
Cerca de 1,7 milhões de jovens entre 15 e 17 anos não estudaram em 2006.
Segundo estudo Inep baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíliosdo IBGE, 40,4% (686,8 mil) desse total não está na escola por falta devontade de estudar.
De acordo com informações publicadas no jornal Folha deS.Paulo, a necessidade de trabalhar vem depois, com 17,1%.
A pesquisa diz ainda que 75% desses jovens não completaram o EnsinoFundamental, mas a maioria chegou até a 5ª série. Além disso, a maternindade diminui a probabilidade de a jovem estudar. Apenas 1,6% das mulheres quef reqüentam a escola são mães, percentual que sobe para 28,8% entre as queestão fora.
Segundo o estudo, esses dois índices apontam que o problema da evasão está entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental e que a fecundidade exerce grande influência no índice de desistência das meninas.
Em relação aos jovens que deixam a escola para trabalhar, 44% estão emempregos precários, apenas 8% desse total oferece carteira assinada. As poucas condições de trabalho ajudam a explicar os 740 mil jovens fora da escola que sequer estão procurando um emprego.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, atribui a repetência como fator dedesistência. Avaliação semelhante tem a professora de pós-graduação emeducação da Universidade de Brasília (UnB) Benigna Villas Boas. Ela diz queas escolas precisam encontrar uma nova forma de avaliação, além de oferecermecanismos de recuperação durante o ano. O educador Rubem Alves, em declaração à Folha, afirma que a escola pouco tema ver com a vida dos jovens e acredita que esse quadro pode ser revertido."A aprendizagem pode ser feita de maneira diferente. Torná-la mais atraenteé, inclusive, um bem para o próprio professor", disse ao jornal.
Fonte: Terra/Educação


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