçava desatar-se… "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para ler o texto inteiro &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=4239"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=4239&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114494708723835800?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114494708723835800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114494708723835800&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114494708723835800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114494708723835800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/04/jos-pacheco-e-o-motorista-de-sampa.html' title='José Pacheco e o motorista de Sampa'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114453163861415866</id><published>2006-04-08T18:19:00.000-03:00</published><updated>2006-04-08T18:27:18.963-03:00</updated><title type='text'>Estudo Errado - Gabriel O Pensador</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu tô aqui &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Será que é pra aprender?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou será que é pra aceitar, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;me acomodar e obedecer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A professora já tá de marcação porque sempre me pega&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Disfarçando espiando colando toda prova dos colegas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou quem sabe aumentar minha mesada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pra eu comprar mais revistinha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(do Cascão?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não. De mulher pelada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a entrada no cinema é censurada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(vai pra casa pirralhada!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A rua é perigosa então eu vejo televisão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Tá lá mais um corpo estendido no chão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Ué não te ensinaram?- Não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Vai pro colégio!!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então eu fui relendo tudo até a prova começar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voltei louco pra contar:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manhê! Tirei um dez na prova&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decorei toda lição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não errei nenhuma questão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não aprendi nada de bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas tirei dez (boa filhão!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decoreba: esse é o método de ensino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eles me tratam como ameba e assim eu num raciocino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desse jeito até história fica chato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu sei que ainda num sou gente grande, mas eu já sou gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E sei que o estudo é uma coisa boa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O problema é que sem motivação a gente enjoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sistema bota um monte de abobrinha no programa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (Ah, deixa eu dormir)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou que a minhoca é hermafrodita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou sobre a tênia solitária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vamos fugir dessa jaula!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não. A aula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Matei a aula porque num dava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não agüentava mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Esse num é o valor que um aluno merecia!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Íííh... Sujô (Hein?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O inspetor!(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E me disseram que a escola era meu segundo lar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então eu vou passar de ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não tenho outra saída&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Discutindo e ensinando os problemas atuais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com matérias das quais eles não lembram mais nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Refrão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Encarem as crianças com mais seriedade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois na escola é onde formamos nossa personalidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância a exploração e a indiferença são sócios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem devia lucrar só é prejudicado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim cês vão criar uma geração de revoltados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114453163861415866?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114453163861415866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114453163861415866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114453163861415866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114453163861415866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/04/estudo-errado-gabriel-o-pensador.html' title='Estudo Errado - Gabriel O Pensador'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114417888370484043</id><published>2006-04-04T15:26:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T16:28:04.476-03:00</updated><title type='text'>Carta de Nova Iguaçu</title><content type='html'>Forum Mundial  de Educação Temático de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro (23, 24, 25 e 26 de março de 2006)  &lt;br /&gt;No dia 31 de março de 2005, de forma brutal, 29 jovens foram assassinados nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados. Todos eles eram pobres, todos inocentes, todos eles sonhavam com um futuro de oportunidades, de dignidade, de direitos. Seus sonhos, suas vidas foram destruídas em uma das maiores chacinas da Baixada Fluminense. Nada explica a morte e o assassinato. Nada pode explicar a barbárie de grupos de extermínio que atuam de forma impune em nossas cidades marcadas pela violência, a exclusão, a segregação e a indiferença assassina dos grupos de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um ano depois, 30 mil educadoras e educadores, militantes sociais, meninos e meninas, delegados e delegadas de mais de 25 países nos reunimos aqui, em Nova Iguaçu, para dizer não à violência, sim à vida, sim à verdade, sim à dignidade, sim à justiça, sim à educação. Realizamos um novo Fórum Mundial onde o tema foi Educação Cidadã para uma Cidade Educadora, um evento histórico, com diversas conferências e debates, com mais de 300 atividades autogestionadas e com um Fórum Infanto-juvenil que reuniu mais de 5 mil meninos e meninas, discutindo a construção de uma nova educação para uma nova sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu foi um espaço aberto e plural, onde se reafirmaram os princípios e lemas que nos convocaram nas edições anteriores, realizadas em Porto Alegre, São Paulo, Córdoba (Espanha) e Caracas. Contribuímos aqui para a construção de um processo de mobilização e de luta pela defesa irrestrita do direito à educação como um direito humano e social; como um requisito fundamental para a construção de uma sociedade justa, igualitária e emancipatória de todo poder autoritário, ditatorial, totalitário; como requisito para a construção e para o fortalecimento de uma democracia radical, para a construção da justiça social e para a realização efetiva dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu foi um evento que marcará a história democrática da Baixada Fluminense, constituindo um marco no fortalecimento e ampliação da nossa Plataforma Mundial de Lutas pelo Direito à Educação, criada no âmbito do Fórum Social Mundial e multiplicada nas ações, propostas e estratégias de centenas de movimentos sociais, organizações populares, sindicatos democráticos, no trabalho cotidiano de milhares de escolas, onde se constrói a utopia de uma educação emancipatória e libertária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que nos reunimos em Nova Iguaçu reafirmamos nosso compromisso com a defesa e a transformação democrática da escola pública, gratuita, laica e de qualidade para todos e todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos as políticas neoliberais, conservadoras e oligárquicas que privatizam e mercantilizam o direito à educação e os direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos a inclusão da educação como um bem comercializável em qualquer tratado que, sob o eufemismo do "livre comércio", pretenda destruir a dignidade, a felicidade e a liberdade de nossos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos qualquer forma de precarização do trabalho docente e todas as políticas que degradam o exercício da docência, violando seus direitos e, junto com eles, o direito de todos os meninos e meninas a receber uma educação de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos qualquer forma de intromissão dos organismos financeiros internacionais na definição dos rumos e do sentido das políticas educacionais desenhadas por nossos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos também as políticas econômicas que, sob a falácia do equilíbrio fiscal, priorizam o pagamento de uma dívida externa ilegítima e impagável, gerando a permanente drenagem de recursos públicos a grupos econômicos nacionais ou transnacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos toda forma de imperialismo e colonialismo, especialmente, aquele exercido pelas nações mais poderosas do planeta contra o Terceiro Mundo, contra povos cuja identidade e dignidade resultam massacradas pela arbitrariedade de um poder guiado pelos interesses econômicos e pela indecência do atropelo indiscriminado de nossos direitos, de nossas culturas, de nossas línguas e de nossa dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos o uso da educação como uma ferramenta de domesticação e subalternidade, como instrumento de dominação e segregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos toda forma de racismo e sexismo, dentro e fora de nossas escolas e de nossas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repudiamos a criminalização dos pobres, que, submetidos às formas mais brutais de exclusão, são estigmatizados por aqueles que associam sua presença ao perigo e ao crime, por aqueles que pretendem transformar os jovens e as jovens dos setores populares nos culpados pela discriminação que cotidianamente sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que nos reunimos em Nova Iguaçu defendemos a construção de um projeto educacional emancipatório, onde os Estados assumam, sem concessões, sua responsabilidade inalienável no financiamento da educação pública, destinando, pelo menos, 6% de seu PIB para sustentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação como uma efetiva e imprescindível forma de inclusão social e trabalhamos todos os dias para eliminar o analfabetismo e as causas que o produzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação como uma ferramenta para a recuperação da memória de nossas lutas e daqueles que nos precederam, deixando seu inesquecível exemplo de compromisso e dignidade na construção de um futuro melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação como prática da liberdade, como utopia libertária, como instrumento para a construção de um horizonte de dignidade e solidariedade, onde se criam e recriam os valores democráticos, a sensibilidade e a indignação frente às injustiças.&lt;br /&gt;Defendemos a educação democrática como uma plataforma de onde possamos gritar "NUNCA MAIS": nunca mais ditaduras brutais nunca mais repressões, nunca mais massacres e genocídios, nunca mais negação dos nossos direitos, de nossa história, de nossa dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação como forma de justiça e de luta por uma verdade que nos negam, que nos roubam, que nos pretendem fazer esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação como possibilidade efetiva para nos transformarmos em pessoas melhores. Para aprender admirar o mundo em que vivemos e para lutar todos os dias, fazendo com que todos, todas possam ter direito a desfrutá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos a educação pública e, por isso, propomos dar continuidade aos compromissos assumidos nos fóruns anteriores, ampliando seus alcances e multiplicando suas conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano, Nova Iguaçu era cenário de uma nova chacina. Hoje, nos reunimos aqui para chorar a perda irreparável dessas vidas inocentes. Porém, também, para mostrar que aqui, na Baixada Fluminense, o povo, como sempre, diz sim à vida, ao trabalho, ao compromisso com a justiça e com a liberdade, com a justiça e com a verdade. O Fórum Mundial de Educação Nova Iguaçu é e será um canto à dignidade, um grito de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano, Douglas Brasil de Paula, um menino de 12 anos perdia vida sem saber por que. Era uma das 29 vítimas do massacre. Em seu sorriso roubado se espelha o desafio desse Fórum. O desafio de construir um mundo onde os direitos humanos sejam patrimônio de todos e todas. Onde os sonhos de igualdade e justiça social sejam o mapa de um território que devemos construir e percorrer juntos. A ele e a todos os meninos e meninas privados do presente e do futuro, dedicamos esse Fórum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Iguaçu, 26 de março de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114417888370484043?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114417888370484043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114417888370484043&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114417888370484043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114417888370484043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/04/carta-de-nova-iguau.html' title='Carta de Nova Iguaçu'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114389555746846458</id><published>2006-04-01T09:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-01T09:45:59.663-03:00</updated><title type='text'>Brasil é penúltimo em computadores na escola</title><content type='html'>O País está em penúltimo lugar numa lista de 41 países que aponta o acesso de estudantes a computadores nas escolas. As nações participam do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (Ocde).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo mostra que, entre os estudantes brasileiros participantes do programa, 27% utilizam o computador para trabalhos escolares, enquanto a média dos países da Ocde é de 79%. Em último lugar está a Turquia (23%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última edição do programa, em 2003, houve um aumento generalizado no número de computadores por escola. No Brasil, esse aumento chegou a 44%, enquanto a média entre os demais foi de 40%. As escolas brasileiras têm, em média, 23 computadores: 47% para os estudantes na idade de 15 anos, 18% para os professores e 39% para a administração da escola. Além disso, 42% das escolas brasileiras que participaram do programa naquele ano têm conexão à Internet. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Fonte: Andi) - 30/3/06&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.educarede.org.br/educa/html/index_revista_prov.cfm?conteudo=rapidinhas"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.educarede.org.br/educa/html/index_revista_prov.cfm?conteudo=rapidinhas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114389555746846458?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114389555746846458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114389555746846458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114389555746846458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114389555746846458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/04/brasil-penltimo-em-computadores-na.html' title='Brasil é penúltimo em computadores na escola'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114320578045191494</id><published>2006-03-24T10:05:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T10:09:40.933-03:00</updated><title type='text'>Professora Gazeteira</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todo ano, a comunidade é ameaçada com as famosas greves das professoras. Na briga entre governo e corporações, quem sofre são as crianças.As corporações vivem exigindo que “Cumpram o que prometeram”, mas esquecem-se das suas responsabilidades com os alunos, pais e comunidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Querem um exemplo? Basta insinuar a possibilidade da comunidade avaliar uma escola que as “professoras” ficam hostis, desqualificam os pais e chamam os alunos de “marginais”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta discriminação se verifica na proposta de “piso de 5 salários mínimos” para a categoria. Assim, toda vez que os “pobres” se mobilizarem para aumentar suas miseráveis remunerações, as corporações das professoras terão garantido seus aumentos salariais!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As escolas públicas são exemplos vivos do autoritário “sistema feudal brasileiro”: não aceitam ser avaliadas. Até mesmo uma simples proposta do governo estadual no sentido de gratificar “as professoras” pela assiduidade (presença em sala de aula) foi motivo de “fúria” das corporações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora, qualquer educador sabe que a principal diferença entre a escola pública e a “particular” é a presença “das professoras” na sala de aula. Se um aluno da rede particular ficar “sem aula”, a escola será processada por danos morais e materiais. Na escola pública, inventam um “sem-número” de artifícios para “premiar a professora gazeteira”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Embora a profissão de professora exija vocação, temos encontrado a predominância de espertezas. Vejam que o regime especial (jornada de 20 horas semanais e aposentadoria antecipada), criado para garantir a saúde do profissional, vem sendo utilizado como forma de “arrumar um segundo emprego”. Não raro, encontramos professoras “vendendo mais de 10 horas de aula por dia”. Isso, além de comprometer o processo de ensino –aprendizagem, transforma a sala de aula numa “panela de pressão” devido ao esgotamento físico e mental dos profissionais. E quem mais sofre na pele é justamente o aluno que fica sob a autoridade de uma pessoa sem as mínimas condições para exercer tal função. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Destaque-se que muitas professoras “aposentadas” continuam vendendo aulas na rede pública. Isto, aliado a falta de um controle efetivo da presença dos profissionais em sala de aula, explica a baixa qualidade do ensino na rede pública e no Brasil em geral. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Curiosamente, as professoras não se sentem responsáveis pela Educação miserável oferecida aos brasileiros: “Em dezembro passado, o Ministério da Educação divulgou que os estudantes brasileiros ficaram em último lugar nas provas de leitura, matemática e ciências do Programa Internacional de Avaliação de Alunos. A pesquisa avaliou alunos de 15 anos em 28 países desenvolvidos e em quatro países em desenvolvimento.” Muito pelo contrário: em pesquisa recente, a nota média que professores da escola pública deram para o estabelecimento onde trabalham foi 7, o que, numa escala de 0 a 10, pode ser entendida como algo entre bom e muito bom. A nota atribuída ao preparo e competência deles mesmos foi 8. Já o desempenho dos alunos teve média 6,3. Qual seria a nota dos Inativos, das Viúvas e dos Fantasmas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A ignorância é tamanha que chegamos ao absurdo de ter uma mãe que entrou com medidas judiciais para reprovar o próprio filho, estudante da 5ª série da Escola Pública Municipal Abimael Carlos de Campos, em Votorantim, a 108 quilômetros de São Paulo, pois o menino não sabia ler nem escrever. A tragédia é o fato da escola não ter identificado, em cinco anos, que o aluno tinha dislexia, uma disfunção cerebral que impede a leitura de frases, palavras ou sílabas. (in Jornal O Estado de S. Paulo, 02/03/2002). A mãe deveria processar a escola e as professoras pela absoluta falta de capacidade em educar uma criança.A hipocrisia prefere culpar as crianças pelos 502 anos de ignorância no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Mauro A. Silva &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/gremio_sudeste/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.geocities.com/gremio_sudeste/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114320578045191494?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114320578045191494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114320578045191494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114320578045191494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114320578045191494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/03/professora-gazeteira.html' title='Professora Gazeteira'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-114056050338512922</id><published>2006-02-21T18:31:00.000-03:00</published><updated>2006-02-21T19:21:43.410-03:00</updated><title type='text'>Escola na zona leste de São Paulo faz rodízio de estudantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;20/02/2006 - 10h07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mariana Martinez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do Agora S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagine um prédio abandonado em meio ao matagal e à escuridão, sem muros, portões ou qualquer tipo de segurança. Vidraças quebradas, banheiros precários, salas interditadas, teto com infiltrações e fiações totalmente comprometidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É desta maneira que se encontra a escola estadual Soldado Eder Bernardes dos Santos, no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, onde crianças que cursam o ensino fundamental e jovens e adultos que freqüentam o ensino médio estudam todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não bastasse a estrutura precária do colégio, os alunos têm de comparecer às aulas em dias alternados para compartilhar o uso das poucas salas que ainda podem ser ocupadas. "Hoje tive aula, mas amanhã não posso vir porque é dia de ceder o espaço para outras séries", diz Andréa, 20, que faz o 2.º ano supletivo do ensino médio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O esquema de rodízio foi implantado pela diretoria no começo do ano letivo, no dia 13 de fevereiro, pois o andar superior da escola tem o acesso bloqueado por causa de infiltrações decorrentes de chuvas, buracos no telhado e problemas na parte elétrica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O prédio está instalado em uma rua estreita localizada em frente a uma favela e perto de uma unidade da Febem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O entorno da construção, dentro do terreno, onde seria área de recreação da escola, está aberto para qualquer um entrar quando quiser. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há portão, e parte do muro foi derrubada. Segundo o pai de um aluno, a quadra é sempre invadida por pessoas não autorizadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Com crianças o dia inteiro por aqui, acho que precisava proteger mais", queixa-se o pai, que pediu para não ser identificado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cachorro na sala de aula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Também chama atenção, mesmo do lado de fora, o telhado quebrado em diversos pontos, assim como as janelas de vidro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O último andar permanece com luzesapagadas, em contraste com os dois inferiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dentro da escola a situação não é melhor. "Aqui entra até cachorro", diz o estudante Edilson Melo, 29, que cursa o 3.º ano supletivo do ensino médio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os banheiros são outro motivo de reclamação por parte dos alunos, pelas más condições de higiene e conservação. Em um dos femininos não existe assentos nos vasos sanitários. Algumas descargas não funcionam bem, as portas estão pichadas, não há papel higiênico e a infiltração afeta até a iluminação do local.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A situação precária da escola é uma unanimidade entre os que a freqüentam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo Melo, a unidade nunca teve boa estrutura, apesar dos professores, que ele considera bons.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-114056050338512922?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/114056050338512922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=114056050338512922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114056050338512922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/114056050338512922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/02/escola-na-zona-leste-de-so-paulo-faz.html' title='Escola na zona leste de São Paulo faz rodízio de estudantes'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113992655130030181</id><published>2006-02-14T12:11:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T12:15:51.973-02:00</updated><title type='text'>Conselhos Escolares - Caminho para participação</title><content type='html'>Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos aqui toda a estruturação do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselho Escolares, com a legilação pertinente, a portaria de criação do Programa, os objetivos a serem atingidos, os parceiros que colaboram com o Programa e a forma de capacitação dos conselheiros escolares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentação Legal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição Federal, em seu artigo 205, expressa que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na Constituição Federal, no artigo 206, fica expresso que o ensino será ministrado com base em alguns princípios, entre eles a gestão democrática do ensino público, na forma da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos objetivos e prioridades expressos no Plano Nacional de Educação (PNE), lei aprovada em janeiro de 2001, é a democratização da gestão do ensino público nos estabelecimentos oficiais, e uma de suas metas é a criação de Conselhos Escolares nas escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seu artigo 14, estabelece que os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo 211 da Constituição Federal expressa que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. Sendo assim, a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, por meio da Coordenação-Geral de Articulação e Fortalecimento Institucional dos Sistemas de Ensino do Departamento de Articulação e Desenvolvimento dos Sistemas de Ensino, resolve criar, mediante a Portaria Ministerial n. 2.896/2004, o PROGRAMA NACIONAL DE FORTALECIMENTO DOS CONSELHOS ESCOLARES. Esse programa visa desenvolver ações de fomento à implantação e ao fortalecimento de Conselhos Escolares nas escolas públicas de educação básica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto retirado da internet, no endereço: http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=337&amp;Itemid=319&lt;br /&gt;Consulta realizada às 11 hs do dia 24Jan06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113992655130030181?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113992655130030181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113992655130030181&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113992655130030181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113992655130030181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/02/conselhos-escolares-caminho-para.html' title='Conselhos Escolares - Caminho para participação'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113992531847876740</id><published>2006-02-14T11:51:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T11:55:18.530-02:00</updated><title type='text'>Laptop de US$100</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As perguntas a seguir foram respondidas por Nicholas Negroponte, presidente fundador Media Laboratory, do Massachusetts Institute of Technology MIT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é realmente o Laptop de US$100?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina de US$100 proposta será baseada no sistema Linux, com um display de dupla modalidade — ambos em uma única cor, modo DVD transmissivo, e uma segunda opção de exibição que é preto e branco refletivo e legível a luz solar a 3X de resolução. O laptop terá um processador de 500MHz e 128MB de DRAM, com 500MB de memória Flash; não terá um disco rígido, mas terá quatro portos de USB. Os laptops terão banda larga sem fios que, entre outras coisas, lhes permite trabalhar como uma malha de rede; cada laptop poderá se comunicar com seus mais próximos vizinhos, criando uma rede ad hoc de área local. Os laptops usarão uma fonte de energia inovadora (inclusive dando corda) e poderá fazer quase tudo menos armazenar quantias enormes de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as crianças em nações em desenvolvimento precisam de laptop?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os laptops são ao mesmo tempo uma janela e uma ferramenta: uma janela para o mundo e uma ferramenta com que pensar. Eles são um modo maravilhoso para todas as crianças “aprenderem aprendendo”, por interação independente e por exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não um computador de mesa, ou melhor — um computador de mesa reciclado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Computadores de mesa são mais baratos, mas mobilidade é importante, especialmente com respeito a poder levar para casa o computador, à noite. Crianças no mundo em desenvolvimento necessitam a mais nova tecnologia, em especial um hardware (aparelho) realmente robusto e softwares (programas) inovadores. Recente trabalho com escolas no Maine mostrou o valor enorme de usar um laptop em todos os estudos pessoais, como também para jogos. Trazendo o laptop para a casa a família é engajada. Em uma aldeia cambojana onde nós temos trabalhado, não há nenhuma eletricidade, assim o laptop é, entre outras coisas, a fonte luminosa mais brilhante na casa.&lt;br /&gt;Finalmente, com relação aos computadores reciclados: se nós estimamos 100 milhões de computadores de mesa usados disponíveis, e cada um exige só uma hora de atenção humana para renovar, recarregar, e manusear, isto são quarenta e cinco mil anos de trabalho. Assim, enquanto nós estivermos encorajando a reciclagem de computadores usados, estaremos nos afastando de uma solução definitiva, como é o programa “Um Laptop por Criança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível obter o custo tão baixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Primeiro, abaixando o custo do display dramaticamente. A máquina de primeira geração terá um novo modelo de display, dual, que representa melhorias comumente usadas nos LCD, encontrados em aparelhos de DVD, mais baratos. Estas telas podem ser usadas com alta resolução, em branco e preto, com luz solar brilhante, a um custo de aproximadamente US $35.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Segundo, nós tiraremos a “gordura” dos sistemas. Os laptops de hoje ficaram “obesos”. Dois terços dos softwares (programas) são usados para administrar o outro terço, que na maioria das vezes faz as mesmas funções de nove modos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Terceiro, nós iremos comercializar os laptops em números muito grandes (milhões), diretamente para ministérios de educação, que podem distribuí-los como livros de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é importante para cada criança ter um computador? O que está errado com centros de acesso da comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não pensam em lápis da comunidade, pois cada criança tem os seus próprios lápis. Eles são ferramentas para pensar, suficientemente baratas, usadas para trabalhar e jogar, desenhando, escrevendo e resolvendo problemas de matemática. Um computador pode fazer o mesmo, mas é muito mais poderoso. Além disso, é importante para uma criança “possuir” alguma coisa – como uma bola de futebol, uma boneca ou um livro – sendo que estes pertences serão bem mantidos, com amor e cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sobre conectividade? Serviços de telecomunicações não são caros no mundo em desenvolvimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estas máquinas estiverem em uso, elas farão uma rede de malha delas próprias, colega a colega. Isto está sendo desenvolvido no MIT, pelo MídiaLab. Nós também estamos pesquisando modos de conectá-los à rede da Internet a um custo muito baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode fazer um laptop de US$1000 que a versão de US$100 não pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito. O plano é para o Laptop de US$100 fazer quase tudo. O que não fará é armazenar uma quantia volumosa de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estes serão comercializados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os laptops serão vendidos a governos e serão entregues a crianças através de escolas numa base de “Um Laptop Por Criança”. Discussões iniciais foram efetuadas com a China, Índia, Brasil, Argentina, Egito, Nigéria, e Tailândia. Uma alocação adicional de máquinas, modesta, será usada para semear comunidades desenvolvedoras em vários outros países. Uma versão comercial da máquina será explorada em paralelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você prevê que estes laptops chegarão ao mercado? O que você vê como as maiores barreiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso cronograma preliminar é ter unidades prontas para remessa ao final de 2006 ou começo de 2007. A fabricação começará quando foram encomendadas 5 a 10 milhões de máquinas e forem pagas com antecedência.&lt;br /&gt;A barreira maior será fabricar 100 milhões de qualquer coisa. Isto não é só um problema de cadeia de provisão, mas também um problema de projeto. A escala é amedrontadora, mas eu fico pasmo com o que algumas companhias estão propondo a nós. Sente-se que pelo menos metade dos problemas será resolvida por mera vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o fabricante do projeto original (ODM) do laptop de US$100?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quanta Computer Inc. de Taiwan foi escolhido como o fabricante do projeto original (ODM) para o projeto de laptop de US$100. A decisão foi tomada depois que o comitê revisou as ofertas de várias possíveis companhias industriais.&lt;br /&gt;O Quanta Computer Inc. foi fundado em 1988 em Taiwan. Com mais de US$10 bilhões em vendas nos EUA, Quanta é o maior fabricante do mundo de PCs portátil; a companhia também fabrica telefones móveis, Televisões LCD, e servidores e produtos de armazenamento. Além disso, Quanta abriu recentemente um novo centro de P&amp;D de US$200 milhões, que é o Complexo Quanta de P&amp;amp;D (QRDC), em Taiwan. Uma fábrica aberta no terceiro trimestre de 2005 tem 2.2 milhões de pés de quadrado de espaço de chão, e uma capacidade para abrigar até 7.000 engenheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esta iniciativa será estruturada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laptop de US$100 está sendo desenvolvido através da “Um Laptop por Criança” (OLPC), uma organização sem fins lucrativos baseada em Delaware, criada por membros da faculdade do Mídia Lab do MIT para projetar, fabricar, e distribuir laptops que sejam suficientemente baratos para prover toda criança ao acesso mundial de conhecimento e formas modernas de educação. O programa da OLPC está baseado em “teorias de construtivistas" de aprender que tiveram como pioneiro Seymour Papert e posteriormente Alan Kay, como também os princípios expressos no livro de Nicholas Negroponte intitulado Being Digital. Os sócios incorporados fundadores são Advanced Micro Devices (AMD), Brightstar, Google, News Corporation, Nortel, e Red Hat.&lt;br /&gt;A OLPC está financiando pesquisas no MediaLab, com a finalidade de desenvolver o Laptop de US$100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto e imagens extraídos do site oficial do Programa, no endereço: &lt;a href="http://laptop.media.mit.edu/faq.html"&gt;http://laptop.media.mit.edu/faq.html&lt;/a&gt; Consulta realizada às 11 hs de 11/01/2006 Traduzido por Feruccio Bilich, do NAE-PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laptop de 100 dólares chama atenção de governos e da indústria&lt;br /&gt;31/10/2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Nicholas Negroponte, 80 países e cinco fabricantes de hardware se interessaram pelo projeto, que já tem lista de espera para fabricação de 100 milhões de unidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wallace Baldo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente e co-fundador do laboratório de mídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Nicholas Negroponte, veio mais uma vez ao Brasil defender o projeto de distribuição do laptop de 100 dólares para fins educativos. De acordo com ele, o governo brasileiro é um dos principais interessados na proposta, que já mexe com a indústria graças a números nada desprezíveis: atraiu a atenção de mais de oitenta países e, com isso, tem uma lista de espera para a produção de 100 milhões de unidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negroponte lembra que nenhum acordo será assinado enquanto o protótipo não for apresentado - o que deve acontecer pela primeira vez no dia 17 de novembro próximo, durante a Cúpula da Sociedade Mundial da Informação, na Tunísia. A produção do notebook está programada para começar em 2006, com 5 milhões de unidades destinadas a três ou quatro grandes países, como Brasil, Nigéria, Tailândia, China ou Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fabricação será terceirizada. “Há cinco grandes empresas considerando a produção do laptop”, afirma Negroponte. Segundo ele, a fabricação inicialmente será centralizada em um único país, provavelmente asiático, mas depois novas parcerias serão analisadas em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador também avaliou os possíveis impactos do projeto para a indústria. Ele acredita que não haverá canibalização de mercado, pois haveria espaço para uma versão comercial, “mesmo que custe 299 dólares”. A iniciativa, para ele, também poderá levar a indústria a desenvolver softwares mais simples. “Precisamos de escala para modificar a estratégia das empresas”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negroponte disse ainda que o projeto não é caro quando comparado aos gastos com educação e que há dinheiro para os governos o colocarem em prática. “Há meios de financiamento, o problema é lançar (o projeto)”, comentou. O Brasil criou um comitê para analisar a proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O notebook terá processador de 500 megahertz (MHz), monitor de cristal líquido (LCD) de sete polegadas, memória flash de 1 gigabyte, disco rígido de cinco gigabytes, quatro portas USB, sistema operacional Linux e será compatível com redes sem fio, com conexão permanente à internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia retirada da internet, no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.itweb.com.br/noticias/artigo_staging.asp?id=103155"&gt;http://www.itweb.com.br/noticias/artigo_staging.asp?id=103155&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Consulta realizada às 10 hs de 11/01/2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novidades sobre o laptop de 100 dólares&lt;br /&gt;28/11/2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorreu no dia 25/11/2005 o debate 'Um Laptop por Criança' na Escola Politécnica da USP, sob coordenação de Roseli de Deus Lopes, do Laboratório de Sistemas Integrados da Poli. O tema do debate é a inclusão do Laptop de 100 dólares no Brasil. O Laptop de 100 dólares é uma tentativa de promover a inclusão digital para crianças de países subdesenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Negroponte/MIT, em visita ao Brasil em 28/10/2005, fez um relato sobre os últimos avanços do programa 'Um Laptop por Criança', que pretende equipar um milhão de crianças e professores brasileiros com computadores portáteis de baixíssimo custo - US$ 100 cada - a partir de 2006. No entanto discutiu-se na reunião na Poli/USP que o nome deveria ser mudado pois os professores também poderão ter acesso ao equipamento. É importante treinar os professores com a utilização do laptop, bem como qualquer outro instrumento de ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa foi mediada pela professora Roseli de Deus Lopes (EPUSP), e contou com a presença do Professor Fernando Almeida (PUC-SP), Professor José Armando Valente (Unicamp / NIED – Núcleo de Informática Aplicada à Educação), Professor Valdemar W. Setzer (Instituto de Matemática e Estatística da USP). O evento também contou com a presença da Profa. Dra. Junia C. A. Silva (UFSCar/LIA, Laboratório de Interação Avançada), que trabalha na área de Educação à Distância e E-GOV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas abordados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• infra-estrutura (treinamento de pessoal, infra-estutura técnica, redes de apoio, etc);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• software a ser utilizado (quais seriam os tipos de software mais adequados esse sentido);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• impacto social (idade mínima para a utilização do laptop, violência, roubo, comércio ilegal do equipamento, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito das imagens: MIT-divulgação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia retirada da internet, no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.e-democracia.com.br/home/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=23&amp;Itemid=2"&gt;http://www.e-democracia.com.br/home/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;id=23&amp;amp;Itemid=2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Consulta realizada às 10 Hs de 11/01/2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo chileno recusa laptop de 100 dólares&lt;br /&gt;Publicado por brain em Sáb, 2005-11-05 00:17. Governos  Mercado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Business News Americas relata como o governo chileno recusou a oferta do laptop de 100 dólares para uso na educação que vem sendo oferecido ao Brasil pelo visionário Nicholas Negroponte, do MIT, e tem estado em evidência no BR-Linux recentemente. Segundo o texto, “Enquanto o governo da Argentina recentemente se comprometeu a adquirir ao menos meio milhão dos computadores de 100 dólares, as autoridades chilenas não mostraram nenhum interesse em adquiri-los. "A primeira entrega destes computadores deve ocorrer em dezembro de 2006 ou janeiro de 2007, então seria utópico comprometer-se com um número de computadores que ainda nem existem", declarou uma autoridade local em tecnologia. "Também temos questões sobre seu uso educacional e sobre os conteúdos e tipos de nteração que eles produziriam".”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo fala ainda sobre a opinião da oposição, inclusive os que afirmam que a decisão do governo chileno se deve ao lobby da Microsoft (pois os notebooks usarão software livre) e da Intel (pois eles serão baseados em tecnologia AMD).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia extraída da internet, no endereço:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br-linux.org/linux/node/2141"&gt;http://br-linux.org/linux/node/2141&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Consulta realizada às 15 Hs de 11/01/2006&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113992531847876740?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113992531847876740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113992531847876740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113992531847876740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113992531847876740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/02/laptop-de-us100.html' title='Laptop de US$100'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113831030918552402</id><published>2006-01-26T19:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-26T19:29:06.873-02:00</updated><title type='text'>CARTILHA SOBRE OS DIREITOS DO ALUNO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para o professor e o profissional do ensino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:educaforum@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;educaforum@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O ALUNO É O CENTRO DA ESCOLA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela existe em função do aluno&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#01"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O aluno precisa da escola:&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#02"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para aprender&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#03"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para se desenvolver&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#04"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para fazer amigos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#05"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para conhecer o mundo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#06"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para entender a vida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#07"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para projetar o seu futuro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#08"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para contribuir com o seu país&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#09"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isto, ele tem o direito de:&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#10"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;permanecer na escola&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#11"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ser respeitado para aprender a respeitar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#12"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ter um ensino de qualidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#13"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;esclarecer suas dúvidas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#14"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;receber orientação de seus mestres&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#15"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dizer o que pensa sem medo de não ser aceito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#16"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dizer o que gosta sem medo de ser discriminado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#17"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O aluno é um ser humano em formação. Ele precisa aprender a ter responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#18"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos os alunos são diferentes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#19"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas eles têm direitos iguais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#20"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem todos têm família estruturada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#21"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas todos merecem respeito&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#22"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#22"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pense no aluno&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;...&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#23"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como se fosse seu filho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O aluno precisa da escola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se acreditamos que é indispensável o aluno freqüentar a escola, então esta é um lugar especial que precisa ser considerado e valorizado. É muito triste ouvir professores referirem-se à escola onde dão aula com termos pejorativos ou compará-la negativamente em relação à escola de seus próprios filhos. Pior ainda é dizer ao aluno que seus estudos não vão lhe adiantar de nada, que ele não terá chances de competir com alunos de escola particular – mesmo que seja verdade. Não cabe ao professor julgar a escola, mas fazer a sua parte para que o nível do ensino seja o melhor possível.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Escola pública era boa quando eu estudava. Agora é tudo uma porcaria!- Graças a Deus estou para me aposentar e sair desta droga de escola!- Quem mandou o senhor matricular seus filhos em escola pública? Os meus estudam no Colégio X.- Seu pai desistiu de você: matriculou você em escola pública...- Há trinta anos essa escola está assim e não vai mudar!- Com a atual política de ensino, a escola pública virou um depósito de alunos.- Se seu pai tivesse que pagar sua escola você teria mais interesse!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1. para aprender&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A escola pode fazer diferença na vida do aluno, principalmente daquele que não recebe em casa estímulos culturais. É um espaço onde ele pode adquirir todo tipo de conhecimentos e valores e é importante que a proposta educacional seja clara e atualizada, respeitando a individualidade de cada aluno. Isto exige muita competência por parte da Secretaria de Educação e grande comunicação em todos os níveis, principalmente entre escola e comunidade. Para aprender, o aluno deve estar motivado e as aulas precisam ser interessantes, voltadas para a vida. O professor também precisa ser aprendiz, atualizar-se constantemente, ter interesse no ensino e humildade suficiente para admitir que pode aprender alguma coisa com seus alunos. O mais importante é ele ser paciente, não se negar a repetir e aceitar que sua explicação pode não ter sido suficientemente clara ou adequada ao repertório dos alunos. Cada um deles aprende de forma diferente e o professor precisa, também, ter conhecimentos de psicologia. Isso faz parte do curriculum das licenciaturas, mas parece não ser suficiente...&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Não vou mais repetir explicação para vagabundo!- Quem não prestar atenção não vai ter direito a outra explicação!- Já vou apagar a matéria da lousa e quem não tiver copiado, azar!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2. para se desenvolver&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O ser humano não desenvolve apenas o físico e o raciocínio lógico, mas também sua sensibilidade, a ética, o sentimento de justiça, enfim, todos os seus valores. Esse desenvolvimento ocorre principalmente na infância e na adolescência. O adulto – especialmente quando representa autoridade – é referência para a criança e o jovem. Se os adultos oferecerem referências positivas a esses seres em formação, suas condições de desenvolvimento serão melhores. O professor não ensina apenas matemática, português, ciências ou educação física; ele também expõe ao aluno sua personalidade, sua visão de mundo e seus valores. Se o professor se mostrar desinteressado, mal humorado ou impaciente, poderá influenciar o aluno de forma negativa. Se ele tratar o aluno com arrogância, violência ou preconceito, poderá interferir na auto-estima e prejudicar seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Você é burro e não vai entender mesmo! Faz favor de copiar da lousa e decorar a matéria!- Até um aluno da quarta série faz isso melhor que você!- Vamos parar com a viadagem aí nesse canto?- Esta classe é a pior de todas!- Eu falei pra sua mãe te ajudar a fazer a lição de casa! Será que ela também não aprendeu nada na escola?- Você voltou de novo sem uniforme?! Da próxima vez não vai entrar na sala de aula. Se a sua mãe não tiver dinheiro pra comprar, ela deve ir explicar na diretoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;3. para fazer amigos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na escola, a criança considera amigos todos aqueles que a tratam com simpatia, justiça e solidariedade. Mas poderá se afastar daqueles que gritarem com ela, que a discriminarem, que a perseguirem, sejam colegas ou professores. Ela poderá também desenvolver antipatia por colegas que forem discriminados ou vítimas de preconceito. Professores e alunos são seres humanos, têm suas simpatias e antipatias. Por isso mesmo, o professor, como adulto e autoridade, precisa evitar tomar partido contra algum aluno, pois poderá prejudicá-lo e afastar dele os colegas. Ao perseguir um aluno, o professor pode provocar sentimentos de revolta e fazer com que ele se afaste definitivamente da escola.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Esse aluno é uma laranja podre que contamina as outras!- Fique longe daquela menina: ela não presta! Você tem personalidade fraca!- Na minha escola não admito alunos como você!- Esse aluno é maconheiro, discrimino mesmo!- Não é seu filho, não: ele é bem-comportado. Os moreninhos é que estragam a classe!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;4. para conhecer o mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espera-se que a escola dê ao aluno uma pequena amostra de tudo o que o ser humano já descobriu no universo, que ela desperte a "paixão de conhecer o mundo". Para que isto aconteça, a proposta educacional precisa ser clara e atualizada, a escola precisa ter biblioteca, laboratórios e outros equipamentos. Não faz sentido o aluno ficar decorando as datas das guerras púnicas, quando o homem já iniciou viagens espaciais. Se é impossível para o ser humano memorizar todas as informações que recebe, cabe ao professor fazer a seleção e mostrar o nexo entre os conhecimentos. Afinal, a informação é que deve servir ao ser humano e não vice-versa.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Eu também tive que decorar tudo isso quando estava na escola!- Pensa que estudar é moleza? Pra passar de ano precisa ralar!- Veio à escola pra estudar ou pra vagabundear?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;5. para entender a vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia de aula pode ser traumatizante ou estimulante, dependendo do que a criança e o adolescente encontrarem e entenderem. Se for um ambiente inóspito e incompreensível, eles poderão começar a perder sua confiança no mundo, no adulto e na vida. A construção do conhecimento é uma conquista diária e se faz passo a passo. Todos os dias, a escola precisa ser um ambiente de esclarecimento e motivação. A escola não pode ser o lugar onde a criança e o jovem enterram sua alegria de viver, que é característica de quem não perdeu a curiosidade natural e o interesse pela vida.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Silêncio: aqui só falo eu e vocês escutam!- Não tem nada para entender: matemática é decoreba!- Seu filho tem dificuldade para entender a matéria. Leve-o ao psicólogo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;6. para projetar o seu futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A criança e o adolescente vivem o presente, pouco entendem e se preocupam com o futuro. Esse anseio se manifesta com o desenvolvimento dos interesses, ao ver que é possível adquirir cada vez mais conhecimentos e participar da vida em sociedade. Nada pode ser pior do que negar perspectivas para o futuro a uma criança ou a um jovem. Muitos professores imaginam que estão incentivando seus alunos a lutar, dizendo-lhes que o futuro é sombrio, que eles não terão chances de competir com seus pares e muito menos com os alunos da escola particular. Esse tipo de comentário surte o efeito contrário, podendo atirar a criança e o adolescente em um estado depressivo ou melancólico. Assim, em vez de perceber o futuro como a época de colocar em prática seu aprendizado e adquirir experiência de vida, poderão tornar-se adultos passivos e amargos.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- O que vocês aprenderam aqui não vai lhes servir para nada!- Competir com alunos da escola particular? Sem chance!- Vocês não têm chance de entrar em faculdade pública!- A escola é ruim porque o governo não quer que vocês aprendam nada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;7. para contribuir com o seu país&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A escola precisa mostrar ao aluno a realidade do seu país, através da história, da geografia e de atualidades, para que ele possa amá-lo, encontrar seu lugar dentro dele e contribuir para o seu desenvolvimento. Comentários pessimistas e amargos, sem apontar perspectivas ou soluções, criam ansiedade e sentimento de impotência. O Brasil é um país que ainda está longe de ter desenvolvido suas potencialidades e grande parte da população ainda é carente em suas necessidades básicas. Por isso é muito importante estimular, na criança e no adolescente, o interesse e o amor pelo País, evitando seu desencanto.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Este País não tem mais jeito!- Neste País nada presta, começando pelos políticos.- Se quiserem ser alguém na vida, mudem para outro país!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;POR ISTO ELE TEM O DIREITO DE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os direitos da criança e do adolescente estão bem definidos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, que precisa ser não apenas distribuído, mas estudado e comentado nas escolas, pois foi elaborado para proteger a infância e a juventude dos crimes de que é vítima e dos quais não tem idade e maturidade para se defender sozinha.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Essa indisciplina de hoje é culpa do ECA!- Conselho Tutelar só serve para atrapalhar!- Precisa mesmo reduzir a idade penal pra colocar esses pivetes atrás das grades!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1. permanecer na escola&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando um aluno vem de família estruturada, dificilmente abandona a escola. Quando não, depende do professor manter o estímulo e favorecer sua permanência. Se o aluno for considerado "problema", pode surgir uma tendência do corpo docente para querer livrar-se dele e solicitar transferência para outra escola. Isso, porém, não resolve o problema, apenas o transfere para outra escola, muitas vezes no mesmo bairro. O aluno que pára de estudar é um sério candidato à marginalidade. Dessa forma, se a escola não procura mantê-lo e integrá-lo à comunidade, torna-se co-responsável pelo aumento da violência na sociedade.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Se sua mãe não quer saber de você, eu menos ainda!- Esse aluno é um maconheiro, precisa mudar de escola, pra encontrar sua turma!- Se sua mãe não comparecer amanhã com esta advertência assinada, vou solicitar sua transferência de escola!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2. ser respeitado para aprender a respeitar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o adulto, inclusive o professor, exige da criança e do adolescente uma maturidade que eles não têm condições de possuir, por estarem em fase de desenvolvimento. É próprio da criança e do adolescente imitar o adulto e reagir de acordo como são tratados. Em especial, o adolescente não consegue passar por cima de provocações e insultos. O professor que tem o hábito de chamar os alunos de "cavalo", "QI de ameba" ou "demente" não pode se queixar se ele responder no mesmo nível.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Não dou mais aula para cavalo!- Vocês são todos animais!- Nesta classe tem gente muito poderosa: mamãe é da APM, papai é do Conselho de Escola e a diretora fica passando a mão na cabeça de vocês. Mas, para mim, vocês não passam de um monte de m...!- Sua mãe não tem umas roupas pra lavar, em vez de vir na escola fofocar com a diretora?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;3. ter um ensino de qualidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A qualidade do ensino, às vezes, independe da proposta educacional. Muitas propostas são boas, mas o que faz a diferença é a qualificação e a adesão dos profissionais do ensino. Muitas vezes, os professores se negam a seguir ou até boicotam uma boa proposta educacional. No Brasil, onde o analfabetismo ainda não foi erradicado, o importante é fazer os maiores esforços no sentido de alfabetizar os alunos da maneira mais abrangente possível. Exige-se também do professor um esforço especial para aprimorar-se.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Tenho vinte anos de magistério e ninguém nunca me chamou a atenção antes!- Não admito uma coordenadorazinha recém-formada querer me ensinar como devo dar aula!- Essa coordenadora quer inventar moda e vai se dar mal!- Pelo salário que eu ganho a aula é muito boa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;4. esclarecer suas dúvidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O aprendizado não é um processo linear. Muitas vezes o aluno compreendeu apenas uma parte da matéria e falta alguma explicação para ele entender o resto. Outras vezes, a classe está irrequieta e alguns alunos não conseguem prestar atenção na explicação do professor. Outros não estão interessados e preferem conversar. Dar aulas é uma profissão difícil, exige paciência, entusiasmo e psicologia. Negar explicação para um aluno pode criar nele um desinteresse permanente e até levá-lo a querer abandonar a escola.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Já expliquei uma vez e não explico mais!- Quem mandou ficar conversando na hora da aula?- Não sou pago para repetir!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;5. receber orientação de seus mestres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguns alunos são tímidos ou têm dificuldade em fazer escolhas. Muitas vezes, não conseguem se enturmar e têm dificuldades para fazer trabalhos em grupo. O professor e o coordenador pedagógico podem ajudar muito com sua orientação, sem, porém, criar desestímulo ou desânimo.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Você tem que aprender a se virar. A vida é assim mesmo!- É melhor você fazer o trabalho sozinho. Melhor só do que mal acompanhado!- Vocês que gostam de matemática, sim, serão os vencedores na vida!- Seu filho não tem jeito para o estudo. É melhor tirá-lo da escola e arrumar um trabalho para ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;6. dizer o que pensa sem medo de não ser aceito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição, mas dificilmente é levada em conta na escola. Em geral, a criança e o adolescente são considerados seres não-pensantes e não são incentivados a desenvolver integralmente seu raciocínio. Muitas vezes, quando eles tomam coragem para expressar seu pensamento, recebem críticas contundentes que os inibem a fazê-lo novamente.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Cala a boca: você não tem idade para entender desse assunto!- Quem fala aqui sou eu! Vocês só escutam...- O que você falou é absolutamente ridículo!- Nunca ouvi nada tão idiota!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;7. dizer o que gosta sem medo de ser discriminado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aluno que gosta de poesia e aluna que gosta de esportes pesados podem ser ridicularizados por professores ou colegas. Os profissionais do ensino precisam ter o cuidado de não alimentar preconceitos em sala de aula.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Seu filho fica sempre no meio das meninas. Tome cuidado com ele...- Agora só falta você usar saia!- Desde que sua filha começou a jogar futebol ela ficou muito mal-educada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O aluno é um ser humano em formação&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Ele precisa aprender a ter responsabilidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O aprendizado da responsabilidade é um caminho longo que exige esclarecimento. Os profissionais da educação precisam empenhar-se em mostrar ao aluno que cada um é responsável pelos seus atos, sem estimular injustiças e provocar baixa auto-estima.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Você ficou vagabundeando o ano inteiro. Bem-feito repetir de ano!- Quem mandou você fazer amizade com Fulano? Agora você ficou de recuperação!- Esqueceu a caneta? Não vou deixar fazer a prova!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Todos os alunos são diferentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ensinar para alunos de origens, interesses e inteligência diferentes é uma arte. O professor precisa saber administrar as diferenças, para não ferir a sensibilidade dos alunos e não provocar sentimentos negativos.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Fulano é o primeiro da classe!- Sicrano é muito mais inteligente do que você!- Não adianta: você não vai ganhar de Beltrano!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas eles têm direitos iguais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Às vezes um professor julga seu aluno incapaz de atingir uma determinada meta. Mesmo assim, o aluno tem direito de ter as mesmas chances que os colegas.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- É melhor você repetir de ano: você atrasa toda a sua classe!&lt;br /&gt;- Seu filho já é repetente. É melhor a senhora matricular ele no noturno, com alunos da idade dele!&lt;br /&gt;- Não admito aluno medíocre na minha escola!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nem todos têm família estruturada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O aluno que vem de família desestruturada dá mais trabalho, mas a satisfação de ver seus progressos pode ser maior.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Tua mãe não te deu educação?&lt;br /&gt;- Eu não sou babá de criança sem educação!&lt;br /&gt;- Eu já tenho dois filhos para criar, não tenho obrigação de te educar!&lt;br /&gt;- Já disse que você só vai voltar para a sala de aula depois de sua mãe assinar a advertência!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas todos merecem respeito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todo ser humano merece respeito, principalmente aquele que não ainda não sabe se defender e aquele que não conta com o auxílio de familiares para protegê-lo.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Por mim, você pode ir para o inferno!&lt;br /&gt;- Não fui eu que te pus no mundo!&lt;br /&gt;- Quero que você se f.....!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pense no aluno...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o professor tenha muitos alunos, ele precisa esforçar-se para pensar em cada um, conhecê-lo e compreender suas dificuldades, para ajudá-lo. Se o professor estiver tão sobrecarregado a ponto de não conseguir distinguir um aluno do outro, entendemos que o problema é do sistema, que trata seres humanos como se fossem objetos ou máquinas.&lt;br /&gt;Frases que alunos e pais já ouviram da boca de profissionais do ensino:&lt;br /&gt;- Tenho 150 alunos e nenhuma obrigação de lembrar de cada um!- Eu vou lembrar do trabalho que você me entregou?!- Não sei quem é seu filho, só lembro dos melhores. Ele deve ser um mau aluno!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;...como se fosse seu filho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A profissão de educador exige mais dedicação do que qualquer outra. Como pais de alunos, reconhecemos esse esforço e ficamos sempre muito felizes quando os professores e os outros profissionais do ensino tratam nossos filhos como se fossem seus próprios. Aproveitamos a oportunidade para fazer uma homenagem a todos aqueles que deixaram saudades e boas lembranças!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.webamigos.net/educaforum/#menu"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;EducaFórum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PAIS, ALUNOS, EDUCADORES E CIDADÃOS QUE LUTAM &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PELA ESCOLA PÚBLICA E PELA CIDADANIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113831030918552402?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113831030918552402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113831030918552402&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113831030918552402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113831030918552402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/01/cartilha-sobre-os-direitos-do-aluno.html' title='CARTILHA SOBRE OS DIREITOS DO ALUNO'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113744481223643434</id><published>2006-01-16T18:44:00.000-02:00</published><updated>2006-01-16T18:53:32.493-02:00</updated><title type='text'>A escola como instrumento de controle e coerção</title><content type='html'>Entrevista a Noam Chomsky [*] por Donaldo Macedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – Há alguns anos, fiquei intrigado com um&lt;br /&gt;                        episódio ocorrido na Boston Latin School. David&lt;br /&gt;                        Spritzler, um aluno de doze anos, sofreu um processo&lt;br /&gt;                        disciplinar por se ter recusado a recitar o Juramento de&lt;br /&gt;                        Fidelidade (Pledge of Allegiance) [NT1] , juramento que&lt;br /&gt;                        ele considerava "uma exortação hipócrita ao&lt;br /&gt;                        patrioteirismo" uma vez que não existe "liberdade e&lt;br /&gt;                        justiça para todos". O que lhe quero perguntar é por que&lt;br /&gt;                        é que um rapaz de doze anos consegue perceber a&lt;br /&gt;                        hipocrisia do juramento de fidelidade, e o seu professor&lt;br /&gt;                        e os administradores da escola não? Eu acho&lt;br /&gt;                        desconcertante que professores, que pela própria&lt;br /&gt;                        natureza da sua função se deveriam considerar&lt;br /&gt;                        intelectuais, não sejam capazes ou se recusem&lt;br /&gt;                        conscientemente a ver o que é tão óbvio para alguém tão&lt;br /&gt;                        jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Isso não é assim tão difícil de&lt;br /&gt;                        compreender. O que acabou de descrever é um sinal do&lt;br /&gt;                        grau de enraizamento da doutrinação nas nossas escolas,&lt;br /&gt;                        que leva a que uma pessoa instruída não seja capaz de&lt;br /&gt;                        entender ideias elementares capazes de serem&lt;br /&gt;                        compreendidas por qualquer criança de doze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo: Acho desconcertante que um professor&lt;br /&gt;                        altamente instruído e um director de uma escola estejam&lt;br /&gt;                        dispostos a sacrificar o conteúdo do Juramento de&lt;br /&gt;                        Fidelidade para imporem obediência, ao exigirem que um&lt;br /&gt;                        aluno recite o Juramento de Fidelidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Não considero isso nada desconcertante.&lt;br /&gt;                        Na realidade, o que aconteceu com David Spritzler é o&lt;br /&gt;                        que se espera das escolas, que são instituições&lt;br /&gt;                        dedicadas à doutrinação e à imposição de obediência.&lt;br /&gt;                        Longe de criarem pensadores independentes, ao longo da&lt;br /&gt;                        história as escolas sempre tiveram um papel&lt;br /&gt;                        institucional num sistema de controle e coerção. E, uma&lt;br /&gt;                        vez convenientemente educado, o indivíduo foi&lt;br /&gt;                        socializado de um modo que dá suporte à estrutura de&lt;br /&gt;                        poder que, por seu lado, o recompensa generosamente.&lt;br /&gt;                        Vejamos o exemplo de Harvard. Aí os estudantes não se&lt;br /&gt;                        limitam a aprender matemática. Aprendem também o que é&lt;br /&gt;                        esperado de um graduado de Harvard no que diz respeito&lt;br /&gt;                        ao seu comportamento e ao tipo de perguntas que nunca se&lt;br /&gt;                        devem fazer. Aprendem as subtilezas das recepções, as&lt;br /&gt;                        formas de se vestir mais adequadas e como falar com&lt;br /&gt;                        sotaque de Harvard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – E também de como se mover no seio de&lt;br /&gt;                        uma classe particular e descobrir as metas, os&lt;br /&gt;                        objectivos e os interesses da classe dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Sim. Neste caso existe uma diferença&lt;br /&gt;                        fundamental entre Harvard e o MIT. Apesar de se poder&lt;br /&gt;                        caracterizar o MIT seguramente como sendo mais de&lt;br /&gt;                        direita, é uma instituição muito mais aberta que&lt;br /&gt;                        Harvard. Existe um adágio sobre Cambridge que retrata&lt;br /&gt;                        essa diferença: Harvard treina pessoas para governar o&lt;br /&gt;                        mundo, o MIT treina as que o fazem funcionar. O&lt;br /&gt;                        resultado é que a preocupação de controle ideológico é&lt;br /&gt;                        muito menor no MIT, havendo mais espaço para o&lt;br /&gt;                        pensamento independente. A minha situação nessa&lt;br /&gt;                        instituição é prova do que acabei de dizer. Eu nunca&lt;br /&gt;                        senti qualquer interferência no meu trabalho ou&lt;br /&gt;                        activismo político. Dito isto, eu não considero que o&lt;br /&gt;                        MIT seja um trampolim para o activismo político. Ainda&lt;br /&gt;                        está subjugado a um papel institucional de evitar uma&lt;br /&gt;                        boa parte da verdade acerca do mundo e da sociedade.&lt;br /&gt;                        Caso contrário, se ensinasse a verdade, não sobreviveria&lt;br /&gt;                        muito tempo.&lt;br /&gt;                        Como não ensinam a verdade sobre o mundo, as escolas têm&lt;br /&gt;                        que martelar na cabeça dos estudantes até lhes impingir&lt;br /&gt;                        a propaganda sobre a democracia. Se as escolas fossem&lt;br /&gt;                        realmente democráticas, não seria necessário bombardear&lt;br /&gt;                        os estudantes com banalidades acerca da democracia.&lt;br /&gt;                        Estes agiriam e comportar-se-iam de uma forma&lt;br /&gt;                        simplesmente democrática, e nós sabemos que isso não&lt;br /&gt;                        acontece. Habitualmente, quanto maior é a necessidade de&lt;br /&gt;                        falar sobre os ideais da democracia, menos democrático é&lt;br /&gt;                        o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        "DOUTRINAÇÃO DOS JOVENS"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Este é um dado bem conhecido pelos políticos e por vezes&lt;br /&gt;                        estes nem sequer se esforçam por escondê-lo. A Comissão&lt;br /&gt;                        Trilateral [NT2] referiu-se às escolas como&lt;br /&gt;                        "instituições" responsáveis pela "doutrinação dos&lt;br /&gt;                        jovens". A doutrinação é necessária porque as escolas&lt;br /&gt;                        são, de um modo geral, concebidas para apoiar os&lt;br /&gt;                        interesses do segmento dominante da sociedade, das&lt;br /&gt;                        pessoas detentoras da riqueza e do poder. Numa fase&lt;br /&gt;                        inicial da educação, as pessoas são socializadas de modo&lt;br /&gt;                        a compreenderem a necessidade de apoiar a estrutura do&lt;br /&gt;                        poder, com as corporações em primeiro plano – a classe&lt;br /&gt;                        empresarial. A lição aprendida na socialização através&lt;br /&gt;                        da educação é que se não se apoiar os interesses dos&lt;br /&gt;                        detentores da riqueza e do poder, não se sobrevive por&lt;br /&gt;                        muito tempo. É-se excluído do sistema ou marginalizado.&lt;br /&gt;                        E as escolas são bem sucedidas na "doutrinação da&lt;br /&gt;                        juventude" – para usar as palavras da Comissão&lt;br /&gt;                        Trilateral – ao operarem num enquadramento&lt;br /&gt;                        propagandístico que consegue distorcer ou reprimir&lt;br /&gt;                        ideias e informações indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – Como é possível que esses intelectuais&lt;br /&gt;                        que operam num enquadramento propagandístico consigam&lt;br /&gt;                        escapar incólumes com a sua cumplicidade para com as&lt;br /&gt;                        falsidades que disseminam a serviço dos poderosos&lt;br /&gt;                        interesses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Eles não escapam nada. Na realidade,&lt;br /&gt;                        estão apenas a prestar um serviço que as instituições&lt;br /&gt;                        para as quais trabalham esperam deles. E eles,&lt;br /&gt;                        voluntariamente, talvez inconscientemente, preenchem os&lt;br /&gt;                        requisitos do sistema industrial. É como se contratasse&lt;br /&gt;                        um carpinteiro e, depois de ele concluir o trabalho para&lt;br /&gt;                        que foi contratado, lhe perguntasse como é que ele se&lt;br /&gt;                        tinha safado com aquilo. Ele fez o que dele se esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Bem, os intelectuais prestam um serviço semelhante.&lt;br /&gt;                        Fazem o que deles é esperado ao oferecerem uma descrição&lt;br /&gt;                        razoavelmente exacta da realidade que se adequa aos&lt;br /&gt;                        interesses da pessoas que detêm a riqueza e o poder – os&lt;br /&gt;                        donos das instituições a que chamamos escolas e, de&lt;br /&gt;                        fato, da sociedade de um modo geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – É claro que historicamente os&lt;br /&gt;                        intelectuais têm tido um papel inglório de apoio ao&lt;br /&gt;                        sistema doutrinal. Dada a postura pouco honrosa que&lt;br /&gt;                        assumem, poderemos considerá-los intelectuais no&lt;br /&gt;                        verdadeiro sentido da palavra? Você refere-se com alguma&lt;br /&gt;                        frequência a alguns professores de Harvard como&lt;br /&gt;                        "comissários". Eu também considero o tempo mais&lt;br /&gt;                        apropriado que intelectual, dada a sua cumplicidade com&lt;br /&gt;                        a estrutura de poder, e dos seus papéis funcionais de&lt;br /&gt;                        apoio a "valores civilizacionais" que em muitos casos&lt;br /&gt;                        deram origem a exactamente o oposto: miséria humana,&lt;br /&gt;                        genocídio, escravatura e exploração em massa das&lt;br /&gt;                        populações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Do ponto de vista histórico, tem sido&lt;br /&gt;                        quase exactamente esse o caso.&lt;br /&gt;                        Recuando no tempo até à época da Bíblia, os intelectuais&lt;br /&gt;                        que mais tarde foram chamados "falsos profetas"&lt;br /&gt;                        trabalhavam para os interesses específicos de quem&lt;br /&gt;                        estava no poder.&lt;br /&gt;                        Sabemos que existiam intelectuais dissidentes naquela&lt;br /&gt;                        época, e que esses tinham uma visão alternativa do&lt;br /&gt;                        mundo. Foram mais tarde chamados "profetas" – uma&lt;br /&gt;                        tradução dúbia de um mundo obscuro. Esses intelectuais&lt;br /&gt;                        foram marginalizados, torturados ou exilados. As coisas&lt;br /&gt;                        não mudaram muito na nossa época. Os intelectuais&lt;br /&gt;                        dissidentes continuam marginalizados pela maioria das&lt;br /&gt;                        sociedades e, em lugares como El Salvador, são&lt;br /&gt;                        simplesmente chacinados.&lt;br /&gt;                        Foi isso que aconteceu com arcebispo Romero e os seis&lt;br /&gt;                        intelectuais jesuítas executados por tropas de elite&lt;br /&gt;                        treinadas [nos EUA], armadas e suportadas pelos nossos&lt;br /&gt;                        impostos. Um jesuíta salvadorenho comentou acertadamente&lt;br /&gt;                        no seu diário que no seu país Václav Havel (antigo&lt;br /&gt;                        prisioneiro político que se tomou presidente da&lt;br /&gt;                        Checoslováquia), por exemplo, não teria sido preso;&lt;br /&gt;                        teria sido esquartejado e abandonado à beira da estrada.&lt;br /&gt;                        Václav Havel, que se tornou no dissidente preferido do&lt;br /&gt;                        Ocidente, recompensou generosamente os seus apoiantes no&lt;br /&gt;                        Ocidente ao dirigir-se ao Congresso dos EUA algumas&lt;br /&gt;                        semanas após o assassinato dos seis jesuítas em El&lt;br /&gt;                        Salvador. Em vez de demonstrar solidariedade para com os&lt;br /&gt;                        camaradas dissidentes em El Salvador, louvou e enalteceu&lt;br /&gt;                        o Congresso, a quem chamou de "defensores da liberdade".&lt;br /&gt;                        O escândalo é tão óbvio que não precisa de comentário.&lt;br /&gt;                        Um simples teste mostrará como este escândalo é&lt;br /&gt;                        extraordinário. Consideremos, por exemplo, o seguinte&lt;br /&gt;                        caso imaginário: um comunista negro americano ir à&lt;br /&gt;                        (então) União Soviética, pouco tempo depois de seis&lt;br /&gt;                        eminentes intelectuais checos terem sido assassinados&lt;br /&gt;                        por forças de segurança treinadas e armadas pelos&lt;br /&gt;                        russos. Ele dirige-se à Duma, elogiando os deputados&lt;br /&gt;                        enquanto "defensores da liberdade". A reacção dos&lt;br /&gt;                        intelectuais e políticos aqui nos Estados Unidos seria&lt;br /&gt;                        rápida e previsível. Ele seria denunciado por apoiar um&lt;br /&gt;                        regime assassino. Os intelectuais americanos deviam&lt;br /&gt;                        perguntar-se por que razão reagiram com tal êxtase ao&lt;br /&gt;                        incrível desempenho de Havel, que é bastante comparável&lt;br /&gt;                        a esta situação imaginária.&lt;br /&gt;                        Quantos intelectuais americanos já leram alguma coisa&lt;br /&gt;                        sobre os intelectuais da América Central assassinados&lt;br /&gt;                        por exércitos sancionados pelos EUA? Ou ouvido falar de&lt;br /&gt;                        Dom Hélder Câmara – o bispo brasileiro defensor das&lt;br /&gt;                        causas dos pobres do Brasil? O facto de que a maioria&lt;br /&gt;                        deles teria dificuldade em dizer os nomes dos&lt;br /&gt;                        dissidentes das tiranias brutais da América Latina – e&lt;br /&gt;                        de outros locais – apoiados por nós, e cujas "forças da&lt;br /&gt;                        ordem" são treinadas por nós, proporciona uma visão&lt;br /&gt;                        interessante da nossa cultura.&lt;br /&gt;                        Para além de uma educação intelectualmente&lt;br /&gt;                        domesticadora, os factos inconvenientes ao sistema&lt;br /&gt;                        doutrinado são sumariamente ignorados. É como se não&lt;br /&gt;                        existissem. São simplesmente suprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – Esta construção social do não ver&lt;br /&gt;                        caracteriza esses intelectuais, descritos por Paulo&lt;br /&gt;                        Freire como educadores que reclamam uma postura&lt;br /&gt;                        científica e que "poderiam tentar esconder-se no que&lt;br /&gt;                        [eles] consideram a neutralidade da investigação&lt;br /&gt;                        científica, indiferentes ao modo como as [suas]&lt;br /&gt;                        invenções são utilizadas, desinteressados até em&lt;br /&gt;                        considerar para quem ou para que interesses estão a&lt;br /&gt;                        trabalhar" [1] . Segundo Freire, em nome da&lt;br /&gt;                        objectividade, esses intelectuais "poderiam tratar a&lt;br /&gt;                        sociedade em estudo como se [eles próprios] não fizessem&lt;br /&gt;                        parte dela. Na [sua] celebrada neutralidade, [eles&lt;br /&gt;                        poderiam] abordar esse mundo como se usassem `luvas e&lt;br /&gt;                        máscaras' para não contaminarem nem serem contaminados&lt;br /&gt;                        por ela". Eu acrescentaria que esses intelectuais não só&lt;br /&gt;                        usam "luvas e máscaras", mas também viseiras, para&lt;br /&gt;                        evitarem ver o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Não sei se concordo com esse ataque e&lt;br /&gt;                        crítica pós-moderna à objectividade. A objectividade não&lt;br /&gt;                        é algo que possamos rejeitar. Pelo contrário, deveríamos&lt;br /&gt;                        trabalhar muito para a abarcar na nossa procura da&lt;br /&gt;                        verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – Não discordo. A minha crítica da&lt;br /&gt;                        objectividade não pretende rejeitá-la. O que deve ser&lt;br /&gt;                        questionado é a capa de objectividade utilizada por&lt;br /&gt;                        muitos intelectuais para evitar incorporar nas suas&lt;br /&gt;                        análises factores inconvenientes e que possam expor a&lt;br /&gt;                        sua cumplicidade na supressão da verdade ao serviço da&lt;br /&gt;                        ideologia dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Sim. A pretensão da objectividade&lt;br /&gt;                        enquanto meio de distorção e desinformação a serviço do&lt;br /&gt;                        sistema doutrinal deve ser firmemente condenada. Essa&lt;br /&gt;                        atitude intelectual é muito mais facilmente mantida nas&lt;br /&gt;                        ciências sociais, porque os constrangimentos impostos&lt;br /&gt;                        aos investigadores pelo mundo exterior são muito mais&lt;br /&gt;                        fracos.&lt;br /&gt;                        A compreensão é muito mais superficial e os problemas a&lt;br /&gt;                        analisar são muito mais obscuros e complexos. O&lt;br /&gt;                        resultado é que é muito mais fácil ignorar simplesmente&lt;br /&gt;                        coisas que não se quer ouvir. Existe uma diferença&lt;br /&gt;                        marcada entre as ciências naturais e as ciências&lt;br /&gt;                        sociais.&lt;br /&gt;                        Nas ciências naturais, os factos da natureza não deixam&lt;br /&gt;                        o investigador ignorar com tanta facilidade coisas que&lt;br /&gt;                        entrem em conflito com crenças favorecidas e é mais&lt;br /&gt;                        difícil perpetuar erros. Uma vez que nas ciências&lt;br /&gt;                        naturais as experiências são replicadas, é mais fácil&lt;br /&gt;                        expor os erros. Existe uma disciplina interna que&lt;br /&gt;                        orienta as diligências intelectuais. Ainda assim, não&lt;br /&gt;                        existe uma garantia clara de que mesmo a mais séria&lt;br /&gt;                        pesquisa conduza à verdade.&lt;br /&gt;                        Regressemos ao ponto inicial: as escolas evitam verdades&lt;br /&gt;                        importantes. É da responsabilidade intelectual dos&lt;br /&gt;                        professores – e de qualquer indivíduo honesto – procurar&lt;br /&gt;                        dizer a verdade. Isto não é, certamente, controverso. É&lt;br /&gt;                        um imperativo moral procurar e dizer a verdade, na&lt;br /&gt;                        medida das possibilidades, acerca de coisas relevantes,&lt;br /&gt;                        ao público certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        PERDA DE TEMPO DIZER A VERDADE AO PODER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        É uma perda de tempo dizer a verdade ao poder, no&lt;br /&gt;                        sentido literal das palavras, e o esforço de o fazer&lt;br /&gt;                        pode frequentemente ser uma forma de auto-complacência.&lt;br /&gt;                        A meu ver, é uma perda de tempo e um empreendimento&lt;br /&gt;                        inútil dizer a verdade a pessoas como Henry Kissinger ou&lt;br /&gt;                        o Presidente do Conselho de Administração da AT&amp;T, ou&lt;br /&gt;                        outros que exerçam poder em instituições com políticas&lt;br /&gt;                        de coerção – a maioria deles já conhecem estas verdades.&lt;br /&gt;                        Gostaria de justificar o que acabei de dizer. Se e&lt;br /&gt;                        quando as pessoas que exercem o poder nas respectivas&lt;br /&gt;                        funções institucionais se dissociam do ambiente&lt;br /&gt;                        institucional e se tornam seres humanos, agentes morais,&lt;br /&gt;                        nessa altura podem juntar-se ao resto das pessoas. Mas&lt;br /&gt;                        não vale a pena dialogar com eles no seu papel de&lt;br /&gt;                        indivíduos detentores de poder. É um desperdício de&lt;br /&gt;                        tempo. Vale tanto a pena dizer a verdade ao poder quanto&lt;br /&gt;                        ao pior e mais criminoso dos tiranos, que também será um&lt;br /&gt;                        ser humano, independentemente de quão terríveis sejam as&lt;br /&gt;                        suas acções. Dizer a verdade ao poder não é uma vocação&lt;br /&gt;                        particularmente honrosa.&lt;br /&gt;                        Deve-se procurar um público que interesse. Para os&lt;br /&gt;                        professores, esse público são os estudantes. Estes não&lt;br /&gt;                        devem ser vistos como uma mera audiência, mas como&lt;br /&gt;                        fazendo parte de uma comunidade de interesse partilhado,&lt;br /&gt;                        na qual esperamos poder participar de um modo&lt;br /&gt;                        construtivo. Não devemos falar para, mas com. Isso é&lt;br /&gt;                        algo que já se tornou uma segunda natureza em qualquer&lt;br /&gt;                        bom professor, e também o deveria ser em qualquer&lt;br /&gt;                        escritor ou intelectual. Um bom professor sabe que a&lt;br /&gt;                        melhor maneira de ajudar os alunos a aprender é&lt;br /&gt;                        deixá-los descobrir a verdade por eles próprios. Os&lt;br /&gt;                        estudantes não aprendem por mera transferência de&lt;br /&gt;                        conhecimento através da memorização mecânica e posterior&lt;br /&gt;                        regurgitação.&lt;br /&gt;                        O verdadeiro conhecimento vem através da descoberta da&lt;br /&gt;                        verdade e não através da imposição de uma verdade&lt;br /&gt;                        oficial. Isso nunca conduz ao desenvolvimento do&lt;br /&gt;                        pensamento crítico e independente. Todos os professores&lt;br /&gt;                        têm a obrigação de ajudar os estudantes a descobrir a&lt;br /&gt;                        verdade e não suprimir informação e conhecimentos que&lt;br /&gt;                        possam ser embaraçosos para as pessoas ricas e poderosas&lt;br /&gt;                        que criam, concebem e fazem as políticas das escolas.&lt;br /&gt;                        Vejamos mais de perto o que significa ensinar a verdade&lt;br /&gt;                        e as pessoas distinguirem mentiras de verdades. Eu acho&lt;br /&gt;                        que não é preciso mais do que bom senso, o mesmo bom&lt;br /&gt;                        senso que nos permite adoptar uma posição crítica&lt;br /&gt;                        perante os sistemas de propaganda das nações que&lt;br /&gt;                        consideramos nossas inimigas. Já sugeri antes que os&lt;br /&gt;                        eminentes intelectuais estadunidenses não seriam capazes&lt;br /&gt;                        de nomear nenhum dissidente conhecido das tiranias da&lt;br /&gt;                        esfera do nosso controle, por exemplo El Salvador.&lt;br /&gt;                        Contudo, esses mesmos intelectuais não teriam qualquer&lt;br /&gt;                        dificuldade em fornecer uma longa lista de dissidentes&lt;br /&gt;                        da antiga União Soviética. Também não teriam qualquer&lt;br /&gt;                        problema em distinguir mentiras da verdade e em&lt;br /&gt;                        reconhecer as distorções e perversões que são usadas&lt;br /&gt;                        para proteger a população da verdade nos regimes&lt;br /&gt;                        inimigos. As competências críticas que eles utilizam&lt;br /&gt;                        para desmascarar as falsidades propagadas nas nações a&lt;br /&gt;                        que chamam "hostis" desaparecem quando se trata de&lt;br /&gt;                        criticar o nosso próprio governo e as tiranias por nós&lt;br /&gt;                        suportadas. As classes instruídas têm essencialmente&lt;br /&gt;                        apoiado o aparelho de propaganda ao longo da história, e&lt;br /&gt;                        quando desvios da doutrina são reprimidos ou&lt;br /&gt;                        marginalizados, a máquina propagandística tem geralmente&lt;br /&gt;                        grande sucesso. Isso foi bem compreendido por Hitler e&lt;br /&gt;                        por Stalin, e até hoje tanto sociedades abertas como&lt;br /&gt;                        fechadas procuram e recompensam a cumplicidade da classe&lt;br /&gt;                        instruída.&lt;br /&gt;                        A classe instruída tem sido denominada uma "classe&lt;br /&gt;                        especializada", um pequeno grupo de pessoas que&lt;br /&gt;                        analisam, executam, tomam decisões e gerem as coisas nos&lt;br /&gt;                        sistemas político, económico e ideológico. A classe&lt;br /&gt;                        especializada é geralmente composta por uma pequena&lt;br /&gt;                        percentagem da população; eles têm de ser protegidos do&lt;br /&gt;                        grosso da população, a quem Walter Lippmann chamou de&lt;br /&gt;                        "rebanho desnorteado". Esta classe especializada leva a&lt;br /&gt;                        cabo as "funções executivas", o que significa que são&lt;br /&gt;                        eles que pensam, planejam e percebem os "interesses&lt;br /&gt;                        comuns", que para eles são os interesses da classe&lt;br /&gt;                        empresarial. A grande maioria das pessoas, o "rebanho&lt;br /&gt;                        desnorteado", devem funcionar na nossa democracia como&lt;br /&gt;                        "espectadores", não como "participantes na acção", de&lt;br /&gt;                        acordo com as crenças liberais democráticas que Lippmann&lt;br /&gt;                        articula com clareza. Na nossa democracia, de vez em&lt;br /&gt;                        quando é permitido aos membros do "rebanho desnorteado"&lt;br /&gt;                        participar na aprovação de um líder através daquilo a&lt;br /&gt;                        que chamamos "eleição". Mas, uma vez confirmado um ou&lt;br /&gt;                        outro membro da classe especializada, devem retirar-se e&lt;br /&gt;                        voltar a ser espectadores.&lt;br /&gt;                        Quando o "rebanho desnorteado" tenta ser mais do que&lt;br /&gt;                        simples espectadores, quando as pessoas tentam tomar-se&lt;br /&gt;                        participantes nas acções democráticas, a classe&lt;br /&gt;                        especializada reage àquilo que chama "crise de&lt;br /&gt;                        democracia". E por isso que existiu tanto ódio entre as&lt;br /&gt;                        elites dos anos 1960, quando grupos de pessoas que&lt;br /&gt;                        historicamente sempre foram marginalizadas se começaram&lt;br /&gt;                        a organizar e a interferir com as políticas da classe&lt;br /&gt;                        especializada, em particular na guerra do Vietnam, mas&lt;br /&gt;                        também na política social interna.&lt;br /&gt;                        Uma das formas de controlar o "rebanho desnorteado" é&lt;br /&gt;                        seguir a concepção da Comissão Trilateral das escolas&lt;br /&gt;                        enquanto instituições responsáveis pela "doutrinação dos&lt;br /&gt;                        jovens". Os membros do "rebanho desnorteado" devem ser&lt;br /&gt;                        profundamente doutrinados nos valores e interesses&lt;br /&gt;                        corporativos privados e controlados pelo estado. Aqueles&lt;br /&gt;                        que são bem sucedidos em instruir-se nos valores da&lt;br /&gt;                        ideologia dominante e que provam a sua lealdade ao&lt;br /&gt;                        sistema doutrinal podem tornar-se parte da classe&lt;br /&gt;                        especializada. O resto do "rebanho desnorteado" deve ser&lt;br /&gt;                        mantido na linha, longe de problemas e mantendo-se&lt;br /&gt;                        sempre, quando muito, espectadores da acção e distraídos&lt;br /&gt;                        das verdadeiras questões que interessam. A classe&lt;br /&gt;                        instruída considera-os demasiado estúpidos para gerirem&lt;br /&gt;                        os seus próprios assuntos, e por isso precisam da classe&lt;br /&gt;                        especializada para se assegurarem de que não terão a&lt;br /&gt;                        oportunidade de agir com base nos seus "equívocos".&lt;br /&gt;                        Segundo a classe especializada, os 70 por cento das&lt;br /&gt;                        pessoas que consideram que a Guerra do Vietnam foi&lt;br /&gt;                        moralmente errada devem ser protegidos dos seus&lt;br /&gt;                        "equívocos" ao oporem-se à guerra: eles devem acreditar&lt;br /&gt;                        na opinião oficial de que a Guerra do Vietnam foi apenas&lt;br /&gt;                        um erro.&lt;br /&gt;                        Para proteger o "rebanho desnorteado" de si próprio e&lt;br /&gt;                        dos seus "equívocos", numa sociedade aberta a classe&lt;br /&gt;                        especializada precisa de se virar cada vez mais para a&lt;br /&gt;                        técnica da propaganda, para a qual se usa o eufemismo&lt;br /&gt;                        "relações públicas". Por outro lado, em estados&lt;br /&gt;                        totalitários o "rebanho desnorteado" é mantido no lugar&lt;br /&gt;                        por um martelo que paira sobre as suas cabeças, e se&lt;br /&gt;                        alguém se desvia, tem sua cabeça esmagada. Uma sociedade&lt;br /&gt;                        democrática não se pode apoiar na força bruta para&lt;br /&gt;                        controlar a população. Por isso, é preciso confiar mais&lt;br /&gt;                        na propaganda como forma de controlar a mente pública. A&lt;br /&gt;                        classe instruída toma-se indispensável na diligência de&lt;br /&gt;                        controle da mente e as escolas têm um papel importante&lt;br /&gt;                        neste processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – As suas declarações sugerem, e eu&lt;br /&gt;                        concordo, que nas sociedades abertas a censura está, em&lt;br /&gt;                        grande parte, integrada no tecido do qual depende a&lt;br /&gt;                        propaganda e a sua tentativa de "controlar a mente&lt;br /&gt;                        pública". Porém, na minha perspectiva, a censura numa&lt;br /&gt;                        sociedade aberta difere substancialmente da forma de&lt;br /&gt;                        censura exercida em sociedades totalitárias. O que eu&lt;br /&gt;                        tenho observado nos Estados Unidos é que a censura não&lt;br /&gt;                        só se manifesta de um modo diferente, mas também que&lt;br /&gt;                        depende de uma forma de auto-censura. Quais são os&lt;br /&gt;                        papéis dos meios de comunicação social e da educação&lt;br /&gt;                        neste processo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Aquilo que você chamou de auto-censura&lt;br /&gt;                        começa em muito tenra idade, através de um processo de&lt;br /&gt;                        socialização que é também uma forma de doutrinação que&lt;br /&gt;                        funciona contra o pensamento independente, em favor da&lt;br /&gt;                        obediência. As escolas funcionam como um mecanismo para&lt;br /&gt;                        essa socialização. O objectivo é evitar que as pessoas&lt;br /&gt;                        façam as perguntas que interessam acerca de questões&lt;br /&gt;                        importantes que as afectam directamente, a elas e a&lt;br /&gt;                        outros. Nas escolas não se aprendem apenas conteúdos.&lt;br /&gt;                        Como já mencionei, se quiser tornar-se um professor de&lt;br /&gt;                        matemática, não basta aprender muita matemática.&lt;br /&gt;                        Adicionalmente é preciso aprender como se comportar,&lt;br /&gt;                        como se vestir de um modo apropriado, que tipos de&lt;br /&gt;                        questões podem ser levantadas, como encaixar (ou seja,&lt;br /&gt;                        como se adaptar), etc. Se mostrar demasiada&lt;br /&gt;                        independência e questionar o código da sua profissão com&lt;br /&gt;                        demasiada frequência, o mais provável é ser excluído do&lt;br /&gt;                        sistema de privilégios.&lt;br /&gt;                        Assim, rapidamente aprende que, para ter êxito, tem que&lt;br /&gt;                        servir os interesses do sistema doutrinal. Tem que ficar&lt;br /&gt;                        calado e instilar nos seus estudantes as crenças e&lt;br /&gt;                        doutrinas que servirão os interesses daqueles que detêm&lt;br /&gt;                        o verdadeiro poder. A classe empresarial e os seus&lt;br /&gt;                        interesses privados são representados pelo elo&lt;br /&gt;                        estado-empresa. Mas as escolas estão longe de ser o&lt;br /&gt;                        único instrumento de doutrinação. Outras instituições se&lt;br /&gt;                        conjugam para reforçar o processo de doutrinação.&lt;br /&gt;                        Vejamos aquilo que nos impingem pela televisão.&lt;br /&gt;                        Pedem-nos para assistirmos a um conjunto de programas&lt;br /&gt;                        vazios, concebidos como entretenimento, mas desenhados&lt;br /&gt;                        para desviar a atenção das pessoas dos seus verdadeiros&lt;br /&gt;                        problemas ou de identificarem as fontes dos seus&lt;br /&gt;                        problemas. Assim, esses programas vazios socializam o&lt;br /&gt;                        espectador, para que se torne num consumidor passivo.&lt;br /&gt;                        Uma das formas de gerir uma vida frustrada é comprar&lt;br /&gt;                        cada vez mais coisas. Os programas exploram as&lt;br /&gt;                        necessidades emocionais das pessoas e mantêm-nas&lt;br /&gt;                        desligadas das necessidades dos outros. A medida que os&lt;br /&gt;                        espaços públicos se desintegram, as escolas e os poucos&lt;br /&gt;                        espaços públicos que restam trabalham para tornar as&lt;br /&gt;                        pessoas boas consumidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo: Isso ajusta-se à super glorificação do&lt;br /&gt;                        individualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Não concordo. Não o vejo como uma forma&lt;br /&gt;                        de individualismo. O individualismo, no seu melhor,&lt;br /&gt;                        exige alguma forma de responsabilidade pelas próprias&lt;br /&gt;                        acções. Esta forma vazia de entretenimento encoraja as&lt;br /&gt;                        pessoas a submeterem-se e deixarem-se guiar&lt;br /&gt;                        essencialmente pela emoção e pelo impulso. O impulso é&lt;br /&gt;                        consumir mais, ser um bom consumidor. Nesse sentido, os&lt;br /&gt;                        meios de comunicação social, as escolas e a cultura&lt;br /&gt;                        popular dividem-se entre aqueles que possuem&lt;br /&gt;                        racionalidade, e são os que planejam e tomam as decisões&lt;br /&gt;                        na sociedade, e o resto das pessoas. E para terem&lt;br /&gt;                        sucesso, aqueles que possuem racionalidade e se juntam à&lt;br /&gt;                        classe especializada têm que criar "ilusões necessárias"&lt;br /&gt;                        e "maniqueísmos emocionalmente potentes", de acordo com&lt;br /&gt;                        as palavras de Reinhold Niehbur, para proteger o&lt;br /&gt;                        "rebanho desnorteado" – o simplório ingénuo – da&lt;br /&gt;                        importunação da complexidade dos problemas reais, que de&lt;br /&gt;                        qualquer modo não conseguiriam resolver. O objectivo é&lt;br /&gt;                        manter as pessoas isoladas das verdadeiras questões e&lt;br /&gt;                        umas das outras. Qualquer tentativa de organizar ou&lt;br /&gt;                        estabelecer ligações com o colectivo tem de ser&lt;br /&gt;                        esmagada. Tal como nos estados totalitários, a censura é&lt;br /&gt;                        muito real nas sociedades abertas, apesar de assumir&lt;br /&gt;                        formas diferentes. Perguntas que são ofensivas ou&lt;br /&gt;                        embaraçosas para o sistema doutrinal são interditadas.&lt;br /&gt;                        As informações inconvenientes são suprimidas. Não é&lt;br /&gt;                        preciso ir muito longe para se chegar a esta conclusão,&lt;br /&gt;                        basta analisar de uma forma honesta aquilo que é&lt;br /&gt;                        noticiado nos meios de comunicação social e aquilo que é&lt;br /&gt;                        deixado de fora; tentar entender honestamente qual a&lt;br /&gt;                        informação permitida nas escolas e qual a proibida.&lt;br /&gt;                        Qualquer pessoa com uma inteligência média consegue&lt;br /&gt;                        perceber como os meios de comunicação social manipulam e&lt;br /&gt;                        censuram a informação que consideram inconveniente. Pode&lt;br /&gt;                        dar algum trabalho descobrir as distorções e a ocultação&lt;br /&gt;                        da informação. Mas a única coisa que é preciso é o&lt;br /&gt;                        desejo de conhecer a verdade.&lt;br /&gt;                        Não existe razão para os intelectuais não conseguirem&lt;br /&gt;                        tomar a mesma posição perante os nossos protectorados na&lt;br /&gt;                        América Latina que tomam perante os domínios inimigos.&lt;br /&gt;                        Para isso basta a vontade de utilizar a mesma&lt;br /&gt;                        inteligência e bom senso que utilizam ao analisar e&lt;br /&gt;                        dissecar as atrocidades cometidas pelos nossos inimigos.&lt;br /&gt;                        Se as escolas estivessem ao serviço do público em geral,&lt;br /&gt;                        estariam fornecendo às pessoas técnicas de auto-defesa,&lt;br /&gt;                        mas isso significaria ensinar a verdade acerca do mundo&lt;br /&gt;                        e da sociedade. Iriam dedicar-se com mais energia e&lt;br /&gt;                        aplicação exactamente ao tipo de coisas que estamos&lt;br /&gt;                        discutindo, de modo que as pessoas que cresceram numa&lt;br /&gt;                        sociedade aberta e democrática desenvolveriam técnicas&lt;br /&gt;                        de auto-defesa, não só contra o aparelho propagandístico&lt;br /&gt;                        das sociedades totalitárias controladas pelo Estado, mas&lt;br /&gt;                        também contra o sistema privatizado de propaganda, que&lt;br /&gt;                        inclui as escolas, os meios de comunicação social, a&lt;br /&gt;                        imprensa que determina o que está na ordem do dia e as&lt;br /&gt;                        revistas intelectuais, que essencialmente controlam o&lt;br /&gt;                        empreendimento educativo. Aqueles que exercem o controle&lt;br /&gt;                        sobre o aparelho educativo deveriam ser referidos como&lt;br /&gt;                        uma classe de "comissários". Comissários são os&lt;br /&gt;                        intelectuais que trabalham em primeira linha para a&lt;br /&gt;                        reprodução, legitimação e manutenção da ordem social&lt;br /&gt;                        dominante, da qual colhem benefícios. Os verdadeiros&lt;br /&gt;                        intelectuais têm a obrigação de buscar e dizer a verdade&lt;br /&gt;                        acerca de coisas que são importantes, coisas&lt;br /&gt;                        significativas. Este ponto não se perdeu junto dos&lt;br /&gt;                        intelectuais do Ocidente, que não têm qualquer problema&lt;br /&gt;                        em aplicar princípios morais elementares em casos que&lt;br /&gt;                        envolvam inimigos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo: Isso é uma forma de moralismo selectivo.&lt;br /&gt;                        Participar nesse moralismo selectivo também fornece a&lt;br /&gt;                        esses comissários a base racional para justificar a sua&lt;br /&gt;                        cumplicidade com aquilo a que Theodor Adorno chamou&lt;br /&gt;                        "recusa teimosa de ver". Eu vivi em duas ditaduras muito&lt;br /&gt;                        diferentes, a de António Salazar, em Portugal, e a de&lt;br /&gt;                        Francisco Franco, na Espanha, e a censura nesses regimes&lt;br /&gt;                        totalitários era crua, inequívoca e policiada. A&lt;br /&gt;                        experiência que tenho da censura na democracia dos EUA é&lt;br /&gt;                        de que esta é muito mais difusa e frequentemente&lt;br /&gt;                        exercida de uma forma subliminar ou através dos colegas&lt;br /&gt;                        (incluindo os estudantes) no contexto do trabalho.&lt;br /&gt;                        Por falar em democracia, não é irónico que nos Estados&lt;br /&gt;                        Unidos – um país que se considera a primeira e mais&lt;br /&gt;                        democrática sociedade do Primeiro Mundo – as escolas&lt;br /&gt;                        continuem a ser extremamente antidemocráticas? Elas&lt;br /&gt;                        continuam antidemocráticas não só nas suas estruturas&lt;br /&gt;                        administrativas (por exemplo, os directores são nomeados&lt;br /&gt;                        e não eleitos), mas também enquanto locais que&lt;br /&gt;                        reproduzem a ideologia dominante, que por seu lado&lt;br /&gt;                        desencoraja o pensamento crítico e independente. Dada a&lt;br /&gt;                        natureza antidemocrática das escolas, como pode a&lt;br /&gt;                        educação estimular o pensamento crítico em termos de&lt;br /&gt;                        criatividade, curiosidade e necessidades dos estudantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Existiam alternativas ao actual sistema&lt;br /&gt;                        escolar antidemocrático que acabou de mencionar. Por&lt;br /&gt;                        exemplo, eu tive a sorte de estudar numa escola baseada&lt;br /&gt;                        em ideais democráticos, onde a influência das ideias de&lt;br /&gt;                        John Dewey se sentiam fortemente e onde as crianças eram&lt;br /&gt;                        encorajadas a estudar e investigar enquanto processo de&lt;br /&gt;                        descoberta da verdade por elas próprias. Qualquer escola&lt;br /&gt;                        que tenha de impor o ensino da democracia já é suspeita.&lt;br /&gt;                        Quanto menos democrática é uma escola, mais necessidade&lt;br /&gt;                        tem de ensinar ideias democráticas. Se as escolas fossem&lt;br /&gt;                        realmente democráticas, no sentido de oferecerem às&lt;br /&gt;                        crianças as oportunidades de terem a experiência da&lt;br /&gt;                        democracia na prática, não sentiriam a necessidade de as&lt;br /&gt;                        doutrinar com lugares-comuns sobre a democracia. De&lt;br /&gt;                        novo, eu me sinto um felizardo por a minha experiência&lt;br /&gt;                        escolar não se ter baseado na memorização de falsidades&lt;br /&gt;                        sobre quão maravilhosa era a nossa democracia. A&lt;br /&gt;                        influência de Dewey não se estendeu a todas as escolas,&lt;br /&gt;                        apesar de ele ter sido uma figura eminente do&lt;br /&gt;                        liberalismo norte-americano e um dos principais&lt;br /&gt;                        filósofos do século XX.&lt;br /&gt;                        Também me lembro que, quando moço, fui conselheiro num&lt;br /&gt;                        campo de férias, e presenciei com frequência o sucesso&lt;br /&gt;                        de um processo de doutrinação semelhante ao da recitação&lt;br /&gt;                        do Juramento de Fidelidade que você descreveu há pouco.&lt;br /&gt;                        Lembro-me de ver crianças emocionando-se muito, a ponto&lt;br /&gt;                        de chorarem, ao recitarem as canções patrióticas&lt;br /&gt;                        hebraicas que nem sequer compreendiam. Algumas das&lt;br /&gt;                        crianças diziam as palavras completamente erradas, mas&lt;br /&gt;                        isso não reduzia o seu estado emocional. O verdadeiro&lt;br /&gt;                        ensino democrático não gira em torno da instilação do&lt;br /&gt;                        patriotismo ou da memorização mecânica dos ideais da&lt;br /&gt;                        democracia. Nós sabemos que os estudantes não aprendem&lt;br /&gt;                        dessa maneira. A verdadeira aprendizagem ocorre quando&lt;br /&gt;                        os estudantes são convidados a descobrir por eles&lt;br /&gt;                        próprios a natureza da democracia e o seu funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        A melhor maneira de descobrir como funciona uma&lt;br /&gt;                        democracia funcional é praticá-la.&lt;br /&gt;                        E isso as escolas não fazem muito bem. Uma boa medida do&lt;br /&gt;                        funcionamento de uma democracia nas escolas e na&lt;br /&gt;                        sociedade é o grau de aproximação entre a teoria e a&lt;br /&gt;                        realidade, e é sabido que tanto nas escolas como na&lt;br /&gt;                        sociedade existe um grande abismo entre as duas.&lt;br /&gt;                        Em teoria, numa democracia todos os indivíduos podem&lt;br /&gt;                        participar em decisões que têm a ver com as suas vidas,&lt;br /&gt;                        determinando como são obtidos e utilizados os recursos&lt;br /&gt;                        públicos, que política externa a sociedade deveria&lt;br /&gt;                        seguir e assim por diante. Um teste simples mostrará o&lt;br /&gt;                        abismo entre a teoria, que diz que todos os indivíduos&lt;br /&gt;                        podem participar nas decisões que envolvem as suas&lt;br /&gt;                        vidas, e a prática, em que o poder concentrado pelo&lt;br /&gt;                        governo funciona como um limitador da capacidade dos&lt;br /&gt;                        indivíduos e grupos de gerirem os seus próprios assuntos&lt;br /&gt;                        ou, por exemplo, de determinarem a forma da política&lt;br /&gt;                        externa que querem adoptar.&lt;br /&gt;                        Tomemos os presentes bombardeio em Kosovo e no Iraque. A&lt;br /&gt;                        situação no Kosovo antes do bombardeio de 24 de Março&lt;br /&gt;                        [de 1999] era, no mínimo, terrível. No dia 24 de Março&lt;br /&gt;                        começou o bombardeio e em poucos dias apareceram&lt;br /&gt;                        milhares de refugiados vindos de Kosovo e houve um&lt;br /&gt;                        aumento dramático de estupros, matanças em massa e&lt;br /&gt;                        tortura – uma consequência directa e previsível do&lt;br /&gt;                        bombardeio que foi executado com a declarada intenção de&lt;br /&gt;                        ser um esforço humanitário para proteger a população de&lt;br /&gt;                        etnia albanesa. Bom, não é preciso um grande esforço&lt;br /&gt;                        para perceber que uma situação que era terrível se&lt;br /&gt;                        tornou catastrófica depois do bombardeio, que uma&lt;br /&gt;                        situação horrível no Kosovo acabou ganhando proporções&lt;br /&gt;                        catastróficas depois da "intervenção humanitária" da&lt;br /&gt;                        NATO. Seguindo a Declaração Universal de Direitos&lt;br /&gt;                        Humanos, a NATO reclamou o direito a uma "intervenção&lt;br /&gt;                        humanitária" para por fim à limpeza étnica de albaneses.&lt;br /&gt;                        Como podemos ver, os bombardeios da NATO conduziram&lt;br /&gt;                        directamente a um aumento radical na limpeza étnica e da&lt;br /&gt;                        carnificina no Kosovo: conduziram a um forte aumento dos&lt;br /&gt;                        assassinatos, estupros e tortura de pessoas de etnia&lt;br /&gt;                        albanesa, o que não constitui grande surpresa. De facto,&lt;br /&gt;                        o comandante da NATO, General Wesley Clark, informou&lt;br /&gt;                        imediatamente à imprensa que este seria um efeito&lt;br /&gt;                        "inteiramente previsível" do bombardeio.&lt;br /&gt;                        Se fôssemos aplicar a mesma linha de argumentação que&lt;br /&gt;                        justificou a "intervenção humanitária" no Kosovo, a NATO&lt;br /&gt;                        deveria bombardear outros países, por exemplo a&lt;br /&gt;                        Colômbia, e também um dos seus membros, a Turquia. De&lt;br /&gt;                        acordo com estimativas do Departamento de Estado dos&lt;br /&gt;                        EUA, a taxa anual de assassinatos políticos praticados&lt;br /&gt;                        pelo Estado e pelo respectivo aparelho paramilitar na&lt;br /&gt;                        Colômbia está quase no mesmo nível que no Kosovo antes&lt;br /&gt;                        dos bombardeios da NATO, e há aproximadamente um milhão&lt;br /&gt;                        de refugiados fugindo dessas atrocidades. Com o aumento&lt;br /&gt;                        da violência nos anos 1990, a Colômbia tornou-se o&lt;br /&gt;                        principal destinatário de armas e treino estadunidenses&lt;br /&gt;                        no hemisfério ocidental e essa assistência está a&lt;br /&gt;                        aumentar sob o pretexto de uma "guerra contra a droga",&lt;br /&gt;                        rejeitado por todos os observadores sérios. A&lt;br /&gt;                        administração Clinton foi particularmente generosa nos&lt;br /&gt;                        elogios ao presidente da Colômbia, César Gaviria, cuja&lt;br /&gt;                        administração foi responsável por "chocantes níveis de&lt;br /&gt;                        violência", de acordo com organizações de defesa dos&lt;br /&gt;                        direitos humanos.&lt;br /&gt;                        No caso da Turquia, a repressão dos curdos nos anos 1990&lt;br /&gt;                        ultrapassa largamente a escala de Kosovo antes dos&lt;br /&gt;                        bombardeios da NATO. Esta atingiu o seu auge em meados&lt;br /&gt;                        da década de 1990: um índice é a fuga de mais de um&lt;br /&gt;                        milhão de curdos da província para a capital oficial&lt;br /&gt;                        curda, Diyarbakir, entre 1990 e 1994, à medida que o&lt;br /&gt;                        exército turco devastava o campo. Em 1994 foram&lt;br /&gt;                        estabelecidos dois recordes: foi o "ano de pior&lt;br /&gt;                        repressão nas províncias curdas" da Turquia, segundo&lt;br /&gt;                        relatos in loco de Jonathan Randal, e o ano em que a&lt;br /&gt;                        Turquia se tomou o "maior importador individual de&lt;br /&gt;                        material de guerra estadunidense e, assim, o maior&lt;br /&gt;                        comprador de armas do mundo". Quando grupos de defesa&lt;br /&gt;                        dos direitos humanos expuseram a utilização de jactos&lt;br /&gt;                        estadunidenses pela Turquia para bombardear aldeias, a&lt;br /&gt;                        administração Clinton usou subterfúgios para contornar&lt;br /&gt;                        leis que exigiam a suspensão da entrega de armamento,&lt;br /&gt;                        tal como fazia na Indonésia e em outros locais. De novo,&lt;br /&gt;                        se seguíssemos a linha de argumentação da Declaração&lt;br /&gt;                        Universal de Direitos Humanos, citada pela NATO como&lt;br /&gt;                        justificação para os bombardeios em Kosovo, a NATO teria&lt;br /&gt;                        justificativas mais que suficientes para bombardear&lt;br /&gt;                        Washington.&lt;br /&gt;                         Vejamos o caso do Laos. Durante muitos anos, milhares&lt;br /&gt;                        de pessoas, na sua maioria crianças e camponeses pobres,&lt;br /&gt;                        foram mortas nas planícies de Jarros, no norte de Laos,&lt;br /&gt;                        aparentemente o cenário do mais violento bombardeio de&lt;br /&gt;                        alvos civis na história – e talvez o mais cruel. O&lt;br /&gt;                        violento ataque de Washington a uma sociedade de&lt;br /&gt;                        camponeses pobres não tem nada a ver com as suas guerras&lt;br /&gt;                        na região. O pior período começou em 1968, quando&lt;br /&gt;                        Washington foi obrigado a iniciar negociações (sob&lt;br /&gt;                        pressões populares e económicas), interrompendo o&lt;br /&gt;                        bombardeio sistemático do Vietnam do Norte. Henry&lt;br /&gt;                        Kissinger e Richard Nixon decidiram então desviar os&lt;br /&gt;                        aviões para o bombardeio do Laos e do Camboja. As mortes&lt;br /&gt;                        deveram-se às "bombies" , pequenas armas anti-pessoais&lt;br /&gt;                        muito piores que minas terrestres: foram concebidas&lt;br /&gt;                        especificamente para matar pessoas sem afectaram&lt;br /&gt;                        caminhões, edifícios etc. A planície ficou cheia de&lt;br /&gt;                        centenas de milhões destes dispositivos assassinos que,&lt;br /&gt;                        de acordo com o fabricante, Honeywell, apresentam uma&lt;br /&gt;                        taxa de falha de detonação de 20 a 30 por cento. Estes&lt;br /&gt;                        números sugerem um controle de qualidade notavelmente&lt;br /&gt;                        fraco ou uma política de assassinato de civis de acção&lt;br /&gt;                        retardada. As bombies foram apenas uma fracção da&lt;br /&gt;                        tecnologia utilizada, que incluiu mísseis avançados que&lt;br /&gt;                        penetravam em cavernas onde famílias procuravam abrigo.&lt;br /&gt;                        Actualmente, a estimativa é de centenas de baixas anuais&lt;br /&gt;                        provocadas por bombies, podendo atingir "uma taxa anual&lt;br /&gt;                        de 20.000 acidentes no país", resultando em morte, em&lt;br /&gt;                        mais da metade dos casos, segundo o relato do veterano&lt;br /&gt;                        correspondente na Ásia, Barry Wain, da edição asiática&lt;br /&gt;                        do Wall Street Journal. Uma estimativa conservadora é,&lt;br /&gt;                        então, que a crise apenas deste ano que passou é&lt;br /&gt;                        aproximadamente comparável a Kosovo antes dos&lt;br /&gt;                        bombardeios. Contudo, as mortes estão muito mais&lt;br /&gt;                        concentradas entre as crianças – mais de metade, segundo&lt;br /&gt;                        as análises publicadas pelo Comité Central Menonita que&lt;br /&gt;                        trabalha na zona desde 1977 para reduzir as contínuas&lt;br /&gt;                        atrocidades.&lt;br /&gt;                        Os meios de comunicação social dos Estados Unidos&lt;br /&gt;                        aplaudiram a intervenção da NATO em Kosovo para impedir&lt;br /&gt;                        a limpeza étnica dos albaneses, apesar de o bombardeio&lt;br /&gt;                        ter aumentado tragicamente a limpeza étnica e outras&lt;br /&gt;                        atrocidades. Mas no caso de Laos, em que somos&lt;br /&gt;                        directamente responsáveis pelas mortes, a reacção dos&lt;br /&gt;                        EUA nada fez. E os meios de comunicação social e os&lt;br /&gt;                        comentaristas mantiveram-se calados, respeitando as&lt;br /&gt;                        normas segundo as quais a guerra no Laos era considerada&lt;br /&gt;                        uma "guerra secreta" – ou seja, bem conhecida, mas&lt;br /&gt;                        abafada, como foi o caso do Camboja a partir de Março de&lt;br /&gt;                        1969. O grau de auto-censura foi extraordinário nessa&lt;br /&gt;                        altura, tal como é actualmente. A relevância deste&lt;br /&gt;                        exemplo chocante é óbvia. Enquanto os meios de&lt;br /&gt;                        comunicação social dos EUA exultaram quando o Tribunal&lt;br /&gt;                        Internacional indiciou Slobodan Milosevic por crimes&lt;br /&gt;                        contra a humanidade, Kissinger, um dos arquitectos da&lt;br /&gt;                        carnificina no Laos, continua livre e é celebrado como&lt;br /&gt;                        "perito" cujo "ponto de vista" sobre os bombardeamentos&lt;br /&gt;                        no Kosovo era ansiosamente procurado pelos meios de&lt;br /&gt;                        comunicação social.&lt;br /&gt;                        No caso do Iraque abundam as atrocidades, com civis&lt;br /&gt;                        iraquianos sendo chacinados por uma forma&lt;br /&gt;                        particularmente maliciosa de guerra biológica. Em 1996,&lt;br /&gt;                        quando questionada sobre a morte de meio milhão de&lt;br /&gt;                        crianças iraquianas em cinco anos, a secretária de&lt;br /&gt;                        Estado Madeleine Albright comentou na Televisão Pública&lt;br /&gt;                        dos Estados Unidos que "nós achamos que o preço vale a&lt;br /&gt;                        pena". De acordo com estimativas actuais, ainda são&lt;br /&gt;                        mortas cerca de 4.000 crianças por mês e o preço "ainda&lt;br /&gt;                        vale a pena".&lt;br /&gt;                        Uma análise mais cuidadosa da Guerra do Golfo revela os&lt;br /&gt;                        mesmos princípios condutores da "intervenção&lt;br /&gt;                        humanitária" ou da intervenção para salvaguardar&lt;br /&gt;                        "democracias" dos EUA em todo o mundo. Os meios de&lt;br /&gt;                        comunicação social e as classes instruídas repetem&lt;br /&gt;                        obedientemente as palavras do presidente George Bush&lt;br /&gt;                        [pai] de que "a posição da América é a mesma de sempre –&lt;br /&gt;                        contra a agressão, contra aqueles que utilizam a força&lt;br /&gt;                        para se sobreporem à lei", apesar de alguns meses antes&lt;br /&gt;                        ele ter violado os princípios da América "contra a&lt;br /&gt;                        agressão, contra aqueles que utilizariam a força para se&lt;br /&gt;                        sobreporem à lei" ao invadir o Panamá. O presidente Bush&lt;br /&gt;                        [pai] foi o único chefe de estado a ser condenado pelo&lt;br /&gt;                        Tribunal Mundial pelo "uso indevido de força" – na&lt;br /&gt;                        guerra dos EUA contra a Nicarágua. A reivindicação de&lt;br /&gt;                        Bush de "altos princípios" foi uma anedota, já que os&lt;br /&gt;                        Estados Unidos não defenderam nenhum alto princípio no&lt;br /&gt;                        Golfo, o mesmo valendo para qualquer estado envolvido. A&lt;br /&gt;                        resposta sem precedentes a Saddam Hussein não se deveu à&lt;br /&gt;                        sua agressão brutal – foi porque ele pisou os calos&lt;br /&gt;                        errados, tal como Manuel Noriega fizera alguns anos&lt;br /&gt;                        antes. Ambos eram rufias que já tinham sido amigos do&lt;br /&gt;                        presidente Bush. Saddam Hussein é um assassino sem&lt;br /&gt;                        escrúpulos – como era antes da Guerra do Golfo, quando&lt;br /&gt;                        era nosso amigo e um dos parceiros comerciais&lt;br /&gt;                        preferidos. A sua invasão do Kuwait foi certamente uma&lt;br /&gt;                        atrocidade, mas não chegou aos pés das atrocidades&lt;br /&gt;                        cometidas com o apoio dos EUA e chegou ao mesmo nível de&lt;br /&gt;                        muitos crimes semelhantes levados a cabo pelos Estados&lt;br /&gt;                        Unidos e os seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        TIMOR-LESTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Por exemplo, a invasão e anexação de Timor-Leste pela&lt;br /&gt;                        Indonésia quase atingiu proporções de genocídio: um&lt;br /&gt;                        quarto da população (700.000) foi morta, um massacre que&lt;br /&gt;                        excedeu o de Pol Plot, comparativamente à população, no&lt;br /&gt;                        mesmo número de anos. Tanto os Estados Unidos como os&lt;br /&gt;                        seus aliados apoiaram estas atrocidades. O ministro dos&lt;br /&gt;                        Negócios Estrangeiros australiano justificou o seu&lt;br /&gt;                        consentimento à invasão e anexação de Timor-Leste&lt;br /&gt;                        dizendo simplesmente que "o mundo é um lugar bastante&lt;br /&gt;                        injusto, cheio de exemplos de aquisição pela força".&lt;br /&gt;                        Contudo, quando o Iraque invadiu o Kuwait, o seu governo&lt;br /&gt;                        denunciou a invasão com uma declaração alto e em bom tom&lt;br /&gt;                        de que os "países grandes não podem invadir vizinhos&lt;br /&gt;                        pequenos e ficar incólumes". As verdadeiras preocupações&lt;br /&gt;                        da política dos EUA no Golfo eram de que as&lt;br /&gt;                        incomparáveis reservas energéticas do Médio Oriente se&lt;br /&gt;                        mantivessem sob o nosso controle e que os enormes lucros&lt;br /&gt;                        por elas produzidos ajudassem a suportar as economias&lt;br /&gt;                        dos Estados Unidos e do seu cliente britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo: É realmente uma constatação triste, a de&lt;br /&gt;                        que apesar de os factos que agora relatou serem tão&lt;br /&gt;                        óbvios, a classe instruída dos EUA, à excepção de uma&lt;br /&gt;                        pequena minoria, ter sido incapaz de estabelecer as&lt;br /&gt;                        ligações históricas necessárias para desenvolver uma&lt;br /&gt;                        compreensão rigorosa do mundo. O vice-presidente Dan&lt;br /&gt;                        Quayle teve uma leitura correcta da Guerra do Golfo,&lt;br /&gt;                        ainda que não intencionalmente, ao descrevê-la como "uma&lt;br /&gt;                        vitória avassaladora para as forças agressoras". O&lt;br /&gt;                        presidente Bush [pai] foi apanhado num lapso freudiano&lt;br /&gt;                        semelhante durante uma entrevista conduzida pela âncora&lt;br /&gt;                        do canal de televisão de Boston, Channel 5, Natalie&lt;br /&gt;                        Jacobson. Ao referir-se à Guerra do Golfo, Bush disse&lt;br /&gt;                        "Cumprimos a nossa agressão" em vez do certamente&lt;br /&gt;                        pretendido "Cumprimos a nossa missão". As palavras&lt;br /&gt;                        aparentemente trocadas de Bush e de Quayle põem a nu a&lt;br /&gt;                        pedagogia das grandes mentiras. As suas declarações&lt;br /&gt;                        capturam com precisão a essência da hipótese colocada&lt;br /&gt;                        por José Ortega y Gasset, de que se aquilo a que&lt;br /&gt;                        chamamos a nossa civilização fosse "deixada em paz" e&lt;br /&gt;                        deixada à mercê de comissários como Henry Kissinger&lt;br /&gt;                        daria origem ao renascimento do primitivismo e do&lt;br /&gt;                        barbarismo.&lt;br /&gt;                        Os seus exemplos do barbarismo no Kosovo, Turquia,&lt;br /&gt;                        Colômbia e Laos apontam para o barbarismo da&lt;br /&gt;                        civilização. Em muitos casos, o alto nível de&lt;br /&gt;                        sofisticação técnica atingido pela nossa assim chamada&lt;br /&gt;                        civilização tem sido utilizado das formas mais bárbaras,&lt;br /&gt;                        como foi provado pela utilização das câmaras de gás nos&lt;br /&gt;                        judeus e os bombardeamentos do Laos e do Camboja. Com&lt;br /&gt;                        certeza não é uma civilização iluminada aquela que se&lt;br /&gt;                        orgulha de reduzir o Iraque a um nível pré-industrial –&lt;br /&gt;                        matar dezenas de milhares de vítimas inocentes,&lt;br /&gt;                        incluindo mulheres e crianças, e mantendo Saddam&lt;br /&gt;                        Hussein, o nosso senhor da guerra, no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – É habitualmente esperado que a acção&lt;br /&gt;                        militar dos EUA deixe o tirano assassino do Iraque no&lt;br /&gt;                        poder, prosseguindo com o seu programa de armamento e&lt;br /&gt;                        minando qualquer inspecção internacional que exista.&lt;br /&gt;                        Também se devia chamar a atenção para o facto de os&lt;br /&gt;                        piores crimes de Saddam terem sido cometidos enquanto&lt;br /&gt;                        ele era um aliado e um parceiro comercial favorecido dos&lt;br /&gt;                        EUA e que, imediatamente depois de ele ter sido expulso&lt;br /&gt;                        do Kuwait, os EUA mantiveram-se como observadores&lt;br /&gt;                        silenciosos enquanto ele chacinava iraquianos rebeldes –&lt;br /&gt;                        primeiro os xiitas e depois os curdos – recusando mesmo&lt;br /&gt;                        o acesso destes às armas capturadas aos iraquianos. As&lt;br /&gt;                        histórias oficiais raramente transmitem uma imagem&lt;br /&gt;                        exacta do que está a acontecer. As histórias oficiais&lt;br /&gt;                        também não criarão as estruturas para desvendar a&lt;br /&gt;                        verdade. Uma educação que busca um mundo democrático&lt;br /&gt;                        deveria fornecer aos estudantes as ferramentas críticas&lt;br /&gt;                        para fazer as ligações que desvendariam as mentiras e os&lt;br /&gt;                        enganos. Em vez de doutrinar os estudantes com mitos&lt;br /&gt;                        democráticos, as escolas deveriam envolvê-los na prática&lt;br /&gt;                        da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo: É pouco provável que as escolas deixem&lt;br /&gt;                        de doutrinar os estudantes com mitos, já que é através&lt;br /&gt;                        do poder da propagação dos mitos que a ideologia&lt;br /&gt;                        dominante tenta abafar a manifestação de uma democracia&lt;br /&gt;                        verdadeiramente cultural e manter a presente hegemonia&lt;br /&gt;                        cultural e económica. Eu concordo consigo quando diz que&lt;br /&gt;                        as escolas deveriam envolver os estudantes na prática da&lt;br /&gt;                        democracia. Contudo, como já apontou diversas vezes,&lt;br /&gt;                        para o conseguir as escolas têm de fornecer aos&lt;br /&gt;                        estudantes as ferramentas críticas para desvendar o&lt;br /&gt;                        conteúdo ideológico dos mitos, para conseguirem começar&lt;br /&gt;                        a compreender melhor porque é que, por exemplo, o&lt;br /&gt;                        professor de David Spritzler e o director da escola, que&lt;br /&gt;                        tinham investido fortemente no sistema doutrinal&lt;br /&gt;                        dominante, se deram ao trabalho de sacrificar os&lt;br /&gt;                        princípios do próprio Juramento de Fidelidade para&lt;br /&gt;                        impedirem Spritzler de viver na verdade, uma vez que&lt;br /&gt;                        indivíduos que querem viver na verdade representam uma&lt;br /&gt;                        ameaça real ao sistema doutrinal dominante e devem ser&lt;br /&gt;                        eliminados ou, pelo menos, neutralizados.&lt;br /&gt;                        Por isso, não devemos ficar surpresos com o facto de o&lt;br /&gt;                        professor e o director tentarem impedir David Spritzler&lt;br /&gt;                        de apontar a hipocrisia e a diferença de classes na&lt;br /&gt;                        nossa sociedade supostamente sem classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – O mito de que vivemos numa sociedade sem&lt;br /&gt;                        classes é uma farsa, mas uma em que a maioria das&lt;br /&gt;                        pessoas acredita. A minha filha, que é professora numa&lt;br /&gt;                        universidade pública, conta-me que a maioria dos&lt;br /&gt;                        estudantes dela se consideram de classe média e não&lt;br /&gt;                        mostram qualquer sinal de consciência de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – O próprio discurso académico aponta&lt;br /&gt;                        para a ausência de consciência de classe. Apesar de nos&lt;br /&gt;                        meios de comunicação social se encontrar o termo classe&lt;br /&gt;                        trabalhadora e também classe média (como "uma redução&lt;br /&gt;                        dos impostos para a classe média"), nunca se vê&lt;br /&gt;                        mencionada uma classe dominante ou classe alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Uma "classe dominante" de certeza não&lt;br /&gt;                        encontrará. É simplesmente suprimida. E os estudantes da&lt;br /&gt;                        classe trabalhadora como os da turma da minha filha não&lt;br /&gt;                        se consideram da classe trabalhadora. Isso é outro sinal&lt;br /&gt;                        de uma verdadeira doutrinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Donaldo Macedo – A elite dominante, ajudada pela&lt;br /&gt;                        intelligentsia, fez grandes esforços para criar&lt;br /&gt;                        mecanismos que perpetuam o mito de que os Estados Unidos&lt;br /&gt;                        são uma sociedade sem classes. Com todo o debate acerca&lt;br /&gt;                        da falha da educação neste país, uma das variáveis que&lt;br /&gt;                        nunca é mencionada é a classe, apesar de a classe ser um&lt;br /&gt;                        factor determinante para o sucesso escolar. A maioria&lt;br /&gt;                        dos estudantes que não passam de ano provêm geralmente&lt;br /&gt;                        das classes mais baixas, e contudo os educadores evitam&lt;br /&gt;                        religiosamente utilizar a classe como um factor nas&lt;br /&gt;                        análises e afirmações. Em vez disso, criam todo o género&lt;br /&gt;                        de eufemismos como "economicamente marginais",&lt;br /&gt;                        "estudantes desfavorecidos", estudantes "em risco" etc,&lt;br /&gt;                        como um processo de evitar nomear a realidade da&lt;br /&gt;                        opressão de classes. E se se utilizar a classe como um&lt;br /&gt;                        factor de análise, é-se imediatamente acusado de guerra&lt;br /&gt;                        de classes. Lembra-se da campanha presidencial de 1988,&lt;br /&gt;                        quando George Bush admoestou o seu oponente dizendo,&lt;br /&gt;                        "Não vou deixar que esse governador liberal divida esta&lt;br /&gt;                        nação... Eu acho que isso é para as democracias&lt;br /&gt;                        europeias ou algo do género. Não para os Estados Unidos&lt;br /&gt;                        da América. Não seremos divididos por classes... somos o&lt;br /&gt;                        país dos grandes sonhos, das grandes oportunidades, do&lt;br /&gt;                        jogo limpo, e esta tentativa de dividir a América em&lt;br /&gt;                        classes falhará porque o povo americano irá perceber que&lt;br /&gt;                        este é um país muito especial, porque qualquer pessoa a&lt;br /&gt;                        quem seja dada uma oportunidade pode vencer e realizar o&lt;br /&gt;                        sonho americano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Noam Chomsky – Sim, é um país muito especial se se for&lt;br /&gt;                        rico. Para tomarmos um exemplo muito simples, repare&lt;br /&gt;                        como o sistema tributário se torna cada vez menos&lt;br /&gt;                        progressivo ao enriquecer os ricos através de um grande&lt;br /&gt;                        corte fiscal e enormes subsídios que ao longo da&lt;br /&gt;                        história têm sido dados às corporações. Bush está certo&lt;br /&gt;                        ao falar de uma guerra de classes. Porém, é uma guerra&lt;br /&gt;                        de classes concebida para esmagar ainda mais os pobres.&lt;br /&gt;                        Todos os indicadores apontam que a pobreza se tem&lt;br /&gt;                        mantido alta entre as crianças, e a desnutrição está&lt;br /&gt;                        piorando com os programas levados a cabo para promover&lt;br /&gt;                        os "valores familiares". O assalto ao estado do&lt;br /&gt;                        bem-estar social serve para esmagar ainda mais os&lt;br /&gt;                        pobres, as mães que recebem pensões e outras pessoas que&lt;br /&gt;                        precisam de ajuda, enquanto mantém intacta a poderosa&lt;br /&gt;                        ama, subsidiando corporações com transferências maciças&lt;br /&gt;                        de dinheiro. Nós temos um sistema de segurança social,&lt;br /&gt;                        mas é uma segurança social para os ricos. Para se manter&lt;br /&gt;                        um sistema de segurança social em bom estado de&lt;br /&gt;                        funcionamento para os ricos, é preciso ter uma classe&lt;br /&gt;                        empresarial altamente consciente. As outras pessoas têm&lt;br /&gt;                        que ser convencidas de que vivem numa sociedade sem&lt;br /&gt;                        classes. As escolas sempre estiveram a serviço da&lt;br /&gt;                        manutenção deste mito.&lt;br /&gt;                        Notas&lt;br /&gt;                        1- Tradução livre da citação: Paulo Freire. The Politics&lt;br /&gt;                        of Education. Culture, Power, and Liberation (South&lt;br /&gt;                        Hadley, Mass.: Bergin &amp; Garvey, 1985), 103. [NT: O livro&lt;br /&gt;                        corresponde aos textos publicados em Ação cultural para&lt;br /&gt;                        a liberdade e outros escritos, Rio de Janeiro, Paz e&lt;br /&gt;                        Terra, 1976]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        (NT1) Juramento à bandeira dos EUA: "Prometo lealdade à&lt;br /&gt;                        bandeira dos Estados Unidos da América e à República a&lt;br /&gt;                        qual representa, uma nação, sob Deus, indivisível, com&lt;br /&gt;                        liberdade e justiça para todos". In:&lt;br /&gt;                        http://www.usflag.org/pledge.portuguese.html .&lt;br /&gt;                         (NT2) A Comissão Trilateral é uma organização&lt;br /&gt;                        internacional privada que congrega cerca de 325&lt;br /&gt;                        personalidades líderes em diversas áreas de actividade –&lt;br /&gt;                        empresarial, política (excepto quando em funções&lt;br /&gt;                        governamentais), académica e imprensa – provenientes das&lt;br /&gt;                        três maiores regiões industrializadas e democráticas do&lt;br /&gt;                        mundo: América do Norte, Japão e Europa. In:&lt;br /&gt;                        http://www.fpglobal.pt/pt/tril.html .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        [*] Professor do Massachussets Institute of Techonology,&lt;br /&gt;                        Boston, EUA.   O entrevistador, Donaldo Macedo, é da&lt;br /&gt;                        Universidade de Massachussets. Embora realizada em Junho&lt;br /&gt;                        de 1999, resistir.info publica-a por se manter actual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113744481223643434?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113744481223643434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113744481223643434&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113744481223643434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113744481223643434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2006/01/escola-como-instrumento-de-controle-e.html' title='A escola como instrumento de controle e coerção'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113434296781619763</id><published>2005-12-11T21:12:00.000-02:00</published><updated>2005-12-12T12:46:49.273-02:00</updated><title type='text'>Escola aberta para a comunidade. Isso existe?</title><content type='html'>Por indicação dos pais do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, buscamos na Internet esta entrevista com uma diretora de escola pública, publicada em pucsp.br/paulofreire/entrevistasanto.htm. É um depoimento sincero e revelador das dificuldades em se manter uma escola aberta para os pais e para a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista realizada em 10/09/2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDENTIFICAÇÃO:&lt;br /&gt;CLÁUDIA ZUPINI DEL CORSO, 35 ANOS, DIRETORA DE ESCOLA - FORMADA EM MAGISTÉRIO - PEDAGOGA - FAZ PÓS GRADUAÇÃO LATU SENSU EM ENSINO FUNDAMENTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FORMAÇÃO&lt;br /&gt;Minha formação toda foi na escola pública. Desde quando eu me formei na Fundação Santo André , que foi a minha fonte inspiradora, eu digo que a Fundação me valeu demais, e mesmo lá eu era monitora, eu tinha bolsa de estudos, então eu não paguei escola em momento nenhum da minha vida. Eu só estudei praticamente em escola pública. O que mais me apaixonou na educação e que eu sempre acreditei é que a escola devia ser pública e de qualidade. Eu não acreditava em outra coisa. Então, quando eu fui pra Graduação e começou toda aquela discussão, porque no Magistério não tinha muito, era uma coisa mais conceitual, fundamental, e a professora falava, contava a história da educação, que teve um tempo em que teve que se lutar para que a escola fosse pública, era uma coisa que eu não me conformava, eu ficava pensando, aliás é assim que eu vou começar meu livro, como alguém pôde imaginar que a escola não tinha que ser pública, não ser laica, como que isso aconteceu na história, era uma coisa que me inquietava demais, eu nunca me conformei com isso, e até eu ir entendendo a história depois eu fui percebendo. A minha formação é meio baseada no conhecimento de Vigotsky, Wallon, Piaget, Piaget gostei muito dele. Freire, sou apaixonada por Freire... sempre achei assim que parecia muito comigo, que combinava muito comigo, eu acreditava muito na força que tinha nas palavras dele. E o que mais me angustiava era como fazer isso acontecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O INGRESSO COMO DIRETORA NA REDE -&lt;br /&gt;Logo que eu acabei a graduação (em Pedagogia) surgiu a oportunidade de eu ser diretora, acabei em 2000, em 2001... Sempre fui uma professora muito ativa, participando de conselho de escola, sempre querendo estudar, sempre amei , aí já me convidaram, prestei a seleção, fiz entrevista, fiz uma prova escrita e coloquei na minha prova tudo o que eu acreditava de participação, aliás o meu tema era Planejamento Participativo, e eu tinha toda uma linha de ação, aquela coisa assim bem teórica, saí da faculdade fresquíssima, aí eu falei: agora eu vou arrasar! Quando eu fiz o teste em fevereiro, parecia que eu estava escrevendo a minha prova, porque meu tema, o TCC foi sobre Planejamento Participativo, então eu tava me sentindo em casa, agora eu vou poder! Aí quando eu cheguei na escola... Qual era a escola... Ninguém queria Planejamento Participativo, ninguém. Assim, é como se todo mundo na teoria acreditasse que isso é ideal, que isso é certo, mas não era pra fazer isso acontecer. Aí é que começa o tema do meu livro e começa a ficar rico, porque é muito difícil... Eu ingressei nessa escola com pouca experiência, 2001, 2002 e 2003, eu era professora de Ensino Fundamental na própria rede aqui em Santo André, fui da particular, mas depois ingressei na rede, trabalhei no infantil depois implantou o fundamental, trabalhei no fundamental e na graduação é que surgiu a vontade de ser diretora de escola, aí eu fui tentar colocar tudo em ordem. Mas, assim, é um complexo tão grande, medonho a escola como um todo, que toda aquela teoria eu não vou dizer que não serviu, eu acho que ela me sustenta, ela me alimenta, me dá força pra estar ali, você respira e vai. Mas o que eu mais tive que fortalecer foi a questão do sentimento, é onde mais a gente se apega. Parecia que eu tava preparada intelectualmente, tava preparada físicamente, tava ali pronta pra atuar na teoria do que eu acreditava que tinha de acontecer, mas as dificuldades foram tantas, e elas machucam o coração da gente. Eu tava questionando exatamente isso: por que a teoria, ela é tão bonita, todo mundo acha que ela é adequada e por que ela é tão difícil de aplicar? Eu não tenho a resposta pra isso ainda, mas acredito que uma das pistas seja essa, porque é muito difícil, você se embate com as pessoas demais, e as pessoas machucam você e você às vezes recua porque você não quer se desgastar, e assim você vai indo. Então eu acredito que essa parte emocional, se você não estiver muito madura, muito preparada, muito disponível, aliás, e separar, aqui é profissional, até aqui eu vou e até aqui não, é a minha cabeça, aí vão complicando as coisas. O primeiro ano eu sofri muito, pensei em desistir, me deu muito desespero, aí depois a família ficou muito do meu lado, me apoiou, aí dei aquela recuperada no fôlego, fui mais forte. Não que os problemas tinham terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EXPERIÊNCIA PARTICIPATIVA NA ESCOLA&lt;br /&gt;Aí logo os maiores problemas que eu enfrentava, um deles: as professoras, os docentes. Já é o terceiro ano, eu acho que o professor é o mais resistente de todos pra mudança. Uma professora sempre falava pra mim: "Que que é essa louca, que que é esse monte de pai na escola, o que que eles fazem...". É que ela entrava à uma hora, dava a aulinha dela de porta fechada, abria a porta às cinco horas e ia embora. Então ela não via, e às vezes o professor não se apropria da escola como um todo, às vezes não, ele não se apropria. Então, quando Perrenoud fala lá das competências, que ele (o professor) tem que ver a escola como um todo, toda aquela parte, eu acho que a nossa realidade de docente hoje não é essa, ele ainda tem dois turnos pra fazer, ele ainda tem que se preocupar com as atividades no Extensil, ele ainda não tem aquele período para formação, pra planejamento, isso não acontece, não é suficiente, então acho que isso é um problema para o professor, isso vai emperrando. E tem a questão da resistência mesmo, pai aqui dentro da escola, o que ele tá fazendo: ele tá vendo o que eu tô fazendo, ele tá me vigiando, não é isso que todo mundo pensa? Eu não tenho esse problema com pai. Eu poderia pensar isso também, não poderia? Ele tá me vigiando, ele tá vigiando a diretora... mas eu nunca tive medo desse tipo de coisa, quer dizer porque eu tô fazendo, eu não tenho nada pra esconder, eu tô fazendo o que eu acho de melhor, então eu nunca tive medo de pai aqui. Mas eu ainda sinto muita resistência deles, dos professores, quanto a isso. Primeiro porque eles tiveram um histórico que não foi legal, antes de eu entrar aqui, tinha um grupo de pais específico, não eram representativos, eles eram um grupo meio que do conselho, e tinham o cantinho deles, eles faziam o que eles queriam, então quando eu entrei aqui na escola eu tive muitos problemas com esse grupo de pais, foi a primeira resistência, porque a primeira coisa que eu vim aqui pra escola foi questionar espaço. Que espaço é esse? O espaço tem que ser acessível, o espaço tem que ter qualidade, o espaço tem que atender a quem? Atender ao aluno. Então eu tinha um espaço extremamente desqualificado de meu ponto de vista, e um grupo de pais que tinha uma salinha aqui em que tomava café, que batia um papo, então não era o espaço que eu acreditava. Ele não veio aqui pra ficar sentado que nem num clube, ele tá aqui pra participar para o aluno, para o bem do aluno. Aí eu comecei a mexer: tirei a sala deles, quase fui linchada por um grupo de trinta pessoas, ficaram muito revoltadas comigo, talvez até foi minha inexperiência de estar chegando, fiquei louca com uma escola toda bagunçada, com tudo o que eu não acreditava, e falei não, vou começar a mexer em tudo, não fui devagar, não fui com dedos, mas também levei. Entrei de sola e também levei bastante. Aí tive de mostrar pros pais, e foi com isso que os ganhei, é lógico, porque eu tinha argumentos, eu tirei a sala pra fazer o quê com a sala, e aí eu fui mostrando, e aí nós mudamos várias coisas na escola. A escola ganhou uma sala de artes que não tinha, era uma sala largada com um monte de carteiras, uma biblioteca que não tinha. Os livros eram todos em pasta polionda, aquilo pra mim era o fim do mundo, biblioteca com pasta polionda, os livros todos escondidos na pasta, não é a minha visão de organização. Uma brinquedoteca, uma sala de informática, a sala de multi-uso, sei que nós criamos vários espaços. Foi o primeiro ano, foi uma luta organizar tudo, e com a ajuda deles - os pais. Alguns pais foram embora, alguns voltaram depois, outros estão voltando aos poucos, uns foram embora de vez que não era o interesse mesmo. Quando eu cheguei eles tinham uma lista que tinha o nome de todas as professoras: fulano de tal faz isso, fulano de tal faz aquilo, então eles estavam aqui pra vigiar mesmo. Então elas (as professoras resistentes) tinham razão de certa forma. Mas desde aquela época de início nunca mais veio um falar um "A" de professor pra mim, porque eu não dou ouvido, você quer falar então vai falar em conselho, então nós temos um fóro correto que é o fóro do conselho, qualquer problema que tiver nós vamos levar o caso pra lá, e aí nós fomos criando esses fóros representativos. É preciso dar formação também para os pais, por isso é que às vezes as pessoas desistem, porque dá trabalho. As diretoras também têm o foco pedagógico na Prefeitura de Santo André, não é só o administrativo, mas a prefeitura não tem essa preocupação. Até tem, mas é muito pontual, então eles fazem um curso sobre plano escolar, aí um curso sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Agora a formação do dia a dia, como eu trato o aluno, porque eu trato o aluno, o que eu acolho e o que eu não acolho, isso é que é difícil. Porque aqui eu tô na divisa com São Paulo, eu tenho mães aqui de todo jeito, de manhã tinha uma mãe que era dependente química, à tarde eu tinha outra que tinha uma gangue que roubava, e essas mães são nossa comunidade. Inclusive nós discutíamos muito isso, que espaço elas tinham que ter, elas podiam entrar na escola, elas não podiam? Hoje elas estão todas aqui na escola, de certa forma elas protegem, elas ajudam. Quantas vezes elas vieram falar: "Cláudia, tinha um grupo aí tentando levar, mas aí eu conversei com eles, então eles não vão levar os computadores". Essas mães tão aqui dentro. E era no conselho com os pais que eu conseguia ter essa conversa. Com os professores, nem pensar. É trabalhoso, mas é tão recompensador, porque é assim: quando eu era professora, as crianças eram a minha alegria, a minha paixão, parecia que elas me alimentavam, aí quando eu vim ser diretora parecia que nada mais me alimentava, só me desgastava, não tinha retorno de nada. Às vezes dá um desânimo danado, sabe, às vezes dá vontade de...deixa eu voltar pra minha sala. Porque na direção eu não tenho o retorno das crianças, e o que eu consigo de retorno aqui é com as mães e pais. Hoje a escola tem uma relação mais próxima, mais clara com os pais. Nisso eu vejo muita evolução, elas são bárbaras (as mães). No começo eu fiquei morrendo de medo, pensei, como é que eu vou explicar pros pais que as professoras precisam de formação, que elas não têm tempo suficiente e que elas precisam estudar sempre. Mas na hora as mães toparam, acharam lindo e maravilhoso e já se organizaram, já fizeram, sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ESCOLA ABERTA&lt;br /&gt;Outra coisa muito legal que acontece aqui, outra concepção minha. Eu tenho um problema muito grande, quando eu acredito numa coisa eu tenho que fazer acontecer, eu me esborracho mas faço. É questão da escola aberta. Eu acho que o espaço público tem que atender a comunidade, eu acredito nisso. Só que ao mesmo tempo ele tem que ser organizado, eu não posso abrir a escola de qualquer jeito, que espaço é esse? Não é uma praça pública, é um espaço que tem que desenvolver cultura, ter direcionamento, então eu comecei a abrir curso, voluntariado, porque a prefeitura não me dava os profissionais que eu precisava. Hoje a gente tem Axé, Capoeira, Crochet, Teatro, nós temos vários cursos... Sábado à tarde inteirinha aqui, durante a semana, e você vê, eu não dou conta de organizar todos esse cursos sozinha, cada mãe organiza uma turma, cada uma dá uma dica.... é assim, fulano de tal pode dar Axé pra gente, teve um curso de Cesta de Café, na semana passada um curso de Bisqui pros pais, elas se apropriaram do espaço, para os alunos e para os pais, para a comunidade, é aberto pra todo mundo. E é bem utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RELAÇÃO PROFESSORES X MÃES NA ESCOLA ABERTA&lt;br /&gt;As mães, em suma, me ajudam muito no sentido de organizar a escola, os espaços, e de propor atividades, que eu posso chamar de extras, para a comunidade, nesse ponto elas colaboram demais. Elas brigam entre elas (professoras e mães), coisa que em todo agrupamento de pessoas acontece, e qual é a minha função? Convencer os professores de que elas são importantes na escola, porque eu preciso delas também, acreditando na escola aberta pra que as coisas funcionem. E elas fazem de tudo para que funcione. E o que aconteceu? Hoje elas são cúmplices, se as professoras inventam um teatro elas colaboram, elas fazem cenário, elas vão procurar texto, elas vão procurar não sei o quê, então perceberam que pra estarem dentro da escola elas precisam do professor também, então elas tentam cativar, e não existe mais aquela coisa de querer dedar o professor, "porque fulana de tal fez isso...". E os professores? Hoje, eu posso dizer que a maioria dos professores é a favor, eu não posso ser pessimista, então sempre tem aquele ruim e aquele ruim pode acabar com os outros, mas a maioria usufrui muito dos pais, usufrui mesmo. Eu brinco que as mães são escravas das professoras de tanto que elas trabalham. Mas ainda tem algumas pessoas que pontuam negativamente e às vezes vão levando o grupo pra baixo, porque aquele que concorda não levanta com a mesma força pra dizer: "não, é importante...", e aquele que discorda perece que leva. Eu acho assim: se você não é a favor de pai na escola e eu sou, a gente tem que entender que é a tua concepção de educação e essa é a minha concepção, e pronto, eu não vou achar que você é pior por causa disso. Tem muita gente muito legal que não acredita nisso, e às vezes eu me questiono: será que eu tô certa? Eu não sei também se eu tô certa, eu tô tentando, eu acredito, mas às vezes você consegue até duvidar se tá fazendo certo ou não. Então tem uma professora aqui que diz: "Eu odeio esses pais na escola... porque eles foram me questionar sobre a minha avaliação", aí eu pergunto pra ela como seria se isso fosse na escola do filho dela, como seria? Por mais que eu argumente, elas têm aquela concepção de que "eu sou professora de escola pública, eu tenho o meu cargo, ninguém me tira daqui e eu falo o que eu quero". Sabe quando é que as coisas complicam mesmo? É quando as professoras percebem que os pais têm interesse no pedagógico. Eu já tive professor se estrebuchando por isso. Eu tento muito explicar isso para o professor: eu acho que o pai não tem que ter formação pedagógica, mas ele quer entender: "por que você escreveu no probleminha do meu filho isso, isso e aquilo?". Ele não tá aqui enfrentando o seu grande poder pedagógico, ele tá perguntando, e é isso que eu tenho que explicar para o professor, mas isso é que é difícil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113434296781619763?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113434296781619763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113434296781619763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113434296781619763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113434296781619763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2005/12/escola-aberta-para-comunidade-isso.html' title='Escola aberta para a comunidade. Isso existe?'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113331878316861317</id><published>2005-11-30T00:40:00.000-02:00</published><updated>2005-11-30T00:51:10.190-02:00</updated><title type='text'>O "maior" infrator</title><content type='html'>&lt;em&gt;Giulia Pierro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas apontam que, hoje, o maior número de crimes e vítimas de assassinato no Brasil é protagonizado por jovens. Outros estudos também mostram que a adolescência, hoje, é mais demorada, o que pode estar relacionado com as dificuldades na busca de uma identidade e na construção de uma escala de valores.&lt;br /&gt;A globalização, palavra de ordem dos nossos dias, iniciou com a primeira guerra mundial, prosseguiu com a segunda e está longe de trazer a paz para a humanidade. Guerra e paz são coisas que não se misturam. O mundo continua em guerra, se não totalmente, em parte, e a globalização dos meios de comunicação mostra diariamente conflitos remotos e "pequenos assassinatos" que nos são servidos geralmente pela TV depois do trabalho, na hora do jantar. Bombardeios, chacinas e execuções ao vivo parecem não assustar mais os espectadores, já acostumados a assistir filmes de ficção que retratam tais acontecimentos com incrível veracidade.&lt;br /&gt;As crianças costumam assistir toneladas de desenhos animados que contêm todo tipo de violência -aparentemente inócua, pois os personagens são bichinhos que matam e morrem de forma engraçada, sem sangue ou feridas, ressuscitando a toda hora para depois serem mortos novamente. Idem nos vídeo-games. Trata-se da banalização da violência: mostrar uma avalanche de cenas de abusos contra a vida e a pessoa humana como se a violência e a morte não doessem ou não tivessem conseqüências.&lt;br /&gt;A violência é uma tendência indiscutível do ser humano e ninguém até hoje pôde explicar suas causas de forma absoluta. Ela é tão inexplicável quanto a solidariedade e se manifesta gratuitamente ou em situações de provocação. Entre elas, penso que as mais críticas são o abandono, a falta de perspectivas, a miséria. Nessas condições, é enorme o potencial de influenciação da criança e do adolescente, seres humanos em formação. Vítimas de violência são agressores em potencial.&lt;br /&gt;Por este motivo, como poderiam ser menores os índices de violência juvenil no Brasil? A família, a escola, a sociedade, a mídia e o poder público agridem e dão péssimos exemplos à criança e ao adolescente, sem respeitar sua condição de seres em desenvolvimento.&lt;br /&gt;- A família, quando o próprio ambiente familiar é violento, quando crianças e adolescentes são agredidos, largados na rua ou à mercê da televisão, sem discussão ou diálogo que possam ajudá-los a construir sua escala de valores.&lt;br /&gt;- A escola, ao tratar o aluno sem respeito, com violência verbal, física ou psicológica, colocando a criança e o adolescente contra a própria família, dizendo que "a educação vem de casa", lavando as mãos, dando-lhe suspensões ou até expulsando-o da escola.&lt;br /&gt;- A sociedade e a mídia, ao mostrar e divulgar que o que mais vale é "subir na vida", consumir e ter uma vida sexual intensa, custe o que custar e sem escrúpulos.&lt;br /&gt;- O poder público, representado por pessoas muitas vezes gananciosas, criminosas e preocupadas apenas com interesses próprios, se apresenta ao cidadão brasileiro, já na infância ou adolescência, como corrupto e impune.&lt;br /&gt;Infelizmente, após quinze anos de sua implantação, o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda é uma lei desconhecida e repudiada, uma lei que "não pegou", apesar de seu valor ser reconhecido internacionalmente.&lt;br /&gt;O maior exemplo de tudo isto é a continuidade da Febem, uma instituição ilegal onde pune-se o "menor infrator" com pena de morte a curto, médio ou longo prazo. Os "maiores infratores" que criaram, mantiveram e deixaram essa anti-instituição tornar-se uma aberração criminosa continuam soltos e, o que é pior, não se sentem responsáveis por isso.&lt;br /&gt;Resta-me concluir, tristemente, que a solução para a grande onda de violência juvenil que assola o país e o mundo está na redução da violência "adulta", muito mais grave e irresponsável. Mas, como atingir essa meta, se o "maior" infrator fica impune e o "menor" infrator não tem direito à regeneração?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113331878316861317?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113331878316861317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113331878316861317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113331878316861317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113331878316861317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2005/11/o-maior-infrator.html' title='O &quot;maior&quot; infrator'/><author><name>Giulia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://i14.photobucket.com/albums/a341/mel-meow/cvfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-113262911569129455</id><published>2005-11-22T01:09:00.000-02:00</published><updated>2005-11-22T01:26:34.436-02:00</updated><title type='text'>Aula Vaga: Você Sabe o que é isso?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Giulia Pierro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Qual será a maior diferença entre a escola pública e a particular no Brasil?&lt;br /&gt;A qualidade pedagógica? Diria que não, pois em 99% dos casos a escola particular também não se preocupa em formar indivíduos nem cidadãos.&lt;br /&gt;A formação dos professores? Também não, pois na maioria dos casos os mesmos profissionais dão aula na rede pública e na particular. O nível de violência? Depende do ponto de vista, pois na escola particular pode existir um tipo de violência mais sutil que fere mortalmente a personalidade e a vocação do aluno.&lt;br /&gt;A maior diferença entre a escola pública e a particular é uma ilustre desconhecida: a "aula vaga". Digo desconhecida porque nem mesmo os jornalistas que cobrem a área de educação sabem o que é.&lt;br /&gt;A aula vaga é a aula prevista, mas não dada. Ela ocorre diariamente na rede pública e é mais freqüente em situações típicas, como o primeiro mês de aulas, quando a maioria dos professores ainda não assumiu suas classes. Também é mais freqüente no fim do ano letivo, quando as notas já estão fechadas e muitos alunos são empurrados para a recuperação de férias. Outra situação bastante comum é a ocorrência de feriados no meio da semana, quando os professores resolvem "enforcar" alguns dias. Existe também a aula vaga devida a licença concedida ao professor, seja por doença, prêmio ou outro motivo. Enfim, sempre que o aluno chegue na escola e deixe de ter uma ou mais aulas previstas, trata-se de "aula vaga".&lt;br /&gt;Em cada caso, as escolas agem de forma diferente: poderão soltar os alunos na rua, mostrando falta de responsabilidade; poderão deixá-los jogar pelada na quadra ou no pátio da escola, com ou sem supervisão; poderão também dar à aula vaga um caráter "cultural", substituindo aulas de matemática, português, física, química, biologia etc. por jogos ou exibição de filmes. Trata-se de disfarces ou quebra-galhos. É muito comum, numa escola pública qualquer, cinco minutos antes da entrada dos alunos, os diretores se descabelarem e chamarem seus funcionários, auxiliares, inspetores de alunos e até as merendeiras: "Pessoal, faltaram cinco professores. Temos que remediar cinco aulas vagas. Todo mundo para as salas de aula!".&lt;br /&gt;Para entender melhor este fenômeno exclusivo da rede pública de ensino que é a "aula vaga" é preciso compreender outro fenômeno intrigante: o "direito à falta" do professor e dos demais profissionais do ensino.&lt;br /&gt;O direito à falta é um privilégio do funcionalismo público. Em poucas palavras, o funcionário - seja ele municipal, estadual ou federal - tem direito a faltar X vezes durante o mês. Um velhinho curioso me contou uma vez que tudo começou com o "dia das regras", no ano de mil novecentos e lá vai pedrada, quando as senhoras "incomodadas" durante suas regras conquistaram o direito a uma folga mensal. Em breve a folga foi reivindicada também pelos varões e as senhoras lutaram por mais um dia, seguidas pelos cavalheiros, até que o funcionalismo público brasileiro conquistou o "direito" a inúmeras faltas abonadas, justificadas e injustificadas - mas permitidas. Quanto à escola particular, o direito à falta não se admite, pois se trata de empresa privada, onde o professor corre o risco de ser demitido e de perder a bolsa para seus filhos.&lt;br /&gt;O buraco é muito fundo. Do ponto de vista legal, pergunto: "direito" a faltas é constitucional? Do ponto de vista educacional, pergunto: qual o efeito pedagógico da falta justificada do professor? Quais os valores que a escola está transmitindo ao aluno durante a "aula vaga"? De que o trabalho é castigo ou sacrifício? De que a aula não é importante?Mas o mais grave é o seguinte: aluno de escola pública costuma ter, no mínimo, 20 por cento a menos das aulas devidas. O problema foi camuflado de forma eficiente pelas autoridades, determinando que o aluno venha a ser reprovado caso tenha "menos que 75% de freqüência" às aulas. Isto significa que, por tabela, o aluno também recebeu o "direito" de faltar a 25% das aulas, o que permite ao professor e aos demais profissionais do ensino boa flexibilidade para administrar seu próprio "direito". Em última instância, caso a freqüência mínima da classe ou do aluno não for atingida, existe mais um dispositivo para disfarçar a situação: é a "reposição de aulas", que, muitas vezes, obriga o aluno a sacrificar alguns sábados ou encurtar suas férias, além de ser mais um tapa-buracos.&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista, trata-se de um verdadeiro escândalo, que mostra o descaso das autoridades brasileiras para com o ensino e a educação, pois permite reduzir o ano letivo em 20% a 30%, de forma legal. Além disto, o "direito à falta" é um conceito antipedagógico, que não cabe em instituições de ensino.&lt;br /&gt;Propus a um jornal paulistano de grande porte que fizesse uma matéria sobre o assunto. O repórter que cobria educação - para variar - não sabia o que significa "aula vaga". Depois que expliquei, ele disse que o jornal só permitiria a publicação de uma matéria baseada em números e estatísticas de fonte segura. Onde ele poderia checar a informação de que o aluno de escola pública "recebe" de 20 a 30% de aulas vagas durante o ano letivo? Ora, ora, como dizia minha nonna bolonhesa: "È qui che casca l'asino!". Agora é que são elas! A quem interessaria encomendar uma estatística sobre "aulas vagas"? Ao Ministério ou às Secretarias de Educação? Aos sindicatos dos professores? Seria muita ingenuidade acreditar nisso... E, mesmo assim, seria muito difícil computar as aulas vagas disfarçadas de atividade cultural, esportiva, recreativa etc.&lt;br /&gt;Na verdade, este problema preocupa apenas os pais e alunos de escolas públicas, que não precisam de estatísticas: eles estão carecas de saber que a aula vaga "engole" - efetivamente - de 20 a 30% do ano letivo - salvo raríssimas e honrosas exceções que confirmam a regra.Políticos interesseiros ou mal informados propõem aumentar a carga horária da rede pública. Na atual conjuntura, seria aumentar também a carga das aulas vagas. O único exemplo de seriedade e respeito a ser dado ao aluno é garantir que ele tenha efetivamente TODAS as aulas previstas, de cada disciplina.&lt;br /&gt;Uma reflexão: como falar em "qualidade do ensino", se o aluno não recebe nem mesmo a motivação diária de chegar à escola e ter uma aula prevista e planejada? Como será que o adolescente - questionador por natureza - entende o argumento do professor, de que "amanhã vou faltar, já aviso vocês, pois se quiserem não precisam vir à escola"? Será que a "aula vaga" não é mesmo um instrumento perverso e proposital para a manutenção do status quo?&lt;br /&gt;Sugiro que o Inep, empenhado em medir a posição do Brasil no ranking internacional, pesquise também a questão da "aula vaga". Em quais outros países existe este fenômeno e em quais proporções? Qual é a opinião pública das autoridades internacionais a este respeito? E, principalmente, o que se pode ou se quer fazer para resolver este problema?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-113262911569129455?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/113262911569129455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=113262911569129455&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113262911569129455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/113262911569129455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2005/11/aula-vaga-voc-sabe-o-que-isso.html' title='Aula Vaga: Você Sabe o que é isso?'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17577212.post-112868881726189660</id><published>2005-10-07T09:31:00.000-03:00</published><updated>2005-10-07T09:40:17.270-03:00</updated><title type='text'>Professoras Assassinas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Reportagem do Jornal da Tarde de 28/10/2005 sobre as "Professoras Assassinas"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Professores usam Orkut para ofender alunos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;CINTHIA RODRIGUES&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há depoimentos sobre situações em que xingam ou beliscam alunos, na comunidade 'Professoras Assassinas'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se você é professor ou professora e adoraria matar alguns alunos, esse é o seu espaço". Com esse slogan, a comunidade "Professoras Assassinas" do site de relacionamentos Orkut já reuniu 1.054 educadores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em tom de sátira, eles contam situações em que xingam ou beliscam alunos em sala de aula e aproveitam para debater formas de forjar uma expulsão ou distribuir maconha para acalmar a classe. A fundadora diz se chamar Patrícia Pinho, ser carioca e professora de português. Há membros de várias cidades, muitas delas no Estado de SãoPaulo, que podem ser facilmente identificados por um perfil completo de informações pessoais e fotos que é feito pelos próprios membros do site.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A reportagem entrou em contato com alguns. Eles confirmam que são professores, dizem que pouco ou nada do conteúdo da comunidade é aplicado em sala de aula, mas têm vontade. "Algumas crianças não querem estudar, vão lá para azucrinar e seria interessante revidar. É sobre isso que falamos", diz uma do Interior de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na segunda-feira, Marcos Eduardo escreveu um depoimento em que contava ser professor eventual "numa escola onde o ambiente é muito bom e os alunos"simpáticos", mas que naquele dia alguém colocou cola em sua cadeira. "Quem fez isso é marginal travestido de aluno", contou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como só é preciso ser membro do Orkut - que tem 10 milhões de adeptos - para poder ver o conteúdo, muitos estudantes já leram depoimentos e deixaram recados revoltados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As "professoras assassinas" não se abalam. Uma das mais assíduas, Cláudia Marcia explicou que usa o espaço para "rir" e que os professores só odeiam alunos que os odeiam sem motivo. "Algumas pessoas têm senso de humor mais afiado e se expressam de forma divertida. Se não deu motivos, não se preocupe, que a coisa aqui não é com você", diz aos alunos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguns (poucos) professores também se ofenderam com a comunidade e abriram uma outra, chamada "Chega de Professoras Assassinas". Mas apenas 66 pessoas entraram. Uma quantidade bem maior, 1.912, é adepta da "Eu Amo meus Alunos",que tem pouquíssimos depoimentos, perto das centenas que são escritos mensalmente em "Professoras Assassinas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presidente do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp),Carlos Ramiro de Castro, repudiou a iniciativa. "Sabemos das más condições aque são submetidos professores e alunos, mas isso não justifica", afirmou,chamando a comunidade de "brincadeira de mau gosto".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Secretaria da Educação disse que não pode fazer nada, por se tratar de depoimentos virtuais, que podem ter sido escritos por qualquer um. Para haver um processo seria necessário que alguém identificasse um professor e o denunciasse.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17577212-112868881726189660?l=educaforumtxt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/feeds/112868881726189660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17577212&amp;postID=112868881726189660&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/112868881726189660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17577212/posts/default/112868881726189660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://educaforumtxt.blogspot.com/2005/10/professoras-assassinas.html' title='Professoras Assassinas'/><author><name>Vera Vaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06960968359909596293</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
